Análise do crescimento da música gospel brasileira

Sem dúvida o crescimento da igreja evangélica no Brasil é muito significante.


Análise do crescimento da música gospel brasileira

Nos últimos anos a música gospel vem ganhando destaque no cenário musical brasileiro. Sucessos lançados caem na boca do povo, coisa que dez anos atrás era raro acontecer. Algumas músicas merecem um destaque maior como: Faz um milagre em mim (Régis Danese), Eu sou de Jesus (Lázaro). Há também outras que ficam apenas no universo evangélico, mas que também faz muito sucesso.

Sem dúvida o crescimento da igreja evangélica no Brasil é muito significante. O Brasil é o segundo país com maior número de evangélicos no mundo, ficando apenas atrás dos EUA. Esse prodígio vem principalmente das igrejas pentecostais que pulou de 9,5% em 1930 para 66% do total de evangélicos em 1980, sendo liderada pela Igreja Evangélica Assembléia de Deus que comporta o maior número de fiéis do país. O crescimento é tal que se continuar no mesmo ritmo, segundo estatísticas, a igreja evangélica no Brasil alcançara 50% da população no ano 2045. Contudo alguns outros fatores, além desse, vem proporcionando o crescimento da música gospel, como: desenvolvimento das produções; ritmos mais populares com conteúdo cristão; e grande qualidade vocal.



As produções evangélicas hoje, se tornaram referência para os outros gêneros. Os cantores seculares já as ouvem para aperfeiçoarem seus projetos, principalmente a técnica vocal. Além disso, gravadoras seculares conceituadas, estão contratando cantores evangélicos e produzindo discos com conteúdo cristão. Como é o caso da gravadora Som Livre, das organizações Globo, que há algum tempo está investindo cada vez mais no segmento. Vemos também emissoras que antes ignoravam o movimento evangélico, hoje estão abrindo espaço pra tal movimento. Por exemplo, a Rede Globo recentemente fechou parceria para a organização do Troféu Promessas 2011 onde ela transmitirá.

Na esfera mais musical, especificamente nos ritmos, as transformações contribuem também para esses avanços. O rock, pop, dance, funk, hip-hop, pagode, axé, samba, forró, reggae, dentre outros, são facilmente achados nas produções evangélicas. Sem esquecer também da música clássica, que de forma mais minoritária, ainda existe. Com tanta diversificação é fácil achar música pra todo o gosto, da criança “agitada” até o calmo ancião, porém sem afastar-se do conteúdo evangélico.

E por fim, mas não menos importante, a qualidade vocal. Uma das características que diferencia o segmento gospel do secular. O público evangélico é exigente com respeito à técnica vocal. Além de unção, carisma e boa música, o cantor deve ter uma boa técnica vocal. Ao menos ser afinado, coisa que não vemos comumente nos outros segmentos.



Vamos continuar no crescimento. A expectativa é que chegaremos bem mais longe. Cada vez mais sendo referência de uma boa música e um público fiel, um público que lota eventos musicais, que quebra recorde em venda de CDs. Mas claro não podemos perder o foco, a nossa essência, além do mais, esse é nosso principal diferencial.

por Álvaro Lucas




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