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Amor em meio ao ódio

“E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem...”


Amor em meio ao ódio

Enquanto o mundo imprime a marca da indiferença quanto à desgraça alheia de uma sociedade cujos valores estão em putrefação, necrosados em seu bel-prazer e em suas necessidades mesquinhas e egoístas, o cristianismo se apresenta com luz em meio às trevas; como paz em meio à guerra; como vida em meio à morte; como esperança em meio ao caos; como amor em meio ao ódio; apregoando que a maturidade da existência humana está justamente na capacidade de importar-se, de expressar humanidade, de amar a Deus sobre toda as coisas e amar ao próximo como a ti mesmo, conforme está em escrito em Mateus capítulo 22, versículos 37 a 39.

O maior testemunho do cristianismo perante um mundo cada vez mais incrédulo é o amor. O apóstolo João em sua primeira epístola diz que quem não ama não conhece a Deus. (1 Jo 4.8a)

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Érico Veríssimo, um dos escritores mais populares do século XX dizia que “o oposto do amor não é o ódio, mas a indiferença”.

Já a Madre Teresa de Calcutá, uma das mulheres mais piedosas do mundo acreditava que “a falta de amor é a maior de todas as pobrezas”.

O apóstolo Paulo escreveu à Igreja de Corinto e deu bastante ênfase à questão do “amor”:

Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o sino que tine.

E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.

E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria”. (1 Coríntios 13:1-3)

Na cultura grega, o amor era visto sob quatro ângulos:

Amor “eros”: Termo grego para o amor sensual. Daí a palavra “erótico”. Esse é o amor físico, da carícia, da relação sexual.

Amor “fileo”: É o amor-amizade, fraternal, social, amor entre irmãos.

Amor “storge”: É o amor conjugal, familiar, doméstico. É o amor que une o marido à sua mulher bem como os pais aos filhos.

Amor “ágape”: Dos quatro, este é o amor maior, pois tem origem no próprio Deus que é a revelação clara desse amor. Esse amor é incondicional. Com esse amor é possível amar até os inimigos.

É bom salientar que, todos os seres humanos possuem, por natureza, os três tipos de amor já mencionados (“eros”, “fileo” e “storge”), entretanto, o amor “ágape” só se adquire quando se nasce de novo, ou seja, ele passa a operar na vida do homem, quando este se torna templo do Espírito Santo.

É a partir dessa ótica de “amor ágape” que eu quero chamar a sua atenção. Jesus por nos amar incondicionalmente morreu numa cruz, sendo a expressão máxima de amor pela humanidade. Ele morreu por mim e por você.

Veja bem, dias antes da crucificação Jesus é recebido em Jerusalém como um rei.  A multidão em festa prepara o caminho por onde Jesus passa. As roupas jogadas ao chão, misturadas com as folhas de palmeiras fizeram um tapete onde o Senhor Jesus, Filho do Deus Altíssimo passou triunfante em direção a Jerusalém.

A recepção foi digna de um rei, ou de um herói, e as multidões clamavam, dizendo: “Hosana ao filho de Davi! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas alturas! (Mateus 21.9)

Mas a mesma multidão que aos gritos o recebeu como rei dos judeus, dias depois gritou: “Crucifica-o. Crucifica-o”. (Lucas 23.21)

Mesmo em meio ao ódio e pregado no madeiro as seguintes palavras de amor foram proferidas por Jesus, o nazareno: “E dizia Jesus: Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem…”. (Lucas 23.34a)

Deus quer nos fazer entender que o seu amor por nós supera tudo, até mesmo o ódio. O apóstolo Paulo disse aos romanos:

 “Porque estou certo de que, nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus nosso Senhor”. (Romanos 8:38-39) 

Quero que você leia comigo um dos versículos mais lindos de toda a Escritura Sagrada:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. (João 3:16)

I. Um amor imensurável – “… Deus amou o mundo…”

1)   O amor de Deus alcança todo o “mundo”. A palavra mundo no original grego é “κόσμος – cosmos” e em João 3.16 tem o sentido de mundo como a humanidade em geral.

II. Um amor indescritível – “… de tal maneira…”

1)   Esse amor ultrapassa todas as barreiras do pensamento humano, o que torna impossível descrevê-lo. Nem a filosofia, nem a religião, nem a ciência, nem qualquer outra coisa pode descrever o amor de Deus, amor incondicional.

III. Um amor constrangedor – “… que deu seu Filho Unigênito…”

1)   Que ato humano maior poderia nos constranger? Qual pai daria seu único filho para morrer no lugar de um pecador?

2)   Toda a vaidade humana e presunção caem por terra diante de tão profunda manifestação de amor.

IV. Um amor convincente – “… para que todo aquele que nele crer não pereça…”

1)   Um amor convincente pela mensagem que apresenta: “… aquele que nele crer não pereça…”

2)   Um amor que convence porque todos os outros tipos de amor são temporais e limitados.

3)   Um amor universal com alcance individual – “… todo aquele…”

V.  Um amor vital – “…mas tenha a vida eterna.”

1)   É o único amor capaz de dar a vida eterna.

Amar é um sentimento que nunca deveria ser extinto do ser humano, apesar de a Palavra de Deus afirmar que, “por se multiplicar a iniquidade (o pecado), o amor (“ágape”) de muitos esfriará”. (Mateus 24.12 – grifo meu)

Ame sua esposa; ame seus filhos; ame seus pais; ame seus irmãos; ame seus amigos e conhecidos; ame seus inimigos e, acima de tudo, ame a Deus.

Amar faz bem para o corpo, para a alma e, principalmente, para o espírito.

Finalizo com uma recomendação de Jesus: “O meu mandamento é este: Que vos ameis uns aos outros, assim como eu vos amei.” (João 15.12 – grifo meu)



Pastor, Escritor, Conferencista, Bacharel em Teologia, Bacharel em Comunicação Social, Professor de Seminário Teológico e Capelão Internacional. Casado e pai de três filhos.

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