Guga Chacra, o autêntico representante do “ódio do bem” contra o Ocidente

Pronunciamento oficial da embaixada polonesa no Brasil esclareceu que a marcha rotulada de “nazista” era, na verdade, costumeira comemoração da independência do país europeu.


Guga Chacra, o representante do "ódio do bem"

Recentemente, o ódio destilado contra multidão de poloneses pelo jornalista Guga Chacra ocasionou sua ascensão a um dos temas mais comentados no Twitter. O comentarista da Globo News e colunista do Estadão utilizou a matéria tendenciosa do jornal esquerdista The Guardian para twittar a grave ofensa:

“Cerca de 60 mil pessoas participaram de manifestação nazista na Polônia defendendo uma Europa apenas para os brancos. Antecipo para os supremacistas do Brasil que brasileiros não são considerados brancos por estes nazistas.[1]”

Imediatamente, houve reação nas redes e a consulesa da Polônia, Katarzyna Braiter, se manifestou educadamente afirmando que o evento se referia à comemoração do Dia da Inpedependência do país, ponderando que participavam mulheres, crianças e inclusive, idosos que lutaram contra o nazismo. Atacada por alguns poucos seguidores do jornalista, afirmou que tinha parentes participando do momento cívico. Porém, ao invés de reconhecer o erro crasso, como o fez o jornalista Drew Hinshaw, do jornal Wal Street[2]  – asseverando que não poderia rotular toda população em virtude de comportamentos pontuais – Chacra manteve-se impassível às críticas bloqueando todos os internautas que ousaram discordar – mesmo que civilizadamente – de sua réproba atitude. Descontrolado, o jornalista também bloqueou a consulesa por não ser capaz de contra-argumentar as informações prestadas, cerceando, com isso, o lídimo direito de defesa da referida autoridade diplomática.

O comportamento antidemocrático e censor do jornalista bloqueando uma autoridade da Polônia que se manifestou com total urbanidade no sentido de contestar a notícia falsa gerou pronunciamento oficial da embaixada polonesa no Brasil esclarecendo que a marcha rotulada de “nazista” era, na verdade, costumeira comemoração da independência do país europeu. Importante frisar que a nota da embaixada assevera: “Gostaríamos de lembrar também que as autoridades polonesas rejeitam as opiniões baseadas em ideias racistas, antissemitas e xenofóbicas (…).[3]”

Mesmo sendo advertido após bloquear sumariamente a consulesa, que seria encaminhada carta à rede Globo em virtude da propagação da nefasta “desinformação”, Chacra não se retratou demonstrando arrogância própria do comentarista “mestre” em Relações Internacionais, que por certo, deve ter faltado às aulas de História. Como pode não saber as atrocidades que a Polônia sofreu com a ocupação nazista?

O que mais causa espécie em todo esse lamentável acontecimento é o “silêncio mórbido” da Globo em relação ao pronunciamento desastroso do comentarista do programa “Em Pauta”, muito embora tenha agido energicamente aos comentários que geraram acusações de racismo ao jornalista William Waack[4], o qual foi afastado da programação da emissora.

É claro que um jornalista formador de opinião declarar que a marcha de uma multidão de 60 mil pessoas é “nazista” e ainda atacar os brasileiros que eventualmente defendessem os poloneses deve gerar algumas reflexões por conta da nossa tão querida “liberdade de expressão”, que o próprio Chacra  achincalhou ao rotular de “supremacistas brancos” aqueles que pensam de forma diferente. Por sinal, se o jornalista não fosse contumaz apologista do esquerdismo global, suas palavras poderiam ser encaixadas pela militância politicamente correta no corriqueiro “discurso de ódio”, não é verdade? Mas, estimular revolta contra poloneses não gera consternação na grande mídia que considera “extrema direita” qualquer manifestação patriótica ou crítica à imigração em massa de muçulmanos para Europa.

Sabe como é… os países muçulmanos violam flagrantemente direitos humanos de minorias cristãs, homossexuais e demais minorias que não se adequam à sharia (Lei islâmica), mas, é a Polônia o país “racista, nazista e xenófobo” por não se curvar à política imigratória da ONU que privilegia o envio de refugiados muçulmanos – quando nem todos são requerentes de refúgio, e sim, imigrantes ilegais – em detrimento dos refugiados cristãos que são, em geral, rejeitados pelo Ocidente que um dia foi “cristão”.

Aliás, mesmo tendo assistido a repórter Glória Maria num programa do Globo Repórter enaltecendo o Irã na sua “visita multiculturalista” em defesa do misógino Estado totalitário islâmico, jamais afirmaria que toda população iraniana é xenófoba ou antissemita por ter assistido palavras de ódio contra EUA e Israel em reza de muçulmanos na mesquita visitada pela jornalista, que não se assustou com o “discurso de ódio islâmico”. Contudo, uma vez sabendo que sou espiada por progressistas defensores do “mundo muçulmano vitimizado pelo eurocentrismo”, certamente algum inocente leitor deve afirmar que o ódio de “simpáticos iranianos” estimulado por sua “piedosa liderança” em determinada mesquita seria comportamento, digamos, “esporádico”… Será?

