Meu coração é de filho ou de órfão?

Não podemos apenas direcionar nossas orações ao Pai sem nos comportar como verdadeiros filhos.


Meu coração é de filho ou de órfão?

Será que realmente adotamos uma postura de filho (a) de Deus? O que significa ser filho na prática? Tenho refletido sobre os versículos que Paulo escreveu:

Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus esses são filhos de Deus. Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai.  (Romanos 8:14,15)

Portando, filhos são aqueles que se deixam guiar pelo Espírito de Deus em todas as ações e situações de nossas vidas. Somos o suficiente livres para optar em viver a vontade do nosso Pai, que é boa, perfeita e agradável. Não somos escravos de nada, nem do pecado e nem da Lei, graças ao Espírito de adoção.

Quero apresentar nesse artigo dez situações que aprendi durante a minha última escola de adoração profética, do norte-americano Nic Billman e residente no Brasil. Facilmente percebemos em como a prática revela-nos que ainda possuímos um coração órfão e o que de fato reverte tal situação para um coração de filho.

1 – Quando reflito sobre Deus com um coração órfão penso Nele como um mestre. Mas todo filho vê Deus como um Pai amoroso.

2 – Quando estou em posição de servir com o coração órfão tenho motivações erradas: geralmente são necessidades pessoais com intuito de impressionar pessoas, até mesmo Deus, quero mostrar-me eficiente ou qualquer outra motivação além da profunda gratidão por ser amado incondicionalmente por Deus.

3 – Quando olho para mim mesmo sinto auto-rejeição por me comparar com os outros. Um filho de Deus reconhece o valor próprio sendo positivo e afirmado em Deus.

4 – Quando me relaciono com os outros estou sempre em competição, rivalidade, sinto inveja do sucesso alheio. Um filho de Deus está em humildade e unidade, é capaz de se alegrar com o sucesso e posição dos outros reconhecendo seus valores.

5 – Quando alguém erra busco rapidamente um meio para acusação e exposição para me mostrar bom o suficiente e fazer com que o outro pareça inferior a mim. Um filho age com amor, busca restauração do outro.

6 – Quando estou submetido a alguma autoridade vejo como fonte de dor, sem confiança e tenho dificuldade em receber ordens. Um filho respeita, honra e se alegra reconhecendo autoridades como ministros de Deus colocados em tal posição para crescimento espiritual em sua vida.

7 – Quando sou admoestado tenho dificuldade em receber, sempre busco estar certo, sinto-me envergonhado e fecho meu espírito para disciplina. Um filho recebe a admoestação e facilmente percebe que é uma fonte de ensino para que suas falhas sejam aprimoradas.

8 – Meu senso da presença de Deus é condicionado, distante e inconstante. Um filho se sente sempre próximo de Deus e com livre acesso a Sua presença.

9 – Quando busco conforto procuro estar afeiçoado em vícios, compulsões, ocupações e atividades super religiosas. Um filho busca momentos de solitude para descansar na presença e amor do Pai.

10 – Quando penso no futuro enxergo que apenas a luta é o que me faz conseguir algo. Um filho entende que é a filiação em Deus que libera sua herança.

Com certeza esses dez pontos práticos irão facilmente nos fazer perceber em como temos ainda um coração de órfão. Não podemos apenas direcionar nossas orações ao Pai sem nos comportar como verdadeiros filhos. Reconhecendo em que área ainda somos órfãos e deixando o coração aberto para que o Espírito de Deus nos guie, com certeza fará toda a diferença na caminhada da vida.



Lara Suliano

Lara Suliano

Jornalista e autora cristã.


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