O verdadeiro valor da mulher

Onde houver uma mulher, saiba de uma coisa: ali está uma expressão viva da graça de Deus.


O verdadeiro valor da mulher

Esta data comemorativa (08 de março) possui o seu significado originário do campo político. Representa uma luta por igualdade de direitos, tanto trabalhistas quanto civis. A primeira celebração se deu em 28 de fevereiro de 1909, nos EUA, e nos anos seguintes houve uma sequência destes movimentos em outros países da Europa, com manifestações e protestos no fim de março, na conhecida semana “Comuna de Paris”.

Tais manifestações se aliavam ao movimento socialista, que lutavam por igualdade de direitos econômicos, sociais, trabalhistas e também políticos. Em 1917, na Rússia, aconteceram manifestações de trabalhadoras por melhores condições de trabalho e contra a entrada do país na Primeira Guerra Mundial. Tais protestos sofreram brutal repressão, o que influenciou diretamente no início da Revolução Russa de 1917.

Há um mito de que houve uma greve de mulheres trabalhadoras do setor têxtil em Nova York (1857), onde foram reprimidas pela polícia ou mortas num incêndio criminoso na fábrica (estas duas versões diferentes foram difundidas), mas o problema é que as autoras da versão da explosão eram feministas francesas que intentavam tornar a data desvinculada da história da luta socialista. A intenção era que o movimento pudesse tornar-se como parte de uma luta global por direitos humanos, e não meramente de uma classe de cidadãs de alguns países da Europa e dos EUA.

Mas este mito não possui provas o suficiente para ser tido como um evento real, reconhecido por todos historicamente. Então não devemos considerar como história, mas estória.

A ONU entrou em cena em 1977, designando o Dia Internacional da Mulher, para lembrar as conquistas sociais, políticas e econômicas das mulheres. De lá pra cá, a data é celebrada todo dia 08 de março.

O que quero atentar é que a data simboliza uma demanda da humanidade que se sujeita a desígnios finitos.

Porém, a mulher é contemplada por Deus desde a fundação do mundo.

Após criar o primeiro homem, viu que “não era bom que ele fosse só”. Se não era bom, era ruim. Então, podemos crer que Deus concluiu que o homem só poderia ser homem todo quando encontrasse a mulher. E isso é narrado logo no início da criação (Gênesis 1 e 2).

A mulher tem um papel fundamental na história redentiva divina. Desde Tamar, que preservou a semente reprodutiva de Judá até Maria, o processo da salvação da humanidade participou efetivamente a figura feminina. Eva mesmo aponta para a esperança, quando gera o seu terceiro filho (Sete), que é da genealogia de Jesus. As mulheres são a certeza de que a espécie humana perdurará e encontrará a imortalidade para além dos meios biológicos – pelo meio sobrenatural.

A gravidez de Maria é uma cena única e imortal. Nasce dela o que é desde sempre. Veio, do ventre humano de uma virgem, o próprio Deus. Ele encarnou através de uma mulher e por meio dela pôde adentrar a História e redimir tudo. Portanto, Deus escolheu a mulher desde o início para participar do processo redentivo de toda a espécie humana.

O que quero nesta reflexão é tirar o foco da história que se contabiliza e se preserva com a mente limitada do homem e tentar fazer o leitor adentrar na história que não se pode contabilizar nem se preservar, pois está toda em Deus e ele mesmo a escreve. Quero que você veja a soberania de Deus agindo em favor da mulher desde o início e colocando-a num lugar especial, de profundo valor e beleza, da qual ela foi pelo Senhor escolhida para estar.

As nossas mães, filhas, irmãs e esposas, de perto ou de longe, conhecidas ou desconhecidas de nós, são a expressão maravilhosa do amor de Deus por este mundo e a garantia de seguiremos existindo. Elas sustentam a sociedade desde antes de 1909; sustentam desde de que o homem foi criado. Elas devem ser amadas e não usadas; cuidadas e não abusadas; devem ser vistas como pessoas com dignidade inerente e não produtos de consumo futilizado e relativizado. Não houve mundo sem a mulher, e não haverá. Sempre precisaremos do leite materno, das mãos habilidosas e das mentes criativas da mulher. Sua meticulosidade e perfeccionismo adornam as relações diversas da humanidade. O seu consolo é indispensável. Sua delicadeza sustém a alma do outro. Elas permanecem dando sentido à criação. Elas continuam representando a real ESPERANÇA.

E onde houver uma mulher, saiba de uma coisa: ali está uma expressão viva da graça de Deus.



Maycson Rodrigues

Maycson Rodrigues

32 anos, é casado com Ana Talita, bacharelando em Teologia pela Unigranrio e colunista no site Gospel Prime. É pregador do evangelho, palestrante para família e casais, compositor, escritor, músico, trabalha no ministério de adolescentes da Igreja Batista Betânia e no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Recentemente publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.


Deixe seu comentário!