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Nenhum dos planos de Deus pode ser impedido

“Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fl 1.6).


Nenhum dos planos de Deus pode ser impedido

Logo no início do livro de Jó identificamos suas virtudes: “homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal” (Jó 1.1). Também a Bíblia diz que ele tinha uma prole numerosa (Jó 1.2), e que também era rico: “era o maior de todos os do Oriente (Jó 1.3). De fato, Jó tinha uma vida abençoada pelo Senhor.

Embora Jó fosse um homem temente a Deus, abençoado em sua família e o mais rico no território em que morava, ele jamais imaginaria que passaria por maus bocados. E mais: as tribulações pelas quais iria passar eram provenientes da permissão do Eterno.

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O livro de Jó começa falando de seu estado abençoado (Jó 1.1-5). Mas, bruscamente, o texto é modificado, após o aparecimento de Satanás perante o Criador (Jó 1.6-12). Podemos ver com isso que Satanás jamais fica satisfeito enquanto, na Terra, houver pessoas que, voluntariamente, servem a Deus.

Logo após o acordo firmado entre Satanás e Deus com relação à Jó, observamos as tragédias que aconteceram em pouco tempo: a perda de todos os bois, jumentos, ovelhas, camelos, parte de seus servos e todos os seus filhos! Para piorar ainda a situação, o patriarca ouviu da mulher a quem amava: “Amaldiçoa a Deus e morre” (Jó 2.9). Vemos aqui que esse homem tremendamente provado tinha motivos humanos para blasfemar de Deus. Contudo, em meio ao furacão existencial, Jó brada: “Falas como qualquer doida; temos recebido o bem de Deus e não receberíamos também o mal?” (Jó 2.10).

Diante do naufrágio de seus sonhos, esse homem de Uz conseguiu extrair do seu íntimo afligido uma fagulha de esperança. A atitude de Jó exemplifica o que Paulo disse acerca de Abraão, quando estava prestes a sacrificar Isaque no monte Moriá: “Abraão, esperando contra a esperança, creu, para vir a ser pai de muitas nações” (Rm 4.18). Crer contra a esperança frustrada é o segredo para a remoção dos montes intransponíveis pelos quais Deus nos desafia a escalar e atravessar. Se o Senhor estiver conosco, podemos descansar e acreditar no milagre!

Atordoado pelas provações implacáveis, Jó amaldiçou o seu nascimento e desejou a morte: “Pereça o dia em que eu nasci e a noite em que se disse: Foi concebido um homem!” (Jó 3.3). Ele acrescenta: “Por que em vez do meu pão me vêm gemidos, e os meus lamentos se derramam como água?” (Jó 3.24). Certamente, há provações pelas quais passamos que ficamos confusos e perturbados. Pensamos como Jó: “Estava tudo tão bem. Por que me sobreveio tamanho mal?”.

É, amado (a) leitor (a), há momentos em que não temos palavras para explicar as mudanças drásticas que ocorrem em nossas vidas. Mas de uma coisa temos certeza: “Deus sabe o que faz”. E, se Ele sabe o que está fazendo, serenemos os nossos corações, pois bem sabemos que o Senhor tudo pode, e que nenhum de seus planos pode ser impedido!

Portanto, “estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até ao Dia de Cristo Jesus” (Fl 1.6).



33 anos; casado com Marcela Souza; servo do Senhor e Salvador Jesus Cristo. É pedagogo e pós-graduado em Coordenação Pedagógica.

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