Ainda existem legalistas hoje?

“Qualquer semelhança com os nossos dias é mera coincidência.”


Ainda existem legalistas hoje?

Ensinando a uma multidão e aos seus discípulos, Jesus abriu o jogo para o seu auditório com respeito aos escribas e fariseus. O mestre não escondeu os principais aspectos que caracterizavam os legalistas de seu tempo. Os legalistas dos tempos de Jesus eram aqueles religiosos que observavam rigorosamente as leis do judaísmo, incluindo, nesse bojo, tradições inventadas.

Analisando Mateus 23, podemos ver que a primeira verdade sobre os legalistas é que eles podem ser ortodoxos no ensino ou na pregação. O próprio Jesus disse: “Observai, pois, e praticai tudo o que vos disserem” (v. 3). Ao passo que eram péssimos praticantes do que falavam: “mas não procedais em conformidade com as suas obras, porque dizem e não praticam” (v. 23).

Jesus disse aos ouvintes: “Observai”. Observar significa constatar, perceber, chegar a uma conclusão, notar. Por isso, como um excelente observador, o mestre detectou que os legalistas não viviam o que ensinavam.

Além de não viverem o que estavam ensinando, os escribas e fariseus (v. 2) cobravam de seus liderados o que aqueles nunca faziam: “atam fardos pesados e difíceis de suportar, e os põem sobre os ombros dos homens; eles, porém, nem com o dedo querem movê-los” (v. 4). Veja alguns exemplos disso em Mateus 15 e Marcos 7.

Os legalistas contemporâneos de Jesus adoravam estar em destaque entre o povo. Achavam que eram os melhores pregadores e ensinadores de então (v. 15). Gostavam de se sentar em lugares privilegiados (v. 6). E com relação aos títulos? Estes eram sua fissura (v. 7). Eles eram tão audaciosos, que queriam usurpar os lugares do Pai e do Filho, arrongando a si o direito de serem chamados de “Rabi” e de “pai” (v. 8-10).

Vejamos outras mazelas advindas dos legalistas: serviam de tropeço para os que queriam ingressar no Reino de Deus (v. 13); tinham sórdida ganância (v. 14, 16, 18); escravizavam infernalmente seus seguidores (v. 15); eram profanos (v. 16-22); desprezavam o mais importante da religião (v. 23-24); priorizavam a aparência exterior (v. 25-28); viviam uma vida hipócrita e iníqua (v. 28); eram e apoiavam assassinos de profetas (v. 29-32, 34) e eram malignos (v. 33).

Dileto (a) leitor (a), qualquer semelhança com os nossos dias é mera coincidência, não acha?



João Paulo Souza

João Paulo Souza

32 anos, casado com Marcela Souza, assembleiano, pedagogo e pós-graduado em Coordenação Pedagógica.


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