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Lição 4 – Jesus é superior a Josué – O meio de entrar no Repouso de Deus

Subsídio para a Escola Bíblica Dominical da Lição 4 do trimestre sobre “A supremacia de Cristo”


Jesus é superior a Josué

INTRODUÇÃO

Dissemos no estudo da Lição passada que a carta aos Hebreus utiliza muitas comparações entre Cristo e alguns personagens do Antigo Testamento, ao mesmo tempo reconhecendo a honra destes personagens e a importância que eles têm tanto para a fé judaica quanto para a fé cristã, mas também destacando o papel central de Cristo e sua supremacia acima de todos os ícones da fé no passado. Semana passada vimos, então, a superioridade de Jesus em relação ao grande legislador e profeta Moisés, apontado também como o autor dos cinco primeiros livros da Bíblia, o Pentateuco. Na Lição de hoje a comparação é entre Jesus e o capitão do exército de Israel, encarregado de assumir a liderança do povo hebreu após a morte de Moisés. Estamos falando de Oseias, filho de Num, mais conhecido pelo seu novo nome atribuído por Moisés: Josué, um verdadeiro varão de guerra (Nm 13.16). Nosso estudo está baseado no quarto capítulo da carta aos Hebreus – livro este que estamos estudando capítulo a capítulo neste primeiro trimestre. Bom estudo!

I. JESUS PROVEU UMA MENSAGEM SUPERIOR A DE JOSUÉ

– Promessas condicionais à fé e obediência

O capítulo quatro da carta aos Hebreus, que está em perfeita conexão com o capítulo anterior (de modo que é necessário relê-lo para podermos fazer as devidas interpretações), começa falando de uma promessa de descanso feita ao povo de Deus. Esta foi a promessa feita inicialmente à Abraão (Gn 13.15), depois confirmada a Moisés (Ex 3.17) e a Josué (Js 1.1-6), a promessa de dar aos hebreus uma terra, uma pátria, e fazer deles uma grande nação para ser “cabeça e não cauda” dentre todas as nações no mundo (Dt 28.13). Todavia, a aplicação dessa promessa era condicional à fé, à obediência e à perseverança dos judeus. O que infelizmente nem todos demonstraram, ficando muitos privados de entrarem no descanso, e outros muitos não poderem, mesmo depois de entrar na terra, desfrutar plenamente deste descanso.

Quais as razões para o fracasso de muitos judeus? O final do terceiro capítulo de Hebreus e início do capítulo quarto explicam (lembrando que na redação original do texto não existia essa divisão em capítulos ou versículos): “Vemos, assim, que foi por causa da incredulidade que não puderam entrar. Pois as boas novas foram pregadas também a nós, tanto quanto a eles; mas a mensagem que eles ouviram de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram” (Hb 3.19; 4.2, NVI).

Houve para os antigos judeus uma mensagem de boas novas, um evangelho veterotestamentário: o descanso na terra de Canaã. Todavia, o Senhor jurou que não daria esse descanso aos incrédulos e desobedientes (3.18). E o Senhor cumpriu seu juramento: a geração que saiu do Egito foi sepultada no deserto, devido sua constante e irretratável rebelião. Apenas entraram em Canaã os que nasceram no deserto, com exceção de Josué e Calebe, que fizeram todo o percurso da fuga desde o Egito. Foram fiéis ao Senhor, e receberam o que Deus lhes havia prometido.

