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Louvado seja o Dinheiro!

Por Armando Taranto Neto


Dinheiro na igreja é coisa muito séria.
Sim! Talvez seja o assunto mais sério para os cristãos depois da salvação.
Prova disto é que Jesus falou mais de dinheiro do que de salvação.
O dinheiro dita tudo na Igreja.

Se a igreja não cresce não tem problema, o importante é que haja dinheiro sobrando.
Se há muito tempo o amor já não existe mais na igreja, não tem problema, louvado seja Mamon, tem dinheiro sobrando.

Se o trabalho social e evangelismo não são mais mencionados no púlpito, sem problemas, o importante é que tem dinheiro sobrando para investir nas coisas deste mundo, afinal “Deus prometeu que nos daria da gordura da terra”.

Se os membros da igreja não são visitados pelo seu pastor, tudo bem, o que vale é saber que com o dinheiro que está sobrando a igreja está proporcionando uma vida regalada a eles e à sua descendência, tudo em nome de Deus.

Se a igreja não ora mais, mas tem dinheiro saindo pelo “ladrão”, está tudo bem.
Se a primazia da igreja não é mais a leitura e conhecimento da Palavra, tudo bem, com o dinheiro se resolve e se compra tudo e todos.

Se a igreja tem muito dinheiro e nunca foi roubada por ninguém, melhor ainda.
Pode-se doutrinar errado, e todos aceitam e toleram desde que o dinheiro esteja bem guardado em lugar seguro e protegido.

Coloca-se qualquer um para liderar jovens, crianças e adolescentes, sem se fazer uma avaliação prévia para se saber se estes têm tendências homossexuais ou para pedofilia, afinal, crianças, adolescentes e jovens (Nossos filhos) são somente pessoas; por outro lado, para cuidar do “Santo Dinheiro” da igreja se faz um minucioso processo de devassa do pretenso tesoureiro; com razão, pois administrará o deus da igreja.

Pastores amantes do dinheiro, escravos de Mamon, apascentadores de si mesmos, quando convidados a dirigirem uma igreja não se preocupam em saber pelas almas que a compõe, pelas necessidades espirituais de que carecem, mas sim o quanto está rendendo “$$$$ em dízimos e ofertas”. A bem da verdade, para estes mercenários, o que atrapalha na igreja são os fiéis, os questionadores, os que não se conformam com este “outro evangelho” que não conseguem digerir.

Jesus também não digeria a religião que encontrou no judaísmo, onde Jeová havia perdido o lugar para as tradições, ritos e o sistema de enriquecimento sacerdotal.
Jesus, tratou o dinheiro como sendo uma potestade chamada de Mamon, o deus que proporcionava a prosperidade e riqueza na cultura Fenícia.
Potestade requer adoração e envolvimento.

Mamon exige santificação e Dedicação, Você já notou as exigências quanto a Integridade e Transparência com aqueles que lidam com o Dinheiro na Igreja?
Mamon exige o melhor, de “Grife”
Mamon determina o valor das coisas, pois quem tem dinheiro na igreja é valorizado, abraçado, “acobertado”, considerado e até mais facilmente perdoado; por outro lado, quem não tem!….
Mamon exige temor, fazendo terrorismo psicológico com quem não é dizimista, ofertante ou não faz o “SACRIFICIO”.
Mamon governa as circunstâncias.
Mamon exige adoração.

Um crente “jamais” (?) se dobraria diante de uma imagem. Então, o maligno se esconde atrás do dinheiro, se personifica em Mamon e recebe adoração: – “Louvado seja o dinheiro!”.

Pobres miseráveis!

Prefiro ficar com Cristo Jesus e com sua recomendação:

“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de odiar a um e amar o outro, ou há de dedicar-se a um e desprezar o outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.” Mt 6.24

A Cristo Jesus a glória para todo sempre.

* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
e não refletem, necessariamente, a opinião do Gospel Prime.


Autor(a)

Armando Taranto Neto

Armando Taranto Neto

Casado, 48 anos, mestre em Sociologia da Religião FATESU - RJ, Pós Graduação em Teologia Bíblica FEB - DF, Sub-oficial da Marinha, Contra Mestre de Cabotagem (Marinha Mercante), Pastor Auxiliar na Assembléia de Deus em Mutuá - RJ

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