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Então, que Brasil você quer para o futuro?

Podemos transformar uma enquete midiática numa proposta real de transformação de vidas?


Então, que Brasil você quer para o futuro?

O Brasil que eu quero certamente não é o que a Rede Globo quer, a maior emissora de televisão do Brasil se transformou na principal agência de manipulação dos anseios dos brasileiros com seus programas de propostas anticristãs.

Seja falando bem ou mal, diariamente se ouve discussões sobre as novelas, os jornais, os realities shows. Nas ruas, no ônibus, nas lojas, no refeitório da firma. São opiniões fortes que preenchem nosso dia com assuntos que trazem mais desavenças que edificação, conforme a Bíblia nos ensina: não vos enganeis: as más conversações corrompem os bons costumes (1 Co 15:33).

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Contudo, não devemos nos intimidar em opinar, como testemunhas de Cristo, devemos considerar qualquer tema como oportuno para salgá-lo com a mensagem do Evangelho. Como cristãos, sabemos que Deus já nos deu a vitória sobre esta vida, somos mais do que vencedores em Cristo Jesus (Rm 8:37). Entretanto, até cumprirmos nossa jornada, nossas decisões e atitudes podem nos levar a melhores ou piores dias.

Essa enquete é valida, independente de quem a pergunta, se o povo compreender que necessita de critérios mais úteis, que de simpatia ou antipatia, na hora de votar. É, também, uma oportunidade de reflexão sobre os nossos valores e projetos de vida, e se eles reverberam socialmente, a fim de produzir frutos dignos de arrependimento (Lc 3:8) até que venham os bons frutos das boas escolhas que fizermos (Mt 12:33).

Observando os vídeos, se percebe que a maioria deseja um Brasil melhor, como num sonho bom, sem saber como contribuir para os melhores dias que almejam. Compartilhar sonhos é muito bom e importante, se nos mover a trabalhar para torná-los em realidade. Sabemos que existe muita gente fazendo a sua parte. Muitos, mesmo impactados pelo desemprego, redobraram a luta por novo emprego, ou investem num negocio próprio, continuam lutando.

A maioria deles, porém, se mostra impotente, ou como o IBGE classifica: desalentados. Limitam-se a culpar os ricos e o Governo, a reclamar dos políticos e da corrupção, sem se aperceber que são os agentes principais da própria felicidade, independente de políticas públicas. É claro que os governantes têm culpa. Há mais de dois mil anos a Bíblia adverte sobre isso, que quando o justo governa, o povo se alegra, mas quando o ímpio domina o povo geme (PV 29:2).

Mas é assim mesmo, a boca fala do que o coração está cheio (MT 12:35), e o descrente fala das suas tristezas com desesperança. O desafio do crente é continuar olhando para o autor da sua fé.

Aprender a olhar as dificuldades com clareza e apresentá-las ao Senhor, ciente que Deus dá a vitória, sim, a fim do aperfeiçoamento do caráter cristão, para que nossa declaração de confiança esteja preenchida de caridade e compaixão.

Lembremos que foi em ambientes caóticos, adversos, hostis, descrentes de Deus, onde Noé, Abraão, Moisés, e mesmo a improvável prostituta Raabe, tomaram atitudes positivas e lutaram para transformar a realidade em que viviam, e alcançaram testemunho de fé. Estes figuram como heróis na galeria da fé em Hebreus 11. E hoje, que Brasil nós estamos construindo?

Além de pastores e missionários, de cantores, de atletas e cristãos que professam a Cristo, temos inúmeros profissionais que exercem suas funções de modo solidário e digno evidenciando sua fé enquanto colaboram para a prosperidade da nação.

Se você tem aptidão para investidura em cargos públicos, e almeja relevância nisso, não se intimide com as críticas e as desconfianças. Hoje já temos cristãos fazendo a diferença no Governo, talvez o exemplo mais destacado esteja na Operação Lava Jato, onde juízes e procuradores, entre outros agentes, têm suportado todo tipo de obstáculos para realizarem o seu trabalho dignamente.

Cabe a nós orarmos e interceder pelas autoridades (1 Tm 2:2), para que a promessa de uma vida quieta e sossegada seja alcançada. Sei que mais reclamamos dos políticos do que oramos, pois sofremos com seus erros; porém, sem essa cobertura de oração, não teremos expectativa de mudanças. Quem for herói a história revelará, e ele receberá o seu galardão.

Portanto, melhor que mandar um videoselfie para a Globo, é orar ao Nosso Pai Todo Poderoso para o básico e para o extraordinário divino em nós. Começar o dia com oração é proveitoso e agradável ao Senhor. Orar organiza os nossos pensamentos ao que é útil, dirige-nos aos nossos compromissos, acalma e estimula a enfrentar os desafios. Orar é dar a Deus o Governo das nossas esperanças.

E então, por que Brasil você estará orando para o futuro?



Carioca, servidor público do Estado, presbítero da Assembleia de Deus de Nova Iguaçu/RJ e professor da Escola Bíblica Dominical. Autor do livro: Na Sombria Solidão Ouvi a Tua Voz.

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