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A importância da apologética na defesa da fé

Estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós...


A importância da apologética na defesa da fé

Em 1 Pedro 3.15-16, o apóstolo exorta seus leitores:“Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração, estando sempre preparados para responder a todo aquele que vos pedir razão da esperança que há em vós, fazendo-o, todavia, com mansidão e temor, com boa consciência, de modo que, naquilo em que falam contra vós outros, fiquem envergonhados os que difamam o vosso bom procedimento em Cristo”.  A apologética cristã procura servir a Deus e à igreja, ajudando os cristãos a levara cabo a ordem de 1 Pedro 3.15-16. Poderemos defini-la como a disciplina que ensina os cristãos a dar uma razão para a sua esperança.

Bases da apologia

Apologia: É a ciência ou disciplina racional que se esforça por apresentar a defesa da fé, existindo não apenas dentro da Igreja, mas fora dela também. O Termo vem do grego, apologia “defesa” , uma resposta ao ataque (At 26:1; I Pe 3:16). O famoso dialogo de Platão, expõe a defesa de Sócrates diante dos seus acusadores.

Apologética como prova 

Apresentando uma base racional para a fé ou provando que o cristianismo é verdadeiro, Jesus e os apóstolos, com frequência, forneceram evidência a pessoas que tinham dificuldade para crer que o evangelho fosse verdadeiro.

Observe João 14.11; 20.24-31; 1 Coríntios 15.1-11. Na época em que Cristo e os primeiros apóstolos viveram, havia muita incredulidade e muitos falsos profetas, fazendo com que muitas vezes os moradores da palestina naquela época não cressem muito em profetas, e assim alguns deles questionavam o fato de Cristo ter se apresentado como um profeta.

Os próprios crentes da época, algumas vezes, duvidaram, e, nesse ponto, a apologética se torna útil para eles, mesmo à parte do seu papel no diálogo com os descrentes. Isso quer dizer que a apologética confronta a descrença no crente e no descrente.

Apologética como defesa

No período da Igreja primitiva, em face do domínio avassalador do império romano, havia entre os povos muita descrença e falta de esperança o que gerava muita objeção entre as pessoas acerca da real missão do cristianismo, porque para os judeus, Jesus não era o messias e para os gentios ele era apenas mais um profeta. Respondendo às objeções dos muitos descrentes daquele tempo.

Paulo descreve sua missão como “… defesa e confirmação do evangelho”(Fp 1.7; cf. v. 16). “Confirmação” talvez se refira ao número 1, citado, mas“defesa” focaliza mais especificamente e fornece respostas a objeções. Muito dos escritos de Paulo, no Novo Testamento, é apologético nesse sentido, pense como, muitas vezes, ele responde a objeções na carta aos Romanos, onde o apóstolo de forma sistemática expõe as principais doutrinas da soterologia( Eleição, Predestinação, Justificação, Regeneração e Santificação) Pense como Jesus lida com as objeções de líderes religiosos no Evangelho de João e como ele propunha para os judeus as parábolas, pois através destas, Cristo ensinava grandes verdades doutrinais, além é claro de que ele ensinava por parábolas, pois os judeus adoravam charadas.

Apologética como ofensiva

Atacando a estultícia (Sl 14.1; 1Co 1.18–2.16) do pensamento descrente, não é de surpreender que haja quem defina apologética como a “defesa da fé”.Entretanto, Deus chama o seu povo não apenas para responder às indagações de descrentes, mas também para atacar a falsidade.

Paulo diz: “Porque as armas da nossa milícia não são carnais, e sim poderosas em Deus, para destruir fortalezas, anulando nós sofismas e toda altivez que se levante contra o conhecimento de Deus, e levando cativo todo pensamento à obediência de Cristo” (2Co 10.4-5). O pensamento não cristão é “estulto”, segundo a Escritura (1Co 1.18–2.16; 3.18-23), e uma das funções da apologética é a de expor tal estultícia como aquilo que ela realmente é.

Esses três tipos de apologética são perspectivamente relacionados. Isso quer dizer que cada um deles, tomado completo e corretamente, incluirá os outros dois, de modo que cada um é uma maneira de ver (i.e., uma perspectiva) da totalidade da empreitada apologética.

Para reflexão

Necessitamos cada vez mais defendermos a fé, pois como Igreja devemos compreender que temos uma missão não apenas para ganharmos almas, mas para defende-las de qualquer tipo de ataque que possa gerar duvidas no coração das pessoas. Roque M. Andrade em seu livro “A superioridade da Religião Cristã” – ed. Juerp, pág. 69, afirma: “A apologética vem a ser o conjunto de noções pelas quais se pode empenhar alguém na tarefa de articular qualquer defesa racional”.

E continua: “O cristianismo sempre contou com excelentes apologistas, principalmente no decurso dos primeiros séculos desde seu surgimento na história universal”. Defender a fé de forma clara e concisa é oferecer respostas fiéis e seguras a todas as pessoas que buscam a Verdade.

Assim escreveu Pedro:“Antes, santificai ao Senhor Deus em vossos corações e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós, Tendo uma boa consciência, para que, naquilo em que falam mal de vós, como de malfeitores, fiquem confundidos os que blasfemam do vosso bom porte em Cristo” . 1ª Pe. 3.15,16.

BÍBLIOGRAFIA

CHAFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática, vols. 3 e 4, Hagnos, São Paulo, 2003.

– SOARES,Esequias. Heresias e Modismos. CPAD, Rio de Janeiro, 2006.

SOARES, Esequias. Manual de Apologética. CPAD, Rio de Janeiro, 2004.

ROMEIRO, Paulo e RINALDI, Desmascarando as seitas.  CPAD, Rio de Janeiro.



Bacharel em Teologia e Jornalismo, especialista em educação e mestre em Teologia na EST. Escritor. Professor universitário e de matérias teológicas em seminários e faculdades. Atualmente mora em Portugal onde faz doutorado em Sociologia no ISCTE.

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