O “ficar” e o “eu escolhi esperar”

A única forma de vencer os extremos é com o equilíbrio.


O "ficar" e o "eu escolhi esperar"

Tem dois extremos rolando por aí: um proibe o jovem de “ficar” porque o beijo na boca pode te fazer se envolver emocionalmente antes de conhecer o caráter e blá, blá, blá. O outro extremo não se preocupa com a questão do “ficar”, você tem liberdade, e santidade não se faz com privação, explicam.

Primeiro, vamos balancear os extremos. Porque as Escrituras ensinam que santidade se faz sim com privação, em 1Ts 4.7, santidade é o contrário de impureza, ou seja, você se priva de coisas impuras e procura as coisas puras, isso não é difícil de entender.

Além disso, os discípulos tiveram que se privar de uma forma de vida, deixando muitas coisas para partilharem do reino de Deus, não eram indiferentes as pessoas, mas sal e luz em meio a “escuridão”. Poderia acrescentar que Paulo entregou diversas listas explicando do que as pessoas deveriam se privar, como a inimizade, ciúme, ira, divisões, prostituição, lascívia e etc (Gl 5.20-21). Por isso, o extremo que diz que santidade não se faz com “privação” não tem um argumento bem plausível.


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Mas claro, o outro extremo também viaja nas ideias quando tenta impedir alguém de “ficar” com o papo de sentimentos e com manuais de “qual a pessoa certa para sua vida”, isso porque nem sempre quem fica orando 2 anos antes de dar o primeiro beijo terá um final feliz. Claro que não é um beijo antes ou depois do namoro que garantirá a sua felicidade, claro que não há regra de “propósitos de oração” antes de “ficar” para que se alcance um sucesso no relacionamento.

A única forma de vencer os extremos é com o equilíbrio. O problema é que muitos que aprovam o “ficar” tentam usar o Evangelho para justificar seus prazeres, carências e a moda de beijar simplesmente porque atraí. E muitos do lado do “escolhi esperar” se iludem com uma falsa espiritualidade complicando as coisas e muitas vezes destruindo relacionamentos (não é regra ambos os casos, estamos falando de forma geral). Por isso, o Evangelho é fascinante, a religião te dá regras de como viver, o Evangelho te ensina a viver.

Por isso, nunca tente justificar seus atos com as Escrituras. Se você quer viver de uma forma, viva, mas não tente justificar seu estilo de vida e impor aos outros. A religião faz muito isso, mas os que ensinam uma “liberdade” também o fazem. Se você “fica” simplesmente porque gosta de beijar, porque pensa que essa é a forma de se conhecer alguém ou por carência, o faça, mas o Evangelho não ensina esse estilo de vida.

Se você quer orar anos antes de dar um beijo em uma pessoa, quer fazer “a corte”, quer que seu parceiro(a) seja um “santo(a)” antes de iniciar um compromisso, o faça, mas o Evangelho não ensina esse estilo de vida.

O Evangelho te deixa viver, te deixa escolher, te dá sabedoria, graça, coerência. Então viva, pense bem nas suas escolhas, se valorize, mas pelo amor de Deus, não tente justificar a forma que você acha boa viver com o Evangelho. O Evangelho não cabe na sua opinião, leia muito ele e viva a vida, você viverá feliz dessa forma.



Victor Santos

Victor Santos

Victor dos Santos, mora em Santo André-SP. Blogueiro (Vida ao Inverso). Bacharel em Teologia pela Universidade da Bíblia, graduado em Logística pela Uniban e estudante da PUC SP.


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