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Povo paga celebração do governo em Comitê pró-aborto da ONU

Por Julio Severo


Durante sua campanha na última eleição presidencial, vendo-se pressionada pela oposição do povo brasileiro ao seu radical histórico pró-aborto, Dilma Rousseff assinou o compromisso de não descriminalizar o aborto. Foi um sacrifício imenso, pois legalizar o aborto está não só nas entranhas de sua antiga militância comunista, mas também no próprio coração do seu partido, o PT.

Contudo, depois de eleita, Dilma imitou Lula, que em 2002 também havia feito compromisso com 500 líderes protestantes, pentecostais e neopentecostais de não permitir que seu governo promovesse o aborto e o homossexualismo. Semelhante compromisso não foi necessário com a CNBB, companheira na fundação do PT.

Lula nunca conseguiu cumprir seu compromisso e Dilma não parece querer ser infiel aos descompromissos dele.

Além de enviar técnicos de saúde ao exterior para conhecer em detalhes projetos cuja finalidade é garantir o chamado “aborto seguro”, o Ministério da Saúde também tem prorrogado há mais de dois anos convênios com a Fundação Oswaldo Cruz cuja intenção é o estudo para legalizar por completo o aborto no Brasil.

Mais recentemente, Dilma nomeou Eleonora Menicucci como ministra da Secretaria de Políticas para Mulheres (SPM). Eleonora, além de ativa feminista e militante pró-aborto, era companheira de atividades terroristas comunistas no passado de Dilma. Seu currículo inclui uma viagem à Colômbia em 1995 para aprender a fazer abortos. De terrorismo contra o governo do Brasil, ambas passaram para o terrorismo contra os bebês em gestação. Hoje, Eleonora é membro do Grupo de Estudos sobre Aborto (GEA), da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC) e da Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos.

Fundada no início da década de 1990 por 40 organizações feministas, a Rede cresceu com o apoio da Fundação MacArthur, uma poderosa instituição americana que é um dos principais financiadores do aborto no mundo inteiro. A Rede Nacional Feminista de Saúde e Direitos Reprodutivos desempenha um papel importante na mudança das mentalidades na luta pela descriminalização do aborto. Na prática, a Rede tem espaço em vários conselhos de Saúde e é apoiada pela ONU, em Nova Iorque.

Foi para Nova Iorque, neste mês, que a ministra Eleonora Menicucci voou, onde, ao lado da assessora especial Marinei Luiz Bonfim, cumpriu agenda entre os dias 8 e 9. O único motivo da viagem, segundo informa a agenda oficial disponível no site da SPM, foi a celebração dos 30 anos da criação do Committee on the Elimination of Descrimination against Women (CEDAW), ou Comitê da ONU para Eliminação de todas as Formas de Discriminação contra a Mulher. O Comitê tem usado e abusado de questões das mulheres para promover práticas abortivas em países como o Brasil. Apesar dos protestos de vários paises, o Comitê tem persistido em cobrar a legalização do aborto de governos de várias partes do mundo.

Por motivos óbvios, Eleonora se sente em família no Comitê da CEDAW. Portanto, por nada neste mundo ela poderia perder o aniversário de um órgão tão importante da ONU para as feministas do mundo inteiro.

A data também foi amplamente festejada pela embaixadora do Brasil nos Estados Unidos, Maria Luiza Ribeiro Viotti, que abriu, para receber a ministra e convidados, a Residência Oficial brasileira, localizada na Rua 79, em Nova York.

Estimativa feita pelo Portal Fé em Jesus aponta que, para a viagem da ministra e sua assessora, foram gastos aproximadamente R$ 4 mil em diárias e outros R$ 20 mil com as passagens aéreas, levando em consideração o pagamento de bilhetes de ida e volta a Nova Iorque na classe executiva, onde costumam viajar autoridades de Estado e assessores especiais. Na TAM, por exemplo, cada trecho nesta classe sai a R$ 5.768,00 para viagens a Nova Iorque realizadas este mês.

Pesquisas de opinião pública já mostraram que 70 por cento do povo brasileiro não quer que a legalização do aborto. Entretanto, esse mesmo povo banca as despesas e luxo de indivíduos que vão a ONU celebrar o que o povo não defende.

A relação do governo brasileiro com o Comitê da CEDAW não é recente. Em 2005 o governo Lula reconheceu, junto ao Comitê abortista, o aborto como direito humano. Na ocasião, foi entregue ao Comitê o documento intitulado “Sexto Informe Periódico do Brasil ao Comitê da ONU para a Eliminação da Discriminação contra a Mulher” onde, nas páginas 9 e 10, ele reconhece o aborto como um direito humano da mulher e reafirma novamente diante da ONU decisão do governo de revisar a legislação punitiva do aborto.

A viagem este mês da ministra Menicucci a Nova Iorque especialmente para o aniversário da CEDAW revela que o governo do PT tem os mesmos interesses e ambições do Comitê da CEDAW, a quem fez a promessa, em 2005, de lutar em favor do aborto livre no Brasil.

Essa é uma promessa que Dilma e suas ministras abortistas estão lutando para cumprir, apesar da vontade oposta do povo e apesar do compromisso assinado por ela em 2010.

O lema socialista delas para o povo parece ser: “Aceite nossas mentiras, que gostamos!”

A resposta do povo, nas urnas que sempre elevam ao governo os mentirosos e suas intenções abortistas sanguinárias, é: “Me engana que eu gosto!”

Gosta mesmo. Está até bancando farras de abortistas brasileiros em Nova Iorque e outros lugares do mundo!

Ô povo que gosta de ser enganado!

Adaptado do site Fé em Jesus.

* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
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Julio Severo

Julio Severo

Julio Severo é autor do livro O Movimento Homossexual, publicado originalmente pela Editora Betânia, e do livro Orações Proféticas, publicado pela Editora Propósito Eterno.

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