A revolução anticristã

A ilógica do movimento esquerdista.


A revolução anticristã

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Grupos extremistas islâmicos assassinam e barbarizam cristãos como forma de expressão religiosa.

Em nome da “tolerância”, intelectuais e militantes de esquerda manifestam apoio aos islâmicos, mediante alegação de terem sua cultura desrespeitada pelo ocidente judaico-cristão.

Intelectuais e militantes de esquerda acusam o cristianismo de intolerância e mobilizam maneiras de destruí-lo, impedindo algumas de suas manifestações religiosas e filosóficas.

Grande parte dos países islâmicos, apoiados pelos progressistas, executam sumariamente homossexuais e mulheres que se insurgem contra a autoridade masculina.

Os intelectuais e militantes de esquerda, no entanto, acusam apenas o cristianismo de homofóbico e machista.

Seria de se considerar, a julgar por tais reações, que maior crime contra a dignidade humana de um homossexual é cometido quando se considera o ato homossexual pecaminoso, sem que ele seja proibido, impedido ou coagido, do que quando se estabelece por decreto que praticar atos homossexuais resultará em execução por enforcamento ou degolação.

A execução de cristãos, para os envolvidos nos circuitos de debates meio intelectuais, meio de esquerda, não passa de um efeito colateral desagradável, mas justificado pelo ódio fomentado pelo Ocidente bem fornido e seu aliado Israel contra o pacífico e recatado muçulmanismo. Mais ovos quebrados para a omelete da causa multicultural. Alguns limões espremidos para a limonada do mundo mais igualitário.

A sugestão, ademais, de que os países cristãos procurem proteger-se da Vingança Do Profeta é rechaçada de imediato. Coisa de fascistas. Métodos da direita intolerante que se recusa a colocar-se à mercê dos seus carrascos.

E o professor escolar, enchido até as tampas de doutrinação politicamente correta, ensinará ao alunado as normas contraditórias deste novo método em que homossexualidade e islamismo são expressões evoluídas, esperadas e bem vindas, ainda que incongruentes, na medida em que um deles é educado a assassinar o outro.

Logo teremos a nova construção do jardim de ideias da bolha esquerdista, e haja contorcionismo retórico para explicar ao futuro muçulmano homossexual do Ocidente que ele não deve executar a si mesmo.



Renan Alves da Cruz

Renan Alves da Cruz

Renan Alves da Cruz é historiador, professor de Escola Bíblica Dominical e colunista de política e cultura do portal Voltemos à Direita.


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