As redes sociais têm feito bem a sua fé?

Não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente...


As redes sociais têm feito bem a sua fé?

Nesta última semana, me deparei com 2 situações que me fizeram refletir bastante sobre este tema e como os cristãos devem estar lidando com isso nessa nossa sociedade tão adoecida em que vivemos.

A primeira situação foi que fiquei conhecendo um aplicativo que está bombando chamado SARAHAH (Franqueza ou Honestidade em Árabe), a ponto de já ter mais de 1 milhão de downloads e estar em 1o lugar no ranking de “tendências. Minha filha pré-adolescente estava usando, e nem tinha conhecimento como ele é algo altamente tóxico e ruim para seu sentimento de auto-estima e de aceitação. Por que penso assim?



Nesse aplicativo o usuário pode criar um perfil e enviar mensagens anonimamente a amigos e até desconhecidos. A premissa é que a pessoa será mais honesta ao fazer uma crítica sem que o receptor da mensagem saiba quem ele é.

O que se vê ali são ofensas bravas. É como se as pessoas se sentissem mais a vontade para xingar, detonar os outros, sem ser no “olho no olho”, valendo-se para tanto do anonimato. Fora esta questão, cria-se uma ansiedade para a pessoa de querer ver se recebeu mensagens e de como está sua “imagem” perante os outros.

O Sarahah foi criado pelo árabe Zain al-Abidin Tawfiq. O site oficial do aplicativo diz que um de seus benefícios é melhorar “sua amizade ao descobrir seus pontos fortes” e “deixar seus amigos serem honestos com você”. ISSO É HONESTIDADE NO PADRÃO BÍBLICO? NUNCA.



Por outro lado, estive quinta-feira passada, em uma festa, e algo me chamou muita atenção. Ali, havia várias pessoas que há tempos não as via pessoalmente, mas que frequentemente as vejo conversando em redes sociais, como Facebook e outros.

O interessante foi deparar como elas ao vivo são extremamente mais gentis e humanas se comparadas às imagens agressivas que elas passam nas redes sociais, frequentemente ironizando, xingando e ridicularizando outras pessoas. É como se a rede social fosse uma espécie de catarse, em que elas pudessem falar o que bem entendessem sem estarem frente à frente com as demais pessoas.



E aí, diante disso tudo, fiquei me perguntando se as redes não estão nos tornando espécies de bichos raivosos. Aquilo que era para ser um meio que permitiria um maior contato humano, em muitos casos, tem descambado apenas para ser uma válvula de escape de nossa raiva, recalques e ressentimentos os mais variados possíveis.

Daí, a urgência de termos sempre em mente a advertência pauliana: “e não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação da vossa mente, para que proveis qual é a boa, agradável e perfeita vontade de Deus.” (Romanos 12:2).



Leandro Bueno

Leandro Bueno

Procurador da Fazenda/Professor. Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil


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