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Carência doentia

“Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gálatas 6.3).


Carência doentia
Carência doentia

Pessoas carentes se alimentam de atenção, e quanto maior for sua carência, mais ávida esta pessoa ficará para conseguir o que deseja. Em alguns casos, a carência é minimamente aceitável, de modo que um pouquinho de atenção fará bem tanto ao sujeito carente quanto ao que lhe saciar a vontade.

Em outros casos – como o da brasileira que se perdeu no Canadá – dar atenção é o meio mais nocivo de lidar. O desprezo absoluto lhe será muito mais pedagógico. Ela poderia muito bem ter lido o versículo abaixo antes de tacar fogo na Bíblia Sagrada:

Porque, se alguém cuida ser alguma coisa, não sendo nada, engana-se a si mesmo” (Gálatas 6.3).

Essa mulher talvez não seja uma endemoninhada (pode até ser), mas certamente é um ser humano completamente oprimido por Satanás, porque apenas um filho das trevas pode atacar um objeto oriundo da perfeita luz e do Sumo Bem (que é Deus) – as Sagradas Escrituras.

Quando uma pessoa me ofende por um artigo que escrevi, isso pouco ou nada significa, mas quando alguém ofende a Palavra de Deus, isso significa muito e prova a que espírito esta pessoa maldosa pertence. Alguns são habitações do maligno e outros são influenciados por ele mesmo, e é assim que funciona.

No entanto, a discussão tem de ser levada para o seguinte ponto: qual é o futuro do ímpio, e do blasfemo e do perverso? São inúmeros os textos desta mesma Escritura a qual ela quis ofender que não deve nos restar dúvidas de que eles serão devidamente recompensados.

O que quero tratar mesmo é a nossa reação, a maneira como lidamos com tais pessoas. Três pontos nós devemos considerar:

Esta pessoa é tão desprezível como éramos antes de Cristo nos aceitar pelo evangelho

Não devemos pensar que somos melhores porque cometemos pecados diferentes. A nossa diferença para com esta mulher é que Cristo nos libertou das garras do príncipe da potestade do ar – o que (ainda) não aconteceu com ela. Digo isso porque temos a tendência à vingança, como se a mesma nos pertencesse, e queremos “defender Deus” de pessoas assim. Não devemos nos calar ou mesmo fazer vista grossa a uma atitude tão hostil e diabólica, mas isso não pode se tornar em nós como um veneno para a alma, que nos torna semelhantes aos nossos algozes.

Não percamos a esperança da conversão de ninguém, pois, se Deus nos salvou, ele pode salvar qualquer outra pessoa.

Não se lança pérolas aos porcos. Pessoas desprezíveis plantam e colhem o desprezo. Melhor é desprezar do que “prezar excessivamente”

Assim como não é razoável evangelizarmos uma pessoa embriagada, que não detém de suas faculdades intelectivas ordenadas para ouvir a mensagem do evangelho, não é razoável gastarmos raciocínio e sentimentos com alguém que simplesmente prova estar embriagada de si, ao ponto de clamar desesperadamente por atenção – e fazendo isso por meios extremos, que evidenciam sua pequenez existencial. Pular o vídeo, evitar comentar sobre o assunto, fazê-la tornar à sua condição anônima talvez seja o pior castigo a imputá-la, pois tudo o que uma pessoa assim não quer é que ninguém preste atenção no que está fazendo ou deixando de fazer.

Precisamos amar os nossos inimigos, e orar por aqueles que nos perseguem

Apesar de sabermos que ela e o Duvivier poderiam dar as mãos, pegar um danoninho e sair pelas ruas de Toronto xingando os “crentes” para se locupletarem na vida, temos de entender que estes são pessoas que o evangelho quer alcançar. E nós não alcançaremos alguém que odiamos.

Mais: se odiamos alguém, perdemos a essência cristã em nós.

Devemos sempre dizer a verdade, responder à altura, se contrapor com argumentos sólidos, mas jamais podemos nos rebaixar à condição daquele que não possui a mente de Cristo. Amar não é gostar, mas é fazer o bem a quem não necessariamente vai lhe retribuir graciosamente. E Cristo ainda exige de nós a perda de si, mesmo quando já encontramos o caminho e andamos com ele.

Ore por quem te persegue e siga o caminho do Crucificado para lidar com todos os ateus metidos a apologétas, youtubers que pensam ser relevantes ou todo e qualquer infectado pelo vírus da egolatria que deseja – a qualquer custo – angariar cliques e atenção dos que tem algo importante para fazer na vida. A oração do justo pode e certamente contribui na justificação de pecadores que estão imersos nos mais variados níveis de perversidade.

Sejamos de Jesus em tudo, e deixemos o ímpio seguir o curso dos seus dias.



Maycson Rodrigues

Maycson Rodrigues

32 anos, é casado com Ana Talita, bacharelando em Teologia pela Unigranrio e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, trabalha no ministério de adolescentes da Igreja Batista Betânia e no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Recentemente publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.


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