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Igreja e empresa: seus fins e resultados

Por Rubens Teixeira


As igrejas evangélicas têm como principal missão a pregação do evangelho. Essa atividade não envolve nenhuma competição de mercado. É, simplesmente, a divulgação de uma mensagem cujo direito é garantido na Constituição Federal para qualquer seguimento religioso. A pregação visa a apresentação do Plano da Salvação e a transformação da vida das pessoas, através do conhecimento dos preceitos ensinados por Jesus Cristo.

Não se deve confundir empresa com instituição religiosa. A confusão entre ambas demonstra ignorância ou má-fé. Enquanto as empresas são regidas pelo Direito Empresarial (Comercial), as sociedades religiosas são regidas pelo Direito Civil. A personalidade jurídica da empresa distingue-se da personalidade jurídica da igreja.

A igreja possui seu estatuto próprio e os seus membros, ou filiados, permanecem lá livremente enquanto assim entendem que devem. Não possuem lucro como fim. Na empresa há a finalidade de lucro.

Se alguém escolhe um templo religioso para freqüentar e participar de suas atividades, inclusive por meio de contribuições, é porque isto lhe é salutar. Alguém interferir nessa questão é invadir a vida privada alheia, protegida pela Carta Magna. Ora, se uma empresa, por definição legal, possui características e fins diferentes de um templo religioso, não faz sentido tratá-las como iguais.

Quanto à atuação das igrejas evangélicas na sociedade, a sua aceitação é fruto da credibilidade que essas instituições têm perante os seus fiéis. Certamente se não atendesse aos seus interesses, os fiéis não frequentariam os templos.

Evidente que não dá para desprezar a influência das igrejas evangélicas na sociedade brasileira. Ignorar este aspecto é desconhecer a realidade. Contudo, o crescimento das igrejas em nada se confunde com o crescimento de uma empresa. Enquanto as empresas crescem à medida que vendem bons produtos ou serviços, as igrejas evangélicas crescem com base no que elas produzem na vida das pessoas. Empresas procuram bons consumidores que possam adquirir seus produtos e serviços, igrejas também amparam os que sofrem e não têm quem lhes ajudem.

O resultado da mensagem que pregam e os efeitos que causam na vida das pessoas explicam o crescimento das igrejas evangélicas. E, pelo crescimento que têm tido, certamente têm produzido bons efeitos. Do contrário, não cresceriam tanto.

* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
e não refletem, necessariamente, a opinião do Gospel Prime.


Autor(a)

Rubens Teixeira

Rubens Teixeira

Doutor em Economia pela UFF • Mestre em Engenharia Nuclear pelo IME • Pós-graduado em Auditoria e Perícia Contábil pela UNESA • Engenheiro de Fortificação e Construção (civil) pelo IME • Bacharel em Direito pela UFRJ (aprovado na prova da OAB-RJ) • Bacharel em Ciências Militares pela AMAN

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