O silêncio da pornografia

As histórias se repetem todos os dias.


O silêncio da pornografia

Eu tentei tudo, eu fui atrás de todas as coisas que vocês podem imaginar. Mas aqui vamos nós de novo…

Meu noivado acabou e minha vida inteira está completamente arrasada. Hoje estou afundado em uma depressão e simplesmente não tenho mais esperança pra viver.

A pornografia e a masturbação com certeza têm culpa pela desgraça da minha vida.

Me ajudem!

A pornografia entrou em minha vida ainda muito cedo. Meu primo que era mais velho me mostrou aquilo, eu tinha uns 12 anos, nem sabia exatamente o que era. Só sei que era algo que me despertava. Depois que vi a primeira vez, aquelas imagens ficaram em minha mente e eu queria ver todo dia. Aprendi a me masturbar e que podia me dar prazer. Hoje com 35 anos, não consigo me livrar. Tive vários relacionamentos fracassados e hoje um casamento em frangalhos. Parece que preciso de uma dose todo dia para viver. E pra completar, sou diácono.

Se puderem fazer algo por mim. Muito obrigado!

As histórias se repetem todos os dias. O desespero da alma daqueles que lutam secretamente contra essas práticas tem conduzido todos os dias dezenas, centenas de irmãos e irmãs ao fracasso emocional, espiritual e destruído lares. Até quando iremos cruzar os braços para essa realidade que nos assola tão de perto? Até quando nós Igreja iremos fechar os olhos como se estivéssemos em profunda adoração apenas para não nos comprometer com a dor do outro?

Nos preocupamos tantas vezes em como encher os templos enquanto o verdadeiro templo tem sido destruído.

Especialistas no assunto consideram que há boas razões para se acreditar que o número de evangélicos no Brasil viciados em pornografia é preocupante. Para eles, não é exagero dizer que, provavelmente, mais de 10% dos evangélicos no Brasil são consumidores de pornografia. Uma pesquisa feita por Josh McDowell em 22 mil igrejas americanas revelou que 10% dos adolescentes haviam aprendido o que sabiam sobre sexo em revistas pornográficas, e 42% deles disseram que nunca aprenderam qualquer coisa sobre o assunto da parte de seus pais. Outros 10% confessaram ter assistido a um filme de sexo explícito nos últimos seis meses.

Os materiais pornográficos podem ser encontrados e consumidos facilmente tanto no Brasil como em outros paises em diversas formas: cinemas, canais abertos de televisão, DVD’S, livros, revistas, vídeo games e até mesmo em exposição de arte erótica, entre outros. No Brasil, cerca de 08 milhões de cópias de revistas pornográficas circulam mensalmente.

Um grupo seleto de pesquisadores americanos nas áreas de psiquiatria, psicologia, sociologia, neurofisiologia, filosofia, direito e teoria política apresentaram um panorama rigoroso sobre o impacto da pornografia sobre a sociedade, publicado no livro The Social Costs of Pornography ( Os Custos Sociais da Pornografia), pelo Instituto Witherspoon. O estudo aponta para o aumento significativo do consumo de pornografia devido à facilidade com que esse tipo de material tem sido ofertado na Internet. O estudo mostra também que os jovens têm tido acesso com muita facilidade a esses produtos.

Entre os profissionais envolvidos no projeto encontra-se Mary Anne Lyden, diretora do Programa de Trauma Sexual e Psicopatologia da Universidade da Pensilvânia. A pesquisadora afirma que o consumo contínuo desses produtos leva com frequência a algum tipo de patologia. Pela primeira vez o DSM 5, manual utilizado para fazer diagnósticos psiquiátricos, vai incluir as dependências de sexo e da pornografia como doença. Ela observou que a natureza realista e acessível de pornografia na Internet pode levar ao vício, e pode ser tão grave a ponto de levar os usuários a perderem seus casamentos, famílias e empregos*

O vício da pornografia é como uma droga ou álcool, o viciado quebra os limites morais e seus valores pessoais. Um dos resultados disso é a destruição do nosso relacionamento com Deus.

As raízes para este mal são as mais diversas, e seja qual for, é necessário ser tratada e porque não dizer, cortada. Algumas plantas só morrem quando destruímos a raiz.