– Mensagem de advertência

Novamente volta ao texto de Hebreus a exortação contra o endurecimento do coração para a mensagem recebida: “Por isso Deus estabelece outra vez um determinado dia, chamando-o ‘hoje’, ao declarar muito tempo depois, por meio de Davi, de acordo com o que fora dito antes: ‘Se hoje vocês ouvirem a sua voz, não endureçam o coração’ (Hb 4.7). Neste texto o autor faz referência ao livro de Salmos 95.7-11, interpretando-o (e cremos que por inspiração do Espírito), como um outro dia (“hoje”) no qual o descanso seria dado aos crentes que não endurecessem seu coração para a mensagem de Deus. Por esta razão, o autor da carta aos Hebreus conclui: “Porque, se Josué lhes tivesse dado descanso, Deus não teria falado posteriormente a respeito de outro dia. Assim, ainda resta um descanso sabático para o povo de Deus” (Hb 4.8,9, NVI). Na versão Almeida Corrigida diz “resta ainda um repouso”, mas na versão NVI se traduziu por “resta um descanso sabático” (do grego sabbatismos). Isso nada tem a ver com o sábado semanal, mas com “o repouso do Cristianismo (como um tipo do céu)” (Strong), ou seja, se refere ao pleno e abençoado descanso do trabalho pesado e dos problemas desta vida, esperado na era vindoura pelos verdadeiros adoradores de Deus e cristãos sinceros. Orton Wiley traz uma palavra interessante sobre esse “descanso sabático” que ainda nos resta:

“O Sábado celebrado no sétimo dia comemorou o descanso de Deus pela criação e o Seu selo de propriedade em todas as Suas obras. O Sábado celebrado no primeiro dia comemora a obra redentora de Cristo e é a certeza de nossa ressurreição e glória final. Haverá um outro Sábado no mundo vindouro, o Sábado do Espírito Santo. Como no dia em que Deus descansou não teve noite nem manhã, assim o Sábado do porvir será um eterno dia, pois não haverá noite. Será um repouso eterno, pois, no novo céu e na nova terra, só habita a justiça” (1)

Assim como a palavra proferida por Moisés e por Josué exigiam fé e obediência daqueles que a ouviam, a mensagem trazida por Cristo e confirmada pelo Espírito através dos sinais, prodígios e maravilhas operados pelos apóstolos (Hb 1.1,2; 2.2-4) também exige fé e obediência. Entretanto, tanto em Cristo temos uma promessa melhor, como temos uma ameaça maior:

– promessa melhor: o descanso eterno, o repouso celeste (Hb 11.16)

– ameaça maior: juízo, condenação eterna e privação do repouso celestial (Hb 4.11-13)

II. JESUS PROVEU UM DESCANSO SUPERIOR AO DE JOSUÉ

Nos dias de Josué, a conquista de Canaã não se deu do dia pra noite, nem foram enviados anjos para lutar em lugar dos judeus. A posse da terra prometida demandou coragem, fé e obediência a Deus, pois ali havia muitos inimigos a serem expulsos da terra. Os hebreus não chegaram em Canaã e encontraram um território verde, florido e desocupado. Os capítulos 11 a 17 de Josué nos dão uma noção de quanto trabalho os hebreus tiveram por muitos dias, tanto pelejando contra inimigos, quanto preparando a terra para poder assentarem-se sobre ela finalmente, ainda que não em descanso pleno, pois algumas tribos não conseguiram se apropriar totalmente da terra que lhes foi repartida, tendo que conviver com os pagãos ali residentes (conf. Js. 15.63; 16.10; 17.12,13). Na verdade, até os dias de hoje Israel ainda está em disputa com os adversários vizinhos pela plena possessão da terra.

Em meio as batalhas, muitos hebreus desanimaram, outros desobedeceram, outros absorveram a cultura e a religião dos pagãos que habitavam aquelas terras… Estes, embora tenham entrado em Canaã, não puderam então experimentar o gozo pleno, o descanso total que Deus lhes havia prometido. Estavam no lugar do repouso, mas não estavam na posição do repouso! Como muitos que hoje estão dentro das igrejas, até mesmo envolvidos em atividades eclesiásticas, fizeram outrora profissão de fé em Cristo, mas não estão desfrutando das bênçãos espirituais prometidas no Evangelho, porque não estão vivendo as condições que a nova aliança estabelece. Falta-lhe a fé obediente, a fé perseverante, a fé que, para muito além de uma profissão pública e oral, traduza-se em atos de obediência e submissão a Deus todos os dias. Falta-lhes a fé operante de que falou Tiago, irmão de Jesus (Tg 2).

