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Palavras que destroem

Por Carla Stracke


Raça de víboras, como podeis vós dizer boas coisas, sendo maus? Pois do que há em abundância no coração, disso fala a boca. Mateus 12.34

Atualmente vivemos a época dos desigrejados e de crentes que fazem de tudo exceto jus ao rótulo que carregam. Além de escândalos televisivos diários envolvendo os ‘crentes’, cada dia mais pessoas saem de suas igrejas por causa da boa e velha FOFOCA, e quando isso acontece são julgados como fracos na fé, incrédulos etc.

Sabemos que se a pessoa é realmente convertida a Deus e não apenas convencida de um belo discurso de que Deus é amor e fará tudo que ela quiser e quando ela quiser, sim, ela poderá se esquivar, mas se manterá focada na cruz e na sua comunidade de fé. Se tivermos a convicção que Deus é perfeito e que nosso problema não é ele, cambaleamos, mas permanecemos, porém a maior isca usada pelo inimigo é a OFENSA em sutilezas ou atrocidades.

Mas aí você me diz: ah, mas fofoca acontece em todo lugar – escola, trabalho, família então isso não é desculpa para não ir a igreja Pode até ser que não seja, mas queridos o que é igreja? O corpo de Cristo que deve amar e suportar cada membro e amar ao próximo a si mesmo. As pessoas buscam a igreja porque estão em conflito com elas mesmas, com o mundo e querem conhecer Deus e viver com os irmãos que se dizem ser semelhantes a Cristo. Igreja é o santuário, lugar santo, cheio de pecadores, sim, porém que todos os dias estão buscando melhoria, então porque não persistimos em nos calar?

A grande questão é: Por que não conseguimos segurar a língua? Por que sentimos prazer em falar mal do outro mesmo sabendo que Deus abomina este tipo de comportamento?
Que o inimigo dá aquela ajudinha ele dá, mas quem abre a boca SOMOS NÓS, e antes de abri-la, essas palavras já estavam em nossas mentes e coração.

A desculpa mais esfarrapada que já ouvi é: ah, a Bíblia diz que devemos exortar nossos irmãos. Exortar significa apontar o erro em amor e explicar o caminho correto para a pessoa da forma mais amorosa possível e diretamente a pessoa. Mas o que acontece é uma grande
confusão intencional ou não, pois ao invés de falarmos diretamente a pessoa, acabamos comentando com alguém antes, que confia em outro alguém e aí a fofoca está feita e com grandes chances de chegar ao ouvido da pessoa que é foco do assunto de forma totalmente destorcida. Lembram-se do ditado: Quem conta o conto aumenta um ponto?

A linha entre crítica e exortação é muito tênue, atente-se a quais tipos de pensamento você anda tendo quando vê algo supostamente errado. Se não for Deus te direcionando a exortar a pessoa, CALE-SE e de preferência não use a desculpa que foi revelação divina ir lá e
criticar o irmão/irmã.

Se não for para edificar, NÃO FALE.

* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
e não refletem, necessariamente, a opinião do Gospel Prime.


Autor(a)

Carla Stracke

Carla Stracke

Carla Stracke, sou tradutora e fluente em inglês além de administradora. Escrevo sobre comportamento cristão e social e também faço entrevistas e cobertura de eventos. Sou uma ativista nata! Meu objetivo principal é despertar nas pessoas a retidão da vida Cristã e o rompimento de barreiras entre as pessoas

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