Entendendo a controvérsia sobre o Monte do Templo

“E acontecerá naquele dia que farei de Jerusalém uma pedra pesada para todos os povos; todos os que a carregarem certamente serão despedaçados” Zacarias 12:3a


Entendendo a controvérsia sobre o Monte do Templo

Israel nos últimos dias tem lidado com mais uma onda de terror na cidade santa de Jerusalém. O assassinato de dois soldados israelenses, de forma traiçoeira, que faziam a segurança na cidade velha de Jerusalém (cidade murada) na área de acesso ao monte do templo. Essa ação covarde veio, de uma tentativa de retaliação do interesse e projeto de construção do templo judaico, no monte do templo. Não podemos esquecer que a Segunda Intifada (revolta) palestina, também conhecida com Intifada de Al-Aqsa, se deu em 29 de setembro de 2000, no dia seguinte após a caminhada de Ariel Sharon no Monte do Templo, nas cercanias da mesquita de Al-Aqsa, em Jerusalém.

Da visita de Ariel Sharon para cá judeus religiosos tem subido com uma certa regularidade, sempre protegidos por policiais, ao monte do templo para estudos e orações a favor da reconstrução do templo judaico naquele local, chamado antigamente na Bíblia de “o SENHOR PROVERÁ”, uma das montanhas da terra de Moriá, onde Abraão levou seu filho Isaque para ser oferecido em sacrifício ao Senhor, que na última hora desistiu do sacrifício e mencionou que era apenas um teste para o pai da fé (Gênesis 22).



Esse projeto vem desde o ano 70 d.C. com a destruição do templo de Salomão pelo general Tito. Os judeus sobreviventes, seus filhos e os descendentes de seus filhos sempre mantiveram acesa a chama de se reconstruir o templo.

Dois eventos históricos marcaram a real possibilidade da reconstrução do templo judaico em Jerusalém. O primeiro foi a independência de Israel em 1948, com o ressurgimento da nação de Israel e sua soberania sobre a terra de seus antepassados. O segundo foi a conquista e libertação da cidade de Jerusalém em 1967, com a aclamada Guerra dos Seis Dias. O que tornou o sonho judaico uma realidade possível.

Desde a inauguração do templo de Salomão (2 Reis 8) até os dias atuais, os judeus fazem suas orações voltados para Jerusalém: “Toda a oração, toda a súplica, que qualquer homem de todo o teu povo Israel fizer (…) e estendendo as suas mãos para esta casa, Ouve tu então nos céus,” (2 Reis 8:38,39a). Suas Sinagogas são construídas de tal forma que o fiel sempre esteja voltado para Jerusalém em suas preces, mesmo e apesar do templo não existir mais, essa prática aponta para o inexorável desejo da reconstrução do templo judaico em Jerusalém.



Em contraste com essa atitude reverente do povo judeu em relação a Jerusalém, temos a visão dos muçulmanos que na realidade possuem como seus principais locais sagrados Meca e Medina sendo que Jerusalém (al-Quds – a santa, nome genérico dado a Jerusalém pelos árabes) fica em terceiro lugar para eles. No monte do templo, chamado pelos muçulmanos de esplanada das mesquitas onde se encontram a mesquita de Al-Aqsa e o  Domo da Rocha (popularmente conhecida como mesquita de Omar).

Os judeus, por outro lado não tem outra cidade, não têm Varsóvia, Berlim nem Nova Iorque, eles só tem Jerusalém. Todo muçulmano religioso deve fazer suas preces voltado para Meca e Medina, ou que os coloca de costas para Jerusalém. Não é de se estranhar essa flagrante desconsideração sobre Jerusalém, uma vez que no Corão livro sagrado islâmico a cidade de Jerusalém (ou al-Quds), não é mencionada se quer uma vez, enquanto na Bíblia Sagrada, Jerusalém é mencionada 813 vezes, sem contar os sinônimos.



Cerca de 80% dos judeus Israelenses acreditam que Israel tem o direito de reconstruir o templo judaico no mesmo lugar onde fora construído por Salomão e depois por Esdras e Zorobabel. A principal questão que se levanta hoje em dia entre os estudiosos judeus é: onde teria sido exatamente o local em que fora construído o templo? Existe pelo menos duas fortes alternativas: a primeira seria exatamente onde está o Domo da Rocha, e a segunda seria ao lado do Domo na direção do Portão Dourado, de frente ao Monte das Oliveiras na direção do oriente.

O grupo judaico israelense que encabeça o projeto popular e religioso do templo, já tem se alvorado de ter reconstruído todos os itens e utensílios para o uso do templo, desde as roupas especiais dos levitas e sacerdotes às peças para os sacrifícios conforme descritos em Êxodo 25-31.

O terceiro templo judaico será reconstruído, apesar de toda oposição terrorista palestina, para que as profecias sobre o anti-Cristo em relação ao templo se cumpra: “O qual se opõe, e se levanta contra tudo o que se chama Deus, ou se adora; de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus” (2Tessalonicenses 2:4).



Alexandre Dutra

Alexandre Dutra

Pastor Batista, Diretor dos Amigos de Sião, Mestrando Estudos Judaicos (USP)


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