Ratificando sua palavra à Moisés, Deus lhe garantiu: “…Irá a minha presença contigo para te fazer descansar” (Ex 33.14). No final das contas, descanso tem não quem chega à Canaã, nem quem chega à igreja, mas quem chega à presença de Deus, dividindo com Ele a jornada já a partir daqui até chegar no descanso final e pleno no Paraíso celestial! No que concerne à parte de Deus, Ele é fiel em cumprir sua palavra. Como está registrado em Josué 21.45: “De todas as boas promessas do Senhor à nação de Israel, nenhuma delas falhou; todas se cumpriram”. No que concerne à parte do homem, porém, “a mensagem que eles ouviram de nada lhes valeu, pois não foi acompanhada de fé por aqueles que a ouviram” (Hb 4.2).

Nos dias de Josué, tivemos então dois grupos de judeus: primeiro, os que não entraram em Canaã e, devido a incredulidade, não experimentaram o descanso prometido; os que entraram em Canaã, mas não experimentaram o descanso plenamente, “porque, se Josué lhes houvesse dado repouso, não falaria, depois disso, de outro dia” (Hb 4.8).

É conhecido de todos nós o famoso convite feito pelo Senhor Jesus às massas oprimidas de Israel pelo fardo das tradições legalistas que eram incapazes de lhes proporcionar descanso e quietude: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11.28). Como Deus prometeu a Moisés que iria adiante dele para dar-lhe descanso, Cristo chama-nos para vir a ele para também nos dar esse descanso. Enquanto Josué, sucessor de Moisés, não pode garantir descanso total e pleno aos judeus agora habitantes de Canaã, Cristo, antítipo do libertador Moisés e do capitão Josué, pode garantir-nos o descanso pleno de que tanto necessitamos, o descanso espiritual!

Neste sentido podemos falar em três estágios do descanso prometido por Cristo no Novo Testamento:

1°. Descanso da opressão do pecado, na conversão. Quando nos rendemos a Cristo, e confiamos nele para salvação de nossas almas, somos retirados do jugo do diabo, da opressão do pecado, e da sedução mundana para desfrutar da maravilhosa paz de Deus, “que excede todo o entendimento” (Fp 4.7). Neste sentido, é correto dizer: “Venha para Cristo e pare de sofrer” – pare de sofrer com a opressão do pecado, pare de sofrer sendo jogado por satanás pra lá e pra cá, pare de sofrer com o tormento do inferno eterno! Os que vivem com Cristo desfrutam os “tempos de refrigério” já na vida presente (At 3.19). A estes o Senhor promete: “Eu mesmo apascentarei as minhas ovelhas, e eu as farei repousar, diz o Senhor DEUS” (Ez 34.15), e somente eles podem dizer como Davi: “Deitar-me faz em verdes pastos, guia-me mansamente a águas tranquilas. Refrigera a minha alma; guia-me pelas veredas da justiça, por amor do seu nome” (Sl 23.2,3).

2°. Descanso do trabalho nesta vida, na morte. Jesus disse que “Convém que eu faça as obras daquele que me enviou, enquanto é dia; a noite vem, quando ninguém pode trabalhar” (Jo 9.4). Que noite é essa? A noite da doença, da idade avançada… a noite da morte, pela qual todo trabalho é cessado, quer seja bom, quer seja mau. Como em Canaã, temos muitos inimigos e batalhas para vencer aqui enquanto militamos no reino de Deus dia a dia. “No mundo tereis aflições”, disse Jesus. Porém, quando a morte chega para o servo de Deus, ele então é colocado livre de todas essas aflições, a salvo com Deus no Paraíso, como o mendigo Lázaro que após a morte era consolado no seio de Abraão (Lc 16.22,25). Neste sentido, embora sintamos tristeza pela morte de um servo ou serva do Senhor, deveríamos nos contentar em Deus, porque, como está escrito, “O justo perece, e ninguém pondera sobre isso em seu coração; homens piedosos são tirados, e ninguém entende que os justos são tirados para serem poupados do mal. Aqueles que andam retamente entrarão na paz; acharão descanso na morte” (Is 57.1,2). O livro do Apocalipse confirma o descanso já experimentado por aqueles que morrem no Senhor: “Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os seguem” (Ap 14.13).