Precisamos identificar esses gatilhos e tratar com profundidade, a fim de experimentarmos profundidade também em nossos relacionamentos.  O vicio da pornografia é um sintoma superficial de problemas mais profundos, como problemas emocionais e relacionais. Essas raízes precisam ser descobertas, confessadas e tratadas para que assim sejamos curados pelo Senhor Jesus.

Com esses dados quero chamar a sua atenção para esse mal que nos rodeia todos os dias, rodeia nossas casas, relacionamentos, nossas igrejas, nossa vida.

Esse mal está diante de nós, batendo em nossas portas e muitos já abriram permitindo-o entrar e agora não conseguem mais manda-lo embora.

Alguns já se acomodaram com a sua presença, outros insistem para que ele se vá, porém estão fracos e desanimados, esgotados de lutar e parecer ser em vão.

A verdade que, uma vez aberta à porta para a pornografia, nos tornamos refém dela.

Cada vez mais doses precisaremos para nos manter “vivos”. Nos tornamos caçadores do prazer, um adultero ou fornicador virtual, nossos olhos sempre atentos, nossos dedos como que com comichões, coçando para quem em clicks achemos aqueles vídeos e materiais que nos prendem durante horas diante da tela, enchendo nosso ego, nossa mente de prazer e nos levando a culminar num orgasmo que por um momento parece que fomos elevados ao céu.

Pronto, acabou! Agora acordamos e nos sentimos sujos, fracassados, culpados, envergonhados. Decepcionamos Deus mais uma vez.

Esse é o ciclo que se repete todos os dias. Promessas de que não faremos mais, que buscaremos a Deus, que nos santificaremos e quando nos deparamos, estamos diante das telas do podre prazer novamente.

Deus declara que o seu povo tem a tendência de satisfazer a sede, não com a água de seus rios de águas vivas, mas tomando água contaminada das latrinas feitas pelo homem (Jr 2:13). Esta metáfora aplica-se, particularmente, aqui mesmo, onde homens como Tom Leykis, Dr. Drew e Howard Stern, junto com uma legião de fornecedores de revistas masculinas e pornografia, enriquecem vendendo copos d‘água de privada pelo país afora para homens sedentos, dentre os quais muitos que se declaram filhos de Deus.

Enquanto isso, a igreja, única com acesso à água viva da perfeita palavra de Deus, tem fracassado totalmente quando ao ensino sobre a masculinidade em todas as áreas da vida do homem, especialmente no que diz respeito a sua sexualidade.

Em 1 Coríntios 10:8, Paulo diz, ― Não pratiquemos imoralidade, como alguns deles fizeram e num só dia morreram vinte e três mil‖. Referindo-se ao Deus do Êxodo, Paulo nos avisa que, no passado, muitas vezes Deus ficou tão enojado com o pecado sexual, que exterminou multidões de pervertidos tanto no deserto como em lugares como Sodoma e Gomorra.

A verdade é que esse mal tem destruído casamentos, afetado relacionamentos e levado cada dia mais homens, mulheres, líderes e pastores ao declínio moral, sexual e espiritual.

Se você tem enfrentado esse mal, chegou a hora de parar! Busque a Deus, busque ajuda, confesse. Somente através do reconhecimento e da confissão é possível encontrar graça para vencer, sozinhos nunca seremos relevantes nesse processo.

O que Deus tem para cada um de nós é algo especial, saudável e sem culpa. Deus planejou relacionamentos saudáveis, profundos e o sexo para a intimidade do casamento.

Estamos diante de escolhas,  Beber da fonte das águas vivas ou mergulhar na lama e na podridão dos lagos rasos da pornografia.

Faça a sua escolha! E se precisar de ajuda, conte conosco.

Entre em contato através do e-mail: [email protected]

Referência Bibliográfica:  Erika Strassburger 10 Coisas para saber sobre a pornografia* Mark Driscoll – Sexualidade e Reformissão



Elder Rangel

Elder Rangel

Elder Rangel, 32 anos, natural de Campos dos Goytacazes – RJ, membro da Igreja Batista Torre Forte, formado em Teologia pela FABERJ (Faculdade Batista Estado Rio de Janeiro) e Gestão de Pessoas pela Universidade Estácio de Sá, Missionário de Jocum – Jovens com Uma Missão e atua em aconselhamento, treinamento para liderança e discipulado.


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