A educação financeira não vive de sobras

As pessoas trabalham o orçamento da seguinte forma: elas têm os ganhos dos quais tiram os gastos mensais e a sobra é direcionada para poupar.


A educação financeira não vive de sobras

Caros irmãos e irmãs,

Hoje gostaria de falar sobre a necessidade de quebrarmos conceitos que por anos nos acompanham em nossa caminhada. Lógico que não me refiro às questões relacionadas a fé, que deve ser alavancada diariamente, principalmente diante de uma sociedade que cada vez mais nos coloca à prova. Me refiro aos conceitos financeiros.



Esses sim são passíveis de mudança, e digo isso por ter publicado recentemente em meu canal de YouTube Dinheiro à Vista o vídeo Não guarde o dinheiro que sobra. Por mais que o título seja aparentemente polêmico, na verdade ele parte de uma quebra de paradigma relacionado ao orçamento financeiro.

Acontece que as pessoas trabalham o orçamento da seguinte forma: elas têm os ganhos dos quais tiram os gastos mensais e a sobra é direcionada para poupar. E aí que estão alguns erros, o primeiro é tratar dinheiro como sobras, diminuindo o seu valor. Além disso, no decorrer do mês praticamente não se obtém essas sobras, o que faz com que se comprometa a poupança.

Sem a convicção do que queremos realizar e sem uma estratégia que realmente altere nosso comportamento frente às finanças, apenas estaremos fazendo o que sempre fizemos e o resultado com certeza será o que sempre tivemos, ou seja, uma vida no limite. Assim, atingir nossos sonhos e objetivos dependerá de nossa sorte. Lembrando que a fé não deve ser utilizada para obtenção desse tipo de ganho, mas sim para os anseios da alma.



Mas, como fazer então? Sugiro um novo tipo de orçamento, nos quais os sonhos são priorizados logo que se receba os ganhos. Funciona da seguinte forma: ganho, separo uma parte desses valores para os sonhos, também retiro a parte para as prestações já estabelecidas e para uma reserva financeira, e com só depois utilizo para outras despesas.

Nesse ponto vale uma ressalva, será necessário adequar o padrão de vida, ou seja, adequar as despesas para esse valor. Para isso, muitas vezes, teremos que cortar abruptamente os gastos. Mas, na somatória desses valores o resultado será: nada de sobras.

Como disse, em um primeiro momento pode não parecer tão simples, pois terá que quebrar diversos conceitos já estabelecidos, mas com o decorrer do tempo e com a convicção de que pode fazer diferente, realizar mais sonhos e realmente poupar, tudo se tornará mais fácil. E, se sentir dificuldades, acredite em você, saiba que você é uma dádiva de Deus, capaz de realizar e projetar um caminho melhor para o futuro.



Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista e é autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.


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