3°. Descanso da espera pela redenção final, na ressurreição dos justos. A Bíblia fala-nos de uma espera ansiosa daqueles que já partiram para Deus pelo julgamento final dos ímpios (Ap 6.9-11). Esta espera ansiosa cessará, quando Cristo vier para buscar os seus, primeiramente no arrebatamento e, posteriormente, após a Tribulação (o remanescente fiel). Quando Cristo vier para estabelecer o seu reino milenar, e não deixar “nem raiz nem ramo” dentre os ímpios (Ml 4.1), então se cumprirá o desejo do nosso coração e anseio de nossa alma: “Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, pois serão satisfeitos” (Mt 5.6). E o momento em que nosso descanso alcançará o ápice, o ponto mais elevado do repouso que ainda nos resta (Hb 4.9), será quando esta atual criação der lugar aos “novos céus e nova terra, onde habita a justiça” (2Pe 3.13). Ali, “Deus limpará de seus olhos toda a lágrima; e não haverá mais morte, nem pranto, nem clamor, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas” (Ap 21.4).

Perceba então: para o salvo em Cristo, o descanso já começou, parcialmente. Progredirá como o resplandecer da manhã, até alcançar a luz mais plena, o gozo mais absoluto, o prazer mais inenarrável nas mansões celestiais! Como dizia Salomão, “A vereda dos justos é como a luz da aurora, que vai brilhando mais e mais até ser dia perfeito” (Pv 4.18). Mas, novamente, com uma condição: “Vocês precisam perseverar, de modo que, quando tiverem feito a vontade de Deus, recebam o que ele prometeu” (Hb 10.36).

Sim, de fato, Cristo nos tem proporcionado coisas incomparavelmente maiores que Moisés ou Josué puderam proporcionar ao povo de Israel, ou que o próprio Deus reservou para aquela geração do passado! Sim, há promessas maiores e melhores para os salvos do Senhor, para a Igreja de Jesus Cristo! Sim, vale a pena sofrer as aflições daqui dividindo com o Senhor o seu jugo “suave” e o seu fardo “leve”. Somente em Cristo os crentes “encontrarão descanso para as suas almas” (Mt 11.29).

III. JESUS PROVEU UMA ORIENTAÇÃO SUPERIOR A DE JOSUÉ

– Não se pode brincar com a Palavra

A Palavra de Deus sempre foi viva e eficaz (Hb 4.12), quer tenha sido nos dias de Josué, quer tenha sido nos dias de Cristo, quer seja em nossos dias. Como dizia o reformador Martinho Lutero, “A Bíblia não é antiga, nem moderna, ela é eterna”. Sim, a Palavra é eterna! (Sl 119.160; Is 40.8). O Deus que disse em Isaías “a palavra que sair da minha boca não voltará pra mim vazia, antes fará aquilo que me apraz e prosperará naquilo para que a enviei” (Is 55.11), é o mesmo Deus que diz: “as palavras que eu vos digo são espírito e vida” (Jo 6.63).

Não obstante a eternidade e poder da Palavra, é também verdade que em Cristo Jesus, o Deus que se fez carne, a Palavra ganha sua revelação máxima (Hb 1.1), e sua força mais elevada! Sim, no Logos vivo, a Palavra é viva! “São elas que de mim testificam”, disse Jesus (Jo 5.39).

