Ministério não é carreira!

O problema é omitir nosso erro para continuar com o ministério “de pé”


Ministério não é carreira!

O caso da cantora Daniela Araújo não é o primeiro nem não será o último caso de “escândalo” no meio evangélico. O que aconteceu, e acontece diversas vezes dentro das igrejas, na maioria das vezes, fica no anonimato ou toma proporções menores, pois nem todos são conhecidos nacionalmente.

Bom, o ponto mais importante desse texto não é a vida de pecado da Daniela Araújo, mas sim o impacto que essa notícia causou, podemos medir isso por meio das redes sociais. Existem fã-clubes defendendo a cantora, estão tentando isenta-la do erro “passando a mão na cabeça”, em contrapartida, existe o “farisaísmo”, apedrejando a cantora.



– Mas porque tanto rebuliço? Porque estamos tão espantados?

Infelizmente, o pecado é algo que nós cometemos todos os dias, mas, mesmo assim, nós nos achamos santos e dignos o suficiente para julgar, comparar e/ou classificar os pecados dos outros com mais ou menos graves que os nossos.

No meu ponto de vista, o erro da Daniela Araújo não foi apenas pecar, além do pecado houve a omissão, não houve a busca pela mudança. Não cancelar os seus “shows”, suas gravações são atitudes que mostram que a carreira é mais importante do que a vida espiritual.



Eu não me espanto com este caso, pois hoje tratamos os nossos ministérios como carreira. Quanto membros de igreja, tratamos como “estrelas” aqueles que fazem algo para o Senhor. Muitas pessoas entram no ministério apenas para satisfazer seu ego, para estar sob holofotes da fama, infelizmente, o meio evangélico se tornou um terreno fértil para isso.

O ministério não é uma carreira onde fazemos de tudo para manter nossa imagem “santificada”, “inabalável”, “cristalina”. Se a vida espiritual não está bem, devemos ser humildes, devemos entender que estamos passando por dificuldades espirituais, e, partindo desse princípio, o correto é se afastar, na verdade, pedir uma pausa, um tempo  para “reorganizar as coisas”, entrar nos trilhos novamente.

Hoje, muitos a condenam pelo o que ela fez, entretanto, agem de maneira sórdida, fazendo divisão do corpo de Cristo, cometem pecados que destroem a comunhão dos santos, gabam-se de seus títulos, da sua espiritualidade, da sua “santidade” e continuam vivendo no ministério normalmente, como se não houvesse pecado em sua vida.

Ela errou? Sim, ela errou!  Mas a questão crucial é que ela colocou a fama acima de tudo, não procurou se tratar, e nós, muitas vezes, fazemos o mesmo com o evangelho. Erramos e entramos numa cúpula, não contamos para ninguém e morremos com nossos pecados (até que alguém descubra).

Amados, não vamos tratar nosso ministério como carreira, como algo terreno. Nós devemos nos lembrar sempre que o ministério é algo espiritual e que quem nos dá a sustentação para prosseguir nele é o próprio Senhor, pois o trabalho feito apenas na força humana é totalmente vão!



Lucas Soares

Lucas Soares

Membro da Igreja Batista independente Missionária Deus provedor - Campinas SP. Filiada a convenção das igrejas batistas independentes (CIBI). Formado no Seminário Teológico Batista Independente - Campinas - SP.


Deixe seu comentário!