A pedrada na menina do candomblé e a crucificação dos evangélicos

Por que a ocorrência está ganhando enorme repercussão?


A pedrada na menina e a crucificação dos evangélicos

Setores da imprensa e pessoas ligadas aos grupos religiosos afro brasileiros continuam insistindo em dizer que são evangélicos os agressores que apedrejaram uma menina de 11 anos, após sua saída de uma cerimônia religiosa do candomblé, no último domingo (14), no Rio de Janeiro.

Tais afirmativas estão sendo reverberadas, ganhando, assim, grande repercussão, o que tem causado enorme prejuízo à imagem da igreja evangélica, Brasil afora. Basta lermos os comentários nas redes sociais, nos sites e blogs em relação ao ocorrido.

Ninguém, nem mesmo a polícia, sabe quem são os agressores, todavia, indiscriminadamente, insiste-se em dizer que os mesmos são evangélicos, supostamente por estarem com bíblias nas mãos.


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A maioria da sociedade, das autoridades públicas e dos integrantes das diversas religiões sabem, mesmo que não admitam publicamente, que o segmento evangélico não compactua com este tipo de ação. Entretanto, a despeito dos evangélicos primarem por uma vida ordeira e de respeito a outros segmentos religiosos, isto não inibe que um ou outro lobo, escondido entre as ovelhas, venha cometer algum tipo de ação que destoa do que nos determina a Palavra de Deus em Hebreus 12.14a: “Segui a paz com todos”.

Por que a ocorrência está ganhando enorme repercussão?

Há algum tempo que tenho procurado observar as ocorrências relacionadas à ‘intolerância religiosa’. Tenho notado que muitas agressões cometidas contra pessoas ou templos ligados a religiões de vertente afro são atribuídas aleatoriamente aos evangélicos, mesmo sem qualquer prova cabal que ligue o ilícito a algum integrante do segmento cristão.

Anos atrás, apenas por eu questionar, em um blog, essas implicâncias com os evangélicos, fui injustamente acusado de estar cometendo a tal intolerância religiosa, e, por conseguinte, estive no limiar de responder a um Inquérito Policial no Rio de Janeiro.

Outro episódio lamentável, e que por vezes tem sido veiculado pela imprensa no Rio de Janeiro, é uma suposta ação de traficantes em algumas comunidades carentes do estado que estariam expulsado umbandistas dessas localidades. Sem comprovação alguma, setores da imprensa – quando o assunto vem à tona – tem atribuído esses supostos atos aos chamados ‘traficantes evangélicos’.

Tem-se notado que ilicitudes assim, veladamente ou explicitamente, são sempre atribuídas ao segmento evangélico, levando muitos a estigmatizá-lo como um grupo intolerante.

Em meio a essa exposição desnecessária e maléfica dos evangélicos, estranha-se muito o silêncio que a grande mídia vem fazendo em relação a um outro episódio de intolerância religiosa cometido no mês de maio deste ano, envolvendo uma menina de 12 anos que foi agredida por estudantes de uma escola pública na Cidade de Barretos, interior de São Paulo, por ser evangélica.

Há alguma estratégia por trás desses ataques dissimulados aos evangélicos? É uma questão a ser observada em minúcias.

Tem-se como objetivo isolar o segmento evangélico dentro da sociedade, desacreditando-o e rotulando-o como instigadores de uma ‘guerra santa’ e desestabilizadores da paz social? É uma conjectura que não pode ser descartada.

Existe uma tentativa de colocar as religiões afro-brasileiras como marginalizadas, a fim de receberem um tratamento diferenciado do Estado brasileiro? É um detalhe a ser monitorado. Ressalta-se que nenhuma religião pode ter tratamento diferenciado dado pelo Estado, por mais que seja considerada minoritária ou supostamente perseguida. Isto é vetado pela Constituição Federal.

Fato é que não se pode combater atos de intolerância cometendo intolerância, e é isto que tem sido feito sistematicamente contra os evangélicos em relação ao assunto em tela.

Portanto, devemos estar atentos e fazer nossa cidadania, exigindo respeito a nós também.



Paulo Teixeira

Paulo Teixeira

Paulo Teixeira é professor e articulista. É formado em matemática e cursa História na Universidade Federal do RJ - UNIRIO. É Servidor Público Militar e Pastor na Igreja Assembleia de Deus.


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