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Como evitarmos as consequências devastadoras do amor ao dinheiro

Ter muito dinheiro é bom, mas não é tudo; pois o tudo sem Deus é nada, e o nada com Deus é tudo.


Como evitarmos as consequências devastadoras do amor ao dinheiro

De acordo com o Novo Dicionário Eletrônico Aurélio (versão 7.0), o verbete “amor”, numa de suas acepções, quer dizer “sentimento de dedicação absoluta de um ser a outro, ou a uma causa”. Já para o significado de “dinheiro”, esse glossário declina o seguinte: “Meios de pagamentos: cédulas, moedas e depósitos bancários”. Obtendo essas compreensões, neste texto procuraremos mostrar, por meio da Bíblia, alguns porquês pelos quais não devemos cultivar o amor ao dinheiro.

Ao longo dos milênios, a humanidade vem utilizando o dinheiro como meio de conseguir bens dos mais diversos tipos. Com ele podemos comprar serviços, cursos, casas, veículos, equipamentos, alimentos, vestimentas e muito mais. Como diz Eclesiastes 10:19, “por tudo o dinheiro responde”. Entenda-se “tudo” como o que se pode adquirir em termos materiais.

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A ambição pelas grandes cifras podem induzir os homens a buscarem a fama pela fama, a galgarem posições ilegítimas e a alcançarem cargos “arrumados”. E é o que muitas pessoas sem Cristo fazem. Ponhamos neste balaio também alguns que professam a fé cristã.

Deus pode nos enriquecer materialmente, mas a ambição pelas riquezas pode nos levar a caminhos sem volta, como aconteceu com Geazi, que contraiu a lepra de Naamã e permaneceu leproso pelo resto da vida. Fato este deplorável, já que a lepra era considerada uma maldição naquela época. Vejamos o trecho bíblico:

Então Geazi, servo de Eliseu, homem de Deus, disse: Eis que meu senhor poupou a este sírio Naamã, não recebendo da sua mão alguma coisa do que trazia; porém, vive o SENHOR que hei de correr atrás dele, e receber dele alguma coisa. E foi Geazi a alcançar Naamã; e Naamã, vendo que corria atrás dele, desceu do carro a encontrá-lo, e disse-lhe: Vai tudo bem?
E ele disse: Tudo vai bem; meu senhor me mandou dizer: Eis que agora mesmo vieram a mim dois jovens dos filhos dos profetas da montanha de Efraim; dá-lhes, pois, um talento de prata e duas mudas de roupas.
E disse Naamã: Sê servido tomar dois talentos. E instou com ele, e amarrou dois talentos de prata em dois sacos, com duas mudas de roupas; e pô-los sobre dois dos seus servos, os quais os levaram diante dele.
E, chegando ele a certa altura, tomou-os das suas mãos, e os depositou na casa; e despediu aqueles homens, e foram-se.
Então ele entrou, e pôs-se diante de seu senhor. E disse-lhe Eliseu: Donde vens, Geazi? E disse: Teu servo não foi nem a uma nem a outra parte.
Porém ele lhe disse: Porventura não foi contigo o meu coração, quando aquele homem voltou do seu carro a encontrar-te? Era a ocasião para receberes prata, e para tomares roupas, olivais e vinhas, ovelhas e bois, servos e servas?
Portanto a lepra de Naamã se pegará a ti e à tua descendência para sempre. Então saiu de diante dele leproso, branco como a neve. (2 Reis 5:20-27
)

Podemos perceber que o desejo de Geazi era, de forma ilícita, possuir bastante dinheiro, boas roupas, ter olivais e vinhas, bois e ovelhas, bem como muitos escravos. Para que sua tramoia pudesse vingar, acabou lançando mão da mentira, dizendo ao capitão do exército do rei da Síria que o seu senhor havia mudado de ideia. Embora estivesse ao lado de Eliseu, aquele ambicioso não quis por em prática os conselhos e os ensinamentos do profeta.

A vaidade é outro mal que o amor ao dinheiro pode produzir no coração humano, porque quem assim o faz jamais se cansa de fazê-lo (Eclesiastes 5:10). Temos que, de uma vez por todas, entender que não nascemos com dinheiro nem podemos levá-lo para a outra vida (1 Timóteo 6:7); mas que guardar nossas economias, a fim de atendermos às nossas necessidades, é viável.

Sabemos que todas as pessoas experimentam tentações na vida, mas o avarento, além da própria ganância, é envolvido por armadilhas que o lançam na perdição e ruína. Judas, por exemplo, ao ser enlaçado pelo Diabo, por causa de trinta moedas de prata traiu Jesus (Mateus 27:14-15) e, posteriormente, arrependeu-se e foi-se enforcar. Deixou as riquezas celestes e eternas por meros trocados terrenos e temporais!

No tocante à vida cristã, outro problema que a avareza pode acarretar é o esfriamento espiritual, ocasionando, assim, a falta de devoção ao Senhor. Paulo alertou a Timóteo sobre essa questão, quando descreveu algumas características dos falsos mestres de seu tempo que poderiam contaminar a igreja. Segundo o apóstolo dos gentios, aqueles homens eram soberbos, frívolos, ignorantes das coisas de Deus, invejosos, contenciosos, blasfemos, suspeitosos, corruptos, mentirosos e avarentos (1 Timóteo 6:4-5).

“Afasta-te dos tais” foi o conselho de Paulo a Timóteo. Isto significa que, para evitarmos o pecado da avareza, uma das atitudes a serem tomadas é não cultivarmos a amizade de pessoas que adoram o dinheiro. Aqui tomo emprestadas as palavras do Senhor a Jeremias: “tornem-se eles para ti, mas não voltes tu para eles” (Jeremias 15:19).

Outro antídoto contra o veneno do amor ao dinheiro é o cultivo do contentamento: “Mas é grande ganho a piedade com contentamento” (1 Timóteo 6:6). Contentar-se em Cristo é estar satisfeito com a devoção a Deus, servindo-lhe de boa vontade, e não esperando algo material em troca. Afinal, não há outro bem maior que recebemos do que a nossa salvação. E como nosso Jesus mesmo disse: devemos “buscar primeiro o reino de Deus, e a sua justiça” (Mateus 6:33), e o restante necessário para a nossa existência seria concedido pelo nosso Pai.

Concluo este texto com a certeza de que termos muito dinheiro é bom, mas não é tudo; pois o tudo sem Deus é nada, e o nada com Deus é tudo.



33 anos; casado com Marcela Souza; servo do Senhor e Salvador Jesus Cristo. É pedagogo e pós-graduado em Coordenação Pedagógica.

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