Ordem e decência no culto: comecemos pelo respeito aos horários!

O Deus de ordem e decência realiza seu tratar dentro dos parâmetros determinados por Ele mesmo.


Ordem e decência no culto: comecemos pelo respeito aos horários!

Infelizmente temos visto despreparo e desconhecimento no culto público praticado em algumas igrejas. Creio que nossos irmãos possuem a melhor das intenções, mas lhes falta um debruçar dedicado à Palavra.

Deus exige ordem e decência no culto a Ele, porque estes princípios Lhe são caros. Ele não abre mão deles. As verdades do Senhor são absolutas. Ele é quem recebe a adoração e o ato de culto, cabendo a Ele determinar de que forma este culto deve ser prestado.

Temos aqui já um ponto digno de menção. Se quero prestar um culto verdadeiro ao Senhor, não me cabe decidir de que forma quero adorá-lo, mas sim, preciso buscá-lo da forma que Ele deseja ser adorado.


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E Ele o quer com ordem e decência, como explicitou em sua Palavra.

Não existe ordem e decência num culto que não tem horário para começar ou terminar. O horário projetado para um culto deve ser rigorosamente respeitado.

Atrasar um culto para esperar mais gente é desdenhar do cultuado. Protelá-lo além do estabelecido é assumir que ocorreram coisas na reunião que não deveriam ter acontecido se o estivesse Senhor à frente, ou, dizendo de maneira mais clara, ocorreram coisas que não provieram de Deus, mas da carne.

O Deus de ordem e decência realiza seu tratar dentro dos parâmetros determinados por Ele mesmo. Se o tempo vigente de culto não é suficiente para cumprir todos os compromissos da reunião, das duas uma: ou o pastor da igreja não consultou o Senhor a respeito do tempo de culto, ou está permitindo que coisas alheias ao ato aconteçam.

Alguns pensam que estender um culto indefinidamente demonstra que “não querem sair da presença do Senhor”. Esta ideia, vista pelo lado reverso, suscita a constatação de que, para estes, sair da igreja representa deixar Deus lá. Pensam estes que o Senhor habita em templos feitos por mãos humanas?

Não tiveram eles a experiência de sair de um culto nutridos da presença de Deus, aptos a permanecer neste estado por toda a semana?

Estes alongadores já pararam para pensar nas irmãs que não possuem maridos convertidos, maridos estes que as esperam em casa no horário definido para término do culto? E nos jovens que não tem pais na igreja, será que pensaram? Qual a responsabilidade da igreja do “o culto vai até quando Deus mandar” com estas pessoas?

E os cultos noturnos que se estendem além dos horários apropriados, irritando vizinhos, dando péssimo testemunho, colocando a congregação em papel de vilania ante a vizinhança, com som alto, gritarias e estripulias frívolas que recaem na carnalidade?

Que representatividade esta igreja possui no meio em que está inserida? Qual seu papel de Embaixada do Reino?

Creem estes que o Deus onipotente se impacta com despautérios? Que aquele que disse a Moisés “Eu Sou” através de uma sarça que ardia sem se consumir, aprova que os seus ajam de maneira desordenada e inconsequente?

O culto público, reitero, é o ato de adoração a um Deus soberano. Tal adoração deve submeter-se aos desejos Dele.

Deve ter ordem e decência.

Na próxima semana, dentro do mesmo tópico, nos debruçaremos mais atentamente sobre I Coríntios 14 para abordar alguns excessos tratados como “unções” e “derramamentos” que não possuem estofo bíblico e são, na melhor das hipóteses, rebuliços carnais.

 



Renan Alves da Cruz

Renan Alves da Cruz

Renan Alves da Cruz é historiador, professor de Escola Bíblica Dominical e colunista de política e cultura do portal Voltemos à Direita.


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