O Espírito Santo contra as potestades da modernidade

A igreja de Jesus, unida num só corpo e num só Espírito, é um instrumental fortíssimo contra o poderio dos principados e potestades.


O Espírito Santo contra as potestades da modernidade

Vivemos na era do ressentimento, onde tudo que se pede é tido como um objeto de desejo que mesmo Deus não tem a mínima opção de querer ou não dar. Se somos desagradados nisso, acionados a coerção do Estado. Coopera com isso, na modernidade de hoje, um sentimento de incredulidade total e absoluta de tudo e de todos. Essa é a estratégia de satanás mesmo, ou seja, fazer da verdade uma metamorfose ou um nada, um objeto desprezível a bem de uma vida hedonista.

Como lidar com tudo isso sem desacreditar na palavra de Deus e acreditar no espírito do mundo? Como continuar no caminho sagrado sem culpa por fazermos a coisa certa? Não há outra resposta senão pela verdade revelada.



A sociedade que se descortina aos nascidos do Espírito, sobretudo após o grande avivamento pentecostal que deu início à era do Espírito de Deus na terra, conquanto admoestada de variadas formas por controles sociais mais ou menos rígidos, idolatra as aparências como forma de viver, adora o aviltamento dos relacionamentos humanos, faz da degradação ética a sua bandeira moral e centraliza no próprio “eu” a grande luta pela sobrevivência, profanando os mais simples, porém fundamentais, princípios cristãos.

Embora essa percepção não passe à margem dos nascidos de Deus, aqueles que não têm o Espírito Santo preconizam o poder econômico e político enquanto expressão de submissão do semelhante, em desprestígio do poder que vem dos céus, instrumentalizado pelos verdadeiros servos do Deus altíssimo, a bem da salvação de almas para o Reino de Deus. Nações inteiras, no decorrer dos séculos, conscientes ou inconscientes, são subjugadas pelo intento vil do maligno, dirigidas por descrentes do evangelho do Senhor Jesus.

A consequência deste atual estado de coisas, que se alastra de tempos em tempos, é claro, não poderia ser diferente, já que premeditada na própria palavra de Deus em reflexo do que houve manifestado no pecado primitivo no Jardim do Éden.



A vitória humana, neste contexto deplorável de degradação espiritual e social, a bem do cristão sinceramente convertido e nascido do Espírito de Deus, não pode ser conquistada senão pela comunhão com o nosso Senhor Jesus Cristo, para nós revelada através da Sua palavra de fé, e praticada continuamente mediante sacrifício puro, santo e verdadeiro ao Deus todo poderoso. Em assim sendo, não há maldição que não seja superada e nem adversidade que deixe sequelas, no decorrer da caminhada de vida do cristão verdadeiro, na sala de espera, aqui mesmo na terra, símbolo do Reino de Deus. No entanto, ressalte-se, necessário se faz armado o aparato espiritual por um corpo de Cristo unido verdadeiramente pelos propósitos divinos de salvação.

A igreja de Jesus, unida num só corpo e num só Espírito, como determina a Sagrada Escritura, a partir da descida do Espírito Santo em Pentecostes, faz de si própria, manifestado pelo Espírito, um instrumental fortíssimo contra o poderio dos principados e potestades, dominadores deste mundo injusto, como, aliás, já antevisto na própria palavra de Deus.

Aceitando a palavra de Deus a respeito da fé nestas coisas, a transformação dos da nossa própria casa, e bem assim dos da vizinhança, é consequência natural do poder do Espírito, mais ou menos tarde externado com honras e glórias ao nosso Senhor Jesus.

Em toda igreja de Jesus que houver unidade de espírito, o Espírito Santo de Deus estará presente, praticando variados e extraordinários milagres. Caso contrário, ausente o Espírito de Deus, não haverá uniformidade de desígnios, a igreja não será considerada um só corpo, e os seus membros não atingirão os benefícios da fé em face da pouca espiritualidade.

Desde pequenos aprendemos uma cultura religiosa que tenta nos incutir o papel de acusador do Senhor Jesus. Isso é uma mentira das mais preconceituosas e merece ser expungida, porquanto o Espírito Santo figura como representante de Deus, aqui na terra, e exerce, neste mister, o papel de perdoador, dada a misericórdia infinita do Senhor Jesus quanto aos seus pecadores.

Na verdade, o que o Espírito Santo faz, mais naqueles que o têm, é convencer das nossas transgressões, dos nossos pecados ou das nossas falhas, por mais ínfimas que elas sejam, e, dentro em pouco, derramar sobre nós a sua misericórdia.

O Espírito Santo, em boa medida, nos convence de qualquer delito. Com este entendimento claro e bem definido, pela palavra de Deus, a respeito do arrependimento e do convencimento dado pelo Espírito Santo, por certo que o pecador não se acovarda diante de uma acusação e condenação vindas dos seres humanos, sem a representação santa do Espírito, único titular exclusivo do poder perdoador.

É lógico e de bom senso que não devemos tolerar qualquer iniquidade vinda das obras da carne, sendo certo que um mínimo de repreensão, quando autorizada pelo Espírito Santo, nos é cobrada da parte de Deus, que quer que Seus filhos andem em comunhão e unidade, na presença sempre constante do Espírito Santo. Uma correção unilateral destas, sem o permissivo do Espírito, certamente levará a uma consequência indesejada por todos, podendo surgir complicações nos relacionamentos, principalmente os bloqueios relacionados à ira e ao afastamento da igreja, além de sérias repulsas ao evangelho e a tudo que vem de Deus.

A repreensão verdadeira que vem de Deus, longe de se constituir em pressão para o arrependimento genuíno, traz para o pecador uma autêntica fé de que foi perdoado e a ferida curada, não deixando qualquer cicatriz. Demais disso, quando agimos a bem de uma repreensão necessária e desautorizados pelo Espírito, o fazemos sempre como inquisidores, juízes donos da razão e do pleno conhecimento das leis de Deus, quando, na verdade, o arrependimento genuíno traz, como fundamento, apenas o amor, a bondade e a necessidade de salvação, não para podermos ser considerados melhores.

Neste ponto, ainda é bom lembrarmos de que o Senhor Jesus veio a este mundo para perdoar e não para acusar, sendo o papel de inquisidor exclusivamente pertencente a Satanás.

Agindo diferentemente disso, estaremos subvertendo o papel do Espírito Santo em nós, que é de usar de misericórdia com os cristãos decadentes ou que se acharem em falhas, no intento de trazermos de volta aquela ovelha perdida ou afastada dos planos de Deus.



Sérgio Renato de Mello

Sérgio Renato de Mello

Defensor Público do Estado de Santa Catarina.


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