Mas qual a razão de no meio de suas exortações no quarto capítulo, o autor da carta aos Hebreus fazer menção à Palavra viva e eficaz de Deus? Terá ele rompido a sua linha de pensamento e feito um enxerto que não tem qualquer conexão com o que ele acabou de falar sobre Josué e os judeus que não entraram no descanso prometido? De modo algum. Há uma razão para o autor, depois de falar da mensagem que não foi acompanhada por fé naqueles que a ouviram, trazer agora a força viva e eficaz, divisora e penetrante da Palavra de Deus. Nas palavras de Richard Taylor: “O ponto da lição objetiva é que eles [os judeus] estavam ‘brincando’, não com a palavra de Moisés ou Josué, mas com a palavra de Deus. Este é precisamente o ponto desta exortação urgente” (2). Noutras palavras, os judeus menosprezaram nos dias de Moisés e Josué a palavra de Deus falada por eles, e por esta razão não entraram no descanso, sentiram o terrível peso da palavra de Deus contra si mesmos; semelhantemente, aqueles que menosprezam as palavras de Cristo, serão por elas examinados, esquadrinhados e julgados. Aliás, o próprio Senhor advertiu: “Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia” (Jo 12.48).

Ninguém pode brincar com a Palavra, pois ela é mais afiada que qualquer espada de dois gumes, penetrando até a divisão da alma e do espírito, das juntas e das medulas, e poderosa para discernir os pensamentos e intenções do coração (Hb 4.12). As promessas que a Palavra declara devem ser tomadas com muito compromisso, e as ameaças que ela também declara devem ser encaradas com muita seriedade. “Deus não se deixa escarnecer” (Gl 6.7) e “não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele com quem temos de tratar” (Hb 4.13).

O apóstolo Pedro estava tão consciente da sublimidade das palavras de Cristo e da superioridade de sua mensagem em relação a todos os discursos já proferidos em todo mundo, que ao ver o povo evadindo-se da presença de Jesus por não suportar a repreensão que o Senhor estava a lhes fazer, Pedro deixa claro a sua decisão: “Senhor, para quem iremos nós? Tu tens as palavras da vida eterna” (Jo 6.68). Pedro fez a melhor escolha que os crentes hebreus do primeiro século precisavam fazer, bem como nós também precisamos fazê-la em nossos dias.

No Antigo Testamento, Josué foi adiante do povo hebreu para dar-lhes a Canaã terrenal. Hoje, Cristo vai adiante de nós, como nosso grande Archegon, ou seja, nosso grande Capitão. O Capitão da nossa fé, orientando-nos como um bom pastor orienta suas ovelhas. “Guia-me mansamente…” disse Davi, e o mesmo dizemos hoje. Como ressalta Craig Keener, “Josué” e “Jesus” são o mesmo nome (aportuguesados) do hebraico e do grego, respectivamente (3). Ambos os nomes significam: O Senhor é salvação. Em Josué, é apenas uma verdade declarada, mas em Jesus é uma verdade encarnada. Cristo é a o próprio Salvador dos perdidos! (Lc 19.10) Desertar Cristo para voltar o judaísmo, que era o grande risco que aqueles irmãos hebreus estavam correndo no primeiro século, seria, então, como apagar a última luz no meio do caminho em uma noite escura distante de casa. Seria como jogar fora a bússula enquanto se caminha em meio às florestas. Seria, hoje, como desligar os aparelhos de orientação de um avião, enquanto se está pilotando. Rejeitar a Cristo é rejeitar o único caminho para o Pai (Jo 14.6).

Que estas palavras estudadas hoje possam produzir em nós efeito. E produzirá, se a recebermos com fé! Ao Senhor que nos resgatou, nos santificou e que nos guia, louvemos:

“Guia-me sempre, meu Senhor,

Guia meus passos, Salvador;

Tu me compraste sobre a cruz;

Rege-me em tudo, meu Jesus”

(Harpa Cristã, n° 141)

REFERÊNCIAS

(1) Orton Wiley. A excelência da Nova Aliança em Cristo: comentário exaustivo da carta aos Hebreus, Central Gospel, p. 214

(2) Richard Taylor. Comentário Bíblico Beacon, vol. 10, CPAD, p. 47

(3) Craig Keener. Comentário histórico-cultural da Bíblia – Novo Testamento, Vida Nova, p. 764



Presbítero da Assembleia de Deus em Campina Grande-PB. Coordenador de Escola Bíblica Dominical. Autor do livro A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira.

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