MENU

Brasil e o prelúdio do caos devido à política de “fronteiras abertas”

Belém do Pará acaba de decretar “situação de emergência” por causa da chegada de índios venezuelanos.


Brasil e o prelúdio do caos devido à política de "fronteiras abertas"

Um dia antes da seleção brasileira apresentar sua performance futebolística com a seleção da Costa Rica, minha atenção era desviada para outro “campo”. Muitas leituras para “compreensão” de assuntos complexos num momento nada propício para o ativismo de direitos humanos seguindo abordagem vista como “desconstrutivista”. Afinal, “fronteiras” preocupam populações nos Estados Unidos, Europa e países muçulmanos. Mas, no “país do futebol”, os brasileiros não costumam se interessar por essa “futilidade” chamada “segurança nacional”, estando já “adestrados” pelas “paixões” que apetecem suas ações.

Exatamente no dia 21 de junho, alguns jornais noticiavam o encontro do presidente Michel Temer em Boa Vista com a governadora de Roraima, Suely Campos, que havia acusado o governo federal de “omissão na fronteira”. Suely cobrou ressarcimento de R$ 184 milhões, que teriam sido gastos com o atendimento a imigrantes, além de pleitear construção de hospital de campanha e o fechamento temporário da fronteira com a Venezuela, recebendo imediata resposta. Disse Temer: “vocês sabem que isso seria uma coisa, digamos, INAPROPRIADA”.

Leia mais

Seria realmente “inapropriado” um estado com mais de 50 milhões de habitantes vivendo na linha da pobreza[1] fechar temporariamente a fronteira com outro país por não ter estrutura mínima para acolhida humanitária sem trazer graves prejuízos aos seus nacionais e aos próprios venezuelanos?

Ao invés de tratar com seriedade as questões levantadas pela governadora de Roraima, Temer se dirigiu a um abrigo que acolhe venezuelanos e gravou um vídeo imediatamente postado nas redes sociais onde sorria com algumas crianças. O “sorriso” de Temer concatenado às promessas não cumpridas de atendimento aos pedidos do estado não impediram as  consequências negativas de uma política imigratória suicida chancelada pela Lei de Migração. Hoje, a Secretaria de Saúde de Roraima confirmou 272 casos de sarampo com 4 mortes[2], reconhecendo a existência de um surto da doença.

A maioria dos casos de sarampo se concentra na capital Boa Vista e nas cidades que fazem fronteira com a Venezuela, país que trouxe o vírus que já havia sido erradicado do Brasil, e segundo o Ministério da Saúde, são 667 casos registrados em seis estados brasileiros[3].

Vale salientar que a governadora de Roraima já havia decretado “situação de emergência” em dezembro de 2017[4], devido imigração em massa de venezuelanos. Como na Europa, a maioria dos imigrantes são homens em idade militar (58%). Logo, devido recusa do governo federal, a governadora foi obrigada a ingressar com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) na primeira quinzena de abril com objetivo de instar a União Federal a promover medidas administrativas nas áreas de CONTROLE POLICIAL, SAÚDE e VIGILÂNCIA SANITÁRIA aos cidadãos que cruzam a fronteira com o Brasil, bem como transferência de recursos para manutenção de serviços públicos essenciais e o FECHAMENTO TEMPORÁRIO DA FRONTEIRA ou LIMITAÇÃO DE INGRESSO deles em território nacional via Roraima[5].

Mais do que depressa, a Ministra Rosa Weber destacou a “natureza negocial” de parte dos pedidos consignados na ação e a “delicadeza do tema envolvido”. Curiosamente, sem alarde algum dos muitos grupos defensores dos “direitos dos povos indígenas”, entidades representativas dos índios foram incluídas como parte interessada no processo que tramita no STF, reforçando o argumento do estado de Roraima no tocante ao COLAPSO dos serviços públicos com a entrada desenfreada de venezuelanos, denunciando, ainda, casos de VIOLÊNCIA E DESMATAMENTO DAS ALDEIAS[6].

O desespero dos 13 mil índios que vivem em proximidade da fronteira fez com que as entidades indígenas afirmassem que o fechamento da fronteira seria a única alternativa para reduzir a preocupação com a VIOLÊNCIA e problemas nas comunidades às margens da BR-174.

Talvez, a violência dos imigrantes venezuelanos contra os índios de Roraima não preocupe os ativistas de direitos humanos, porque já é cediço na comunidade internacional o justo “direito de revolta” dos “imigrantes oprimidos”. Nesse caso, a “sociedade opressora” é a comunidade indígena, que reivindica fechamento de fronteira por não “tolerar” o aumento de violência que a “sociedade evoluída” na Europa tira de letra! Como não “combina” a acusação de “racista” – defeito moral dos brancos – contra índios, vale mais manter o silêncio sobre o “tema delicado”, vez que ninguém gostaria de chamá-los de “xenófobos”.

