Avon: repense a propaganda

A propaganda virou a alma do ideólogo


Avon: repense a propaganda

O que está dando na cabeça dos marqueteiros dessas empresas privadas? Será que eles realmente acreditam que a sociedade carece de comerciais ideologizados para que possa se desenvolver moralmente?

Sabe aquela empresa “povão”, onde a senhorinha do subúrbio pega a revistinha e passa “pras amiga” comprar? Então. Fico imaginando a nova argumentação da dona Maria à uma vizinha após o novo comercial da Avon: “menina, compra esse cosmético maravilhoso “fora Temer” da Avon!” ou talvez: “você sabia que não é pra chamar o menino de príncipe e a menina de princesa? A Avon me ensinou que o que eu digo para uma criança vai determinar quem ela será… e eu não quero que meu filho seja o rei do Brasil!”.

Parece exagero, humor ácido, mas é apenas um modo de demonstrar que toda tentativa de uma filha do capital para instrumentalizar um discurso psolista sobre a sociedade brasileira vai gerar algum tipo de aberração entre os cidadãos deste país – seja no aspecto cognitivo das narrativas ou no aspecto ideológico mesmo, o que não vai combinar com gente tão simples e tão distante desta patologia que “superpolitiza” a vida. É mais que algo incongruente; é patético mesmo.

As empresas, nos bons tempos do empreendedorismo nacional, se ocupavam com a divulgação dos seus produtos com o fim de que as vendas fossem alavancadas e o lucro aumentado; hoje, as empresas querem fomentar discursinho aprendido nos cursinhos de militância esquerdista para que seja viralizado no ambiente da internet.

O problema é que os resultados só têm sido a nível inverso. As pessoas estão simplesmente preferindo clicar em “não gostei”.

“A propaganda é a alma do negócio”, disse o filósofo do marketing universal. Mas me parece que, para a Avon, a propaganda é o meio de passar vergonha na internet, quase que fazendo o tipo “Maria vai com as outras” com a OMO Brasil.

É preciso entendermos algo: boicotar a Avon é apenas o começo da conversa. Precisamos de algo mais; precisamos exigir que a imprensa trabalhe pela imparcialidade de fato e divulgue os resultados dos “efeitos positivos deste tipo de propaganda para os negócios da empresa”. Precisamos aumentar a manifestação pública da parte majoritária da sociedade que, para o desespero dos atores globais, é sim conservadora. Precisamos exigir um posicionamento dos políticos que elegemos para que se manifestem na Câmara dos Deputados ou no Congresso Nacional repudiando tal apologia à ditadura de gênero que tem sido ferrenhamente intentada a enfiar-se goela abaixo da população que NÃO CONCORDA COM TAL IDEOLOGIA.

O Brasil está sim com problemas maiores para se resolver. Temos um governo corrupto ainda no poder, mas também uma oposição hipócrita, que se junta à parte minoritária da sociedade que defende estas porcarias que estão surgindo no cenário midiático atual. Fora as condições péssimas de vida do povo, em especial nas zonas sertanejas, na região ribeirinha e nas periferias urbanas.

Temos pessoas morrendo nos hospitais, sofrendo na fila da procura de um emprego e sendo ainda mais agredidas com os juros exorbitantes de Bancos como o Santander (que financiou recentemente uma exposição de “arte” de péssimo gosto no RS) e outros; porém, o que mais impressiona é que os indivíduos que criticam o ato de boicotar ou que reclamam de “censura por parte de uma parcela conservadora da sociedade”, são os mesmos que defenderam nos últimos anos um governo absurdamente corrupto e o pior: ainda não lutam pela liberdade de expressão daqueles que discordam deles. Porque sempre é assim: “a gente luta pela liberdade de expressão de todos… de todos os que concordam com a gente.”

Estamos sim nos últimos tempos. Estamos sob dias tenebrosos no nosso país, e tudo o que não precisamos agora é que uma empresa, que oferece produtos de beleza, tente nos “ensinar” sobre ética familiar. Eles não têm autoridade nem para nos dizer sobre como devemos arrumar o penteado das nossas meninas, quanto mais do jeito que devemos trata-las!

Avon, um recado de coração: se eu precisar de ajuda para criar meus filhos, pode deixar que terei humildade o suficiente para procurar esta ajuda. No entanto, infelizmente para você, quando eu for procurar esta ajuda, o farei é com pessoas maduras e não com empresas que contratam mal-intencionados para produzirem os seus próprios comerciais. Repense sua equipe de marketing. Repense sua maneira de dialogar com a sociedade. #REPENSEAPROPAGANDA



Maycson Rodrigues

Maycson Rodrigues

32 anos, é casado com Ana Talita, bacharelando em Teologia pela Unigranrio e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, trabalha no ministério de adolescentes da Igreja Batista Betânia e no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Recentemente publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.


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