Cristãos: os únicos que não podem se sentir ofendidos

Se reclamarem, serão acusados de censores das opiniões alheia, afinal, no atual pós-moderno, só é liberdade a liberdade dos não cristãos.


Cristãos: os únicos que não podem se sentir ofendidos

No mundo contemporâneo, todo mundo o tempo todo está se sentindo ofendido por algo e reclamando direitos. Não há grupo identificatório que não esteja participando de alguma gritaria em prol da satisfação de suas necessidades.

O vitimismo atinge patamares estelares: homossexuais, militantes raciais, muçulmanos, seguidores de religiões de matriz africana, feministas, abortistas, maconheiros… todo mundo tem seu canal próprio de escândalo para exigência de seus direitos.

E tais demandas acabam sempre amplificadas pelo poder midiático, que, em sua inclinação progressista indisfarçável, transforma quaisquer destes manifestos em verdadeiros movimentos sociais vultuosos, mesmo que o evento em si tenha contado com meia dúzia de imbecis defendendo maconharias estúpidas na frente do MASP.

Quando qualquer crítica é realizada contra a violência praticada por grupos terroristas islâmicos o papel é rapidamente invertido. A Globo News consegue transformar um atentado terrorista de islâmicos contra cristãos num motivo para advogar o quão injusto é taxar os muçulmanos de terroristas!

Se o tema é intolerância religiosa, as vitimadas serão sempre as religiões de matriz africana. O tom usado faz parecer que há um verdadeiro exército das Cruzadas exterminando seus praticantes, ou que os mesmos precisam se reunir em catacumbas para se esconder do ímpeto censório dos cristãos intolerantes.

Em relação aos homossexuais então nem se fala. Espirre alto perto de um homossexual e você pode ser acusado de homofobia. Se disser então que perante a Bíblia a homossexualidade é pecado, estará sujeito às acusações de propagador de crime de ódio, não importa que os “ofendidos” não sigam seu parâmetro de fé e, portanto, não liguem para o que você considera ou não pecado, assim como também não se leva em consideração o fato de que dizer que algo é pecado não obriga ninguém a concordar com isso ou mesmo parar de pecar.

Mas não. É ofensa. É radicalismo. É ódio.

Os únicos que não podem se sentir ofendidos por nada são os cristãos.

Se reclamarem, serão acusados de censores das opiniões alheia, afinal, no atual pós-moderno, só é liberdade a liberdade dos não cristãos.

Assim, mesmo quando sob vítima de atentados islâmicos, os cristãos que não ousem manifestar indignação, não no mundo multicultural que legitima que os muçulmanos exprimam suas diferenças culturais através do morticínio de quem não siga seus preceitos.

E mesmo que seu ardor corânico recaía sobre os homossexuais, os mesmos juízes não darão um pio, e se algum cristão ousar apontar a contradição, será ele o acusado de intolerância.

De igual modo, que os cristãos não se metam a criticar os artistas ou militantes gayzistas que praticarem vilipêndio contra sua crença. Não importa que a “arte” seja um Cristo sendo violentado sexualmente ou alguém realizando atos masturbatórios com cruzes.

Nestes casos, e tão somente nestes, o grupo ofendido não tem o direito de reclamar. Nestes casos, e somente nestes, vale a liberdade de expressão do ofensor.

Cristão conservador, no novo modal contemporâneo, não possui liberdade de expressão.

Cristão conservador, no novo modal contemporâneo, é sempre o ofensor.



Renan Alves da Cruz

Renan Alves da Cruz

Renan Alves da Cruz é historiador, professor de Escola Bíblica Dominical e colunista de política e cultura do portal Voltemos à Direita.


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