Delicadezas à parte, a morosidade do Supremo Tribunal Federal auxiliará no agravamento da “crise dos refugiados”, já que a celeridade da instância máxima do Poder Judiciário é praticamente exclusiva para discutir e decidir sobre os crimes praticados por políticos que gozam de tácita prioridade no julgamento de recursos para garantia “dos direitos” das “estrelas da corrupção”.

A incapacidade do Executivo e Judiciário lidarem com o “Cavalo de Troia” da previsão legal autorizando a imigração em massa vem prejudicando brasileiros pobres em outras estados e os imigrantes que não recebem a devida assistência humanitária devido insuficiência de recursos públicos. Belém do Pará acaba de decretar “situação de emergência” por causa da chegada de índios venezuelanos[7].

Já sabedores há muito tempo que o Brasil não tinha qualquer planejamento de políticas públicas para encarar o transbordamento da crise humanitária venezuelana, os ativistas de direitos humanos continuam prestando obediência cega às imposições desumanas da ONU, as quais obrigam famílias inteiras da Venezuela a pedir esmolas em sinais e pontos turísticos. Basta fingir que não se vê o fracasso dos projetos obscuros da ONU e está tudo bem!

Convém ressaltar que, nesse texto explicito apenas alguns dos muitos problemas que vivenciamos em nossas fronteiras. O conluio da imigração ilegal com o tráfico de pessoas e de armas, narcotráfico, terrorismo, dentre outros crimes, será abordado em outro artigo especificando as perigosas redes internacionais que se aproveitam das brechas da lei brasileira para perpetrar ações criminosas.

No momento, cabe expor que a falta de debate sobre o enfrentamento da “crise dos refugiados” é o anúncio antecipado do caos que nos aguarda. Enquanto nos Estados Unidos grande parcela da mídia bombardeia os lares norte-americanos com informações diárias sobre a política imigratória no país tentando convencer a opinião pública de que a imigração nada mais é que “enriquecimento cultural” e “extrema necessidade humanitária” – justamente a mesma retórica utilizada na Europa – o contrário acontece na “terra de Neymar”, que vive uma verdadeira CRISE na fronteira venezuelana sem que se vislumbre uma cobertura jornalística isenta e eficiente para o brasileiro não perceber o quão perigosa é a submissão à agenda da ONU.

Na Europa, já há sinais de reconhecimento – tímido em alguns casos – do fracasso que é a abertura irrestrita de fronteiras. A Grã-Bretanha recebeu 2,3 milhões de imigrantes entre 2008 e 2011, considerado maior registro do continente, o que tornou o país conhecido como um dos mais acolhedores da Europa[8]. Além disso, no ano de 2009, a Grã-Bretanha autorizou a concessão de cidadania a 4,8% dos seus residentes estrangeiros, sendo quase o dobro da taxa média para os países da União Europeia. Todavia, em maio, o jornal The Economist publicou matéria afirmando que o país está desenvolvendo uma burocracia hostil em relação aos imigrantes.  Para saber o “motivo” da “hostilidade”, aconselho uma pesquisa profunda, pois a censura na mídia europeia impede a divulgação pública concernente ao aumento de violência promovida por imigrantes e refugiados.

Lamentavelmente, o Brasil perceberá de modo intempestivo que o “preço” a se pagar pela rejeição do princípio elementar de segurança das suas fronteiras sob o pretexto enganoso de “acolhimento humanitário” é a própria “sobrevivência”.

[1] http://roraimaemtempo.com/ibge-50-milhoes-de-brasileiros-vivem-na-linha-de-pobreza/
[2] https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/2018/07/19/secretaria-de-saude-confirma-272-casos-de-sarampo-e-quatro-mortes-em-roraima.ghtml
[3] https://www.terra.com.br/vida-e-estilo/minha-vida/ministerio-da-saude-confirma-677-casos-de-sarampo-no-brasil,2c44f22211f38082328dbd3cc928df34ywng0n2r.html
[4] https://g1.globo.com/rr/roraima/noticia/roraima-decreta-situacao-de-emergencia-diante-de-intensa-imigracao-de-venezuelanos.ghtml
[5] http://www.stf.jus.br/portal/cms/verNoticiaDetalhe.asp?idConteudo=377727
[6] http://roraimaemtempo.com/ministra-do-supremo-tribunal-federal-anexa-pedido-de-indigenas-no-processo-sobre-fechamento-da-fronteira/
[7] https://g1.globo.com/pa/para/noticia/belem-e-a-ultima-cidade-brasileira-a-decretar-situacao-de-emergencia-com-a-chegada-dos-indios-venezuelanos.ghtml
[8] http://discovery.economist.com/openfuture/britain-creates-a-more-hostile-environment-for-immigrants?kw=all&csid=socialoffb&ref=openfuture



Advogada, Internacionalista, Jornalista, Colunista no Gospel Prime, Raciocínio Cristão, e Blog Ecoando a Voz dos Mártires, Fundadora e Porta-Voz do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio e Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, que milita denunciando violações dos direitos humanos no mundo muçulmano objetivando fomentar conscientização humanitária para socorrer as vítimas da intolerância religiosa.

Assuntos: , , ,


Deixe sua opinião!

Mais notícias