Vamos, então, às mensagens de ódio iraniano “eclipsadas” pela rede Globo: Na matéria publicada em 11/02/2011, o jornal estampou a manchete “Irã comemora 32 anos da Revolução Islâmica com ato de apoio a ‘manifestantes islâmicos’ no Egito”[5]. Ora, o “jornalismo verdade”, arauto das críticas aos “discursos de ódio,” resolveu não consignar a realidade da “marcha genocida iraniana”, que seguindo a isenção que se requer da imprensa, deveria ser retratada com a seguinte manchete: “Multidão de iranianos pede morte à Israel e à América em comemoração dos 32 anos de Revolução Islâmica”. Porém, ao invés de ressaltar a gravidade do conclame genocida da multidão muçulmana, o jornal enfatizou: “Palavras de ordem como “Morte à América” e “Morte à Israel” também eram entoadas pela multidão, repetindo os dizeres da revolução que derrubou em 1979 o xá apoiado pelos EUA, e conduziu os clérigos xiitas ao poder.”

Para o “padrão Globo de jornalismo”, milhares de muçulmanos xiitas repetirem costumeiramente “pedido de morte” para a população de dois países não há titpificação alguma de “discurso de ódio”. Seria essa ação abjeta apenas “relativismo moral”? Aproveito o ensenjo para inocentar a Globo e o seu fiel comentarista Guga Chacra no tocante a desconsiderar essa ação iraniana como “nazista”. Realmente não é… No mundo islâmico não cabe apropriações indevidas de “tecnicismos doutrinários ocidentais”. Trata-se apenas de mais um comportamento pautado nos ensinamentos da ortodoxia islâmica xiita, vez que, percebe-se em leitura atenta da notícia que a “multidão de odiadores” apenas “repete” o gesto autêntico de “pacifismo” de seus clérigos que conhecem melhor do que o Ocidente suas sagradas escrituras.

Aliás, alguém lembra do Guga Chacra ou de outros jornalistas globais expondo publicamente “opinião crítica ácida” quando uma multidão de muçulmanos paquistaneses celebrou a sentença de morte de uma cristã condenada por “blasfêmia” em razão de ter tentado compartilhar copo de água com outras muçulmanas[6]? Asia Bibi não aceitou abandonar o Cristianismo e se converter ao Islã por ter “contaminado a água do poço” que saciou sua sede durante trabalho junto com outras muçulmanas, o que resultou em execrável condenação em duas instâncias no Poder Judiciário paquistanês, mas esse “incidente” foi desconsiderado por grande parte dos “jornalistas humanistas”.

Fato é que Chacra não tem costume de denunciar com aguerrimento violações de direitos humanos e perseguição religiosa contra minorias cristãs no mundo muçulmano[7] e quando se esforça para posar de “bom moço” defensor de cristãos perseguidos por “terroristas islâmicos”, escreve artigo tendencioso[8], onde afirma, dentre outras asneiras, que “o Boko Haram mata indiscriminadamente cristãos e muçulmanos”, ocultando a base teológica islâmica do grupo para assassinar cristãos, que difere diametralmente da base de execução dos muçulmanos considerados “apóstatas”. Vale lembrar que “cristofobia” é um termo não usual para esse jornalista antenado no “mundo fake news”, que de maneira hipócrita abomina e denuncia a “islamofobia” em tempos de severa perseguição religiosa e matança de milhares de cristãos em países muçulmanos.

Enfim, caro Guga Chacra, se reprováveis ações pontuais de grupos neonazistas – existentes não  somente na Polônia, mas também em outras nações europeias – expressam o real sentimento de milhares de poloneses em pacífica marcha cívica, o que dizer de Estados muçulmanos onde o cristianismo é rechaçado e cristãos são sentenciados à morte com base em preceitos ortodoxos islâmicos? Pois é, se escrevesse esse derradeiro comentário no twitter do comentarista da Globo News seria “democraticamente bloqueada”, porém, felizmente, a verdadeira “liberdade de expressão” ainda é bem-vinda em ambientes fora da “bolha chacriana”.

[1] https://twitter.com/gugachacra/status/929725016878567424
[2] http://www.ocongressista.com.br/2017/11/guga-chacra-se-vitimiza-em-seu-twitter.html
[3] http://www.brasilia.msz.gov.pl/pt/c/MOBILE/acontecimentos/a_declaracao_do_ministerio_das_relacoes_exteriores_da_republica_da_polonia_relativa_aos_comentarios_relacionados_aos_incidentes_durante_a_marcha_da_independencia_na_polonia#.WgruH3lGefM.twitter
[4] https://brasil.elpais.com/brasil/2017/11/09/politica/1510184872_072863.html
[5] https://oglobo.globo.com/mundo/ira-comemora-32-anos-da-revolucao-islamica-com-ato-de-apoio-manifestantes-islamicos-no-egito-2823312
[6] http://www.bbc.com/news/world-asia-38222680
[7] https://artigos.gospelprime.com.br/guga-chacra-mascarar-perseguicao-cristaos-isla/
[8] https://ecoandoavozdosmartires.wordpress.com/2015/04/08/o-tema-massacre-de-cristaos-ainda-e-tabu-para-a-imprensa-multiculturalista/



Andréa Fernandes

Andréa Fernandes

Advogada, Internacionalista, Jornalista, Colunista no Gospel Prime, Raciocínio Cristão, e Blog Ecoando a Voz dos Mártires, Fundadora e Porta-Voz do Movimento Nacional pelo Reconhecimento do Genocídio de Cristãos e Minorias no Oriente Médio e Diretora-Presidente da ONG Ecoando a Voz dos Mártires, que milita denunciando violações dos direitos humanos no mundo muçulmano objetivando fomentar conscientização humanitária para socorrer as vítimas da intolerância religiosa.


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