Escolha sua história de amor!

A importância da espera, do compromisso e que não importa a época ou a influência que recebemos, somos nós que escolhemos o rumo da nossa vida amorosa.


“O melhor da festa é esperar por ela; o melhor do casamento é o noivado” por minha avó paterna, D. Alzira e seus sábios 81 anos de vida, 45 anos de casada, 5 filhos, 8 netos, 3 bisnetos e 20 anos de viúva.

Minha avó já me disse a frase acima diversas e partir dela você pode pensar: nossa, ela deve ter tido um casamento infeliz ou algo do gênero, mas te digo que exatamente por ter vivido todas as etapas de sua vida corretamente ela sempre nos ensinou a importância de não ter pressa para etapas futuras, que esperar/namorar é como paixão e casamento é como amor e que um é sequência do outro e que quando pulamos etapas o prejuízo é enorme!

Resumirei a história de vida da minha avó e a partir dela enredarei esse artigo.


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D. Alzira, minha avó paterna nasceu no Brasil e com 3 anos se mudou para Portugal pois seus pais não tinham conseguido se adaptar ao clima daqui e viviam doentes, era a única filha de mais 3 irmãos e sempre ajudou sua mãe nas tarefas de casa além de ser uma aluna exemplar.

Com 15 anos (1949) dois pretendentes queriam casar com ela e um deles ganhou seu coração a 1ª vista e se tornou meu avô. Seus pais a autorizaram a casar com ele depois de 3 meses de namoro de côrte onde minha avó conversava com ele da janela e ele no portão (sim, beeem romeu e julieta sem o drama das famílias rivais e  a morte, olha só como quando Deus faz o negócio é diferente).

Meu avô tinha 23 anos na época e estava de malas prontas para o Brasil para fazer a vida e assim ela deixou seus pais e família com a bênção deles e partiu para sua terra natal. Nos 15 dias de viagem de navio, além de vomitar as tripas, afinal naquela época não havia esses cruzeiros escalafobéticos de hoje em dia, ela e meu avô tiveram sua 1ª discussão enquanto ela arrumava o colarinho dele, sem querer ela o arranhou e ele disse: “não sei porque tens essas unhas longas para me arranhar”.

E assim ela se ofendeu e chorou copiosamente (conheço casamentos depois de longos anos de namoro que terminam por muito menos). Então ela percebeu o início da vida conjugal que sim seria uma mar de rosas porém com seus espinhos e sem papai e mamãe para mimá-la e que agora quem era o cabeça de sua vida era seu esposo. Dois anos depois ela teve sua 1ª filha e nos 10 anos seguintes ela já tinha tido seus 5 filhos todos de parto natural em casa e há milhares de km de distância de seus pais.

Meu avô era super trabalhador e não deixava faltar nada em casa enquanto minha avó cuidava da casa e dos filhos e costurava as roupas deles além de lavar fraldas de pano (naquela época não tinha máquina de lavar, aspirador nem fraldas descartáveis)  e ainda para ajudar minha tia caçula tinha alergia a leite (não, não havia essas bilhões de opções de leite de hoje em dia com embalagens customizadas).

E assim se foi por 45 anos até meu avô falecer, sendo que nos últimos 8 anos de casamento meu avô ficou de cama devido a um derrame cerebral que o fez perder seus movimentos e ser alimentado por sonda, além de se tornar totalmente dependente da minha avó inclusive para suas necessidades básicas. Até hoje minha avó fala do meu avô com brilho nos olhos e o quanto sente a falta dele nesses 20 anos de viuvez e que ele sempre a tratou como uma princesa, confiava a casa, os filhos e as finanças na mão dela e que por diversas quando ele chegava em casa e ela estava a ponto de surtar devido as dores que ela sentia no corpo ele ía no jardim da casa deles, pegava uma flor e trazia para ela dizendo quanto a amava e admirava e que ela era uma querida.

Anos depois sua vizinha lhe contou que via meu avô ir no jardim escolher uma flor e que a arrancava com carinho e dava um beijinho nela sorrindo e que ela nunca tinha entendido porque (sim enquanto escrevi essa parte eu chorei lembrando do sorriso da minha avó contando isso).

Meu avô confiava a vida em minha avó e principalmente seu coração assim como Jesus confia sua missão à igreja e que a alegria dela é ver o legado que eles criaram em meio a tantas lutas e doenças e que hoje Jesus é seu esposo e que ela não teme a morte, pois confia em Deus e acredita na eternidade e que cumpriu sua missão aqui conforme Deus quis.

Há pouco mais de 4 anos , 1 dia antes de me casar fui ao shopping com minha mãe e minha madrinha para comprar algumas coisas para minha lua de mel e como me casei no dia dos namorados, todas as lojas estavam super decoradas vendendo amor e sexo para quem quisesse e como quisesse. Entrei em uma loja de departamentos e enquanto olhava as araras ouvia duas amigas conversando; 2 moças bonitas, no início de seus 20 anos escolhendo lingeries para usarem com seus namorados na data comercial do amor. Na parte que ouvi elas diziam:

– Amiga, o que vocês vão fazer nesse dia dos namorados?

– Ai, nada demais. Aquela coisa de sempre né? Ele vai lá em casa, vamos jantar, tomar um vinho, transar e dormir.

– Huum

– Estamos juntos há 6 meses, nem tem mais novidade. Só estou comprando uma lingerie nova só para não passar batido .

Eu continuei muda e perdi qualquer atenção no que eu estava procurando enquanto ouvia essa conversa. Uma menina bonita, jovem, não tinha jeito de piriguete e sim de uma garota normal que trabalha, estuda e namora descrevendo algo tão precioso criado por Deus com tanto desdém e desânimo. Diabex roubou direitinho o que ele queria. Já ouviu a expressão apressado come cru? A escolha que ela fez de não esperar o tempo e até talvez a pessoa certa teve efeitos desastrosos e bem rápido. Se em 6 meses de namoro o negócio já estava assim, imagina como ela chegaria em um casamento? Lua de mel então seria só por causa da viagem ou férias concedidas pós casamento.

O que essas 2 histórias nos ensinam: a importância da espera, do compromisso e que não importa a época ou a influência que recebemos, somos nós que escolhemos o rumo da nossa vida amorosa. Lógico que existem fatos extremos que são alheios à nossa vontade, mas minha avó naquela época já poderia ter vivido a história dessa garota e essa garota poderia ter optado por escolher um romeu e julieta sem drama igual o da minha avó com algumas diferenças circunstanciais e temporais porém com a essência do amor e o que Deus quer para nós como relacionamento.

Qual romance você quer? Pois é, ele só depende de você e na hora certa se você assim estiver pronta Deus vai lhe conceder. E se você está num relacionamento fora do que Deus tem e quer para você, converse com seu namorado, noivo e até marido, busquem juntos se Deus quer esse relacionamento ou não, e se Deus disser que não, pule do barco antes que ele afunde e as sequelas dele amarre vocês por uma vida toda.



Carla Stracke

Carla Stracke

Missionária, Intercessora, escritora, tradutora, professora e comerciante. Tudo para a glória de Deus e com intenso desejo de ajudar a transformar mentes e corações.


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