O que tem a ver os ímpios com a perdiz?

“E se o ímpio morrer cheio de riquezas?”


O que tem a ver os ímpios com a perdiz?

Vivemos num mundo em que, se alguém tem muitas posses materiais, ele é considerado próspero. Essa visão fundamenta-se numa cosmovisão meramente materialista. Assim sendo, se uma pessoa só procura satisfação em coisas terrenas, logo, para ela, a realidade espiritual não tem importância alguma.

Para os ímpios ambiciosos, o mais importante é terem bens em abundância: dinheiro, veículos, mansões, apartamentos, etc. O resto fica para depois. Nesse caso, o dinheiro, para elas, é o seu deus supremo.

Na Bíblia, encontramos um personagem com essa filosofia de vida. Em Lucas 12.16-20, Jesus narra uma parábola acerca de um homem rico materialista:


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O campo de um homem rico produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos? E disse: Farei isto: destruirei os meus celeiros, reconstruí-los-ei maiores e aí recolherei todo o meu produto e todos os meus bens. Então, direi à minha alma: tens em depósito muitos bens para muitos anos; descansa, come, bebe e regala-te. Mas Deus lhe disse: Louco, esta noite te pedirão a tua alma; e o que tens preparado, para quem será?

Podemos observar nesse homem uma acentuada preocupação com o crescimento material. Em nenhum momento de sua prosperidade ele faz menção de Deus, apesar de o Senhor ter mandado chuvas para a sua plantação e ter-lhe permitido uma boa colheita (Mateus 5.45). O texto sagrado diz que sua produção e seu granjeio foram violentos: “O campo (…) produziu com abundância. E arrazoava consigo mesmo, dizendo: Que farei, pois não tenho onde recolher os meus frutos?”.

Todavia, o Senhor fez-lhe uma reprimenda, chamando-lhe de “louco” (v. 20). Isso mesmo, todos aqueles que priorizam as riquezas são “sem juízo” diante de Deus.

Biblicamente, entendemos que os tesouros dos ímpios servem-lhe de verdadeiras armadilhas. Na verdade, os impiedosos são como a perdiz: “Como a perdiz que choca ovos que não pôs, assim é aquele que ajunta riquezas, mas não retamente; no meio de seus dias, as deixará e no seu fim será insensato” (Jeremias 17.11).

Mas alguém pode indagar: “E se o ímpio morrer cheio de riquezas?”. O apóstolo Paulo responde: “Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele” (1 Timóteo 6.7). Consequentemente, restará ao ímpio tão somente o caixão de defunto e o túmulo sombrio. Dali para a frente, o caso é eternamente funesto.



João Paulo Souza

João Paulo Souza

Assembleiano. Possui licenciatura plena em Pedagogia e, atualmente, cursa pós-graduação em Coordenação Pedagógica.


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