Permaneça até o fim

Temos todos os motivos do mundo para andarmos só.


Permaneça até o fim

É tanta frustração que a vida nos permite lidar, tantos fracassos, tantas perdas… que chega a ser justo uma desistência de viver com alguém. Hoje temos milhares de pessoas dizendo “antes só do que mal acompanhado”. E a pergunta que não se cala é a seguinte: antes só do que mal acompanhado ou antes mal acompanhado do que só? Viver só, é bom? Não vou perguntar se viver mal acompanhado é bom, pois isso incorrerá em comentários dizendo que sou louco de fazer uma pergunta tão sem nexo.



No entanto, o que faz-se ante a este diagnóstico caótico? Vive-se a dois, mesmo sabendo que pode-se sofrer ou opta pela abstenção de se sentir dor, mas abriga-se na alma a solidão?

Creio que o caminho seguro de um relacionamento sadio está nas escolhas de cada um. Se eu escolho cuidar da minha esposa, isso resultará em algo. Se eu escolho ignorar a presença dela, algo vai acontecer também. Casamentos precisam de uma manutenção que eu chamo de “injeção de pequenas, mas permanentes atitudes”. O dia-a-dia é fundamental, mais até do que as datas comemorativas ou as publicações que bombam nas redes sociais. O dia-a-dia é a sala de aula onde o “aluno” é avaliado, aprovado ou reprovado.


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O que mais temos hoje são casais lindos na internet e feios no lar, pois o lar já nem pode mais ser chamado assim, uma vez que não há mais paz, nem alegria e nem fidelidade.



Casais estão falindo emocionalmente porque precisam de terceiros para “acontecer”, pois não conseguem se bastar.

Casais estão num processo exaustivo de “empurrar com a barriga” porque ambos não querem ceder no relacionamento e não querem se esforçar para mudar, a fim de que o outro seja beneficiado. Porém, se queremos de fato permanecer no amor, então é tempo de arregaçar as mangas e praticar o que já sabemos que deve ser feito na relação.



Desista de viver um casamento sublime e perfeito. Por favor!

Não opte pela solidão e não esmoreça por causa do defeito alheio, pois não se define ninguém que de fato se ama como uma “má companhia”. Seja flexível. Sim, exerça a flexibilidade no casamento e busque mais agradar a ela(e) do que a si mesmo. Faça um voto com a sua alma de permanecer no amor e não desistir nas primeiras e nem nas últimas adversidades.

Lute até o fim! Siga em frente pelo amor, mas tenha a consciência de que, na vida a dois, a responsabilidade do sucesso ou do fracasso no casamento não é de um, mas de ambos. Converse sobre isso com o seu cônjuge e decida recomeçar AGORA. Não pare de amar, mas vá até o fim. O amor é muito maior do que uma multidão incontável de pecados e Cristo é poderoso para mudar o coração de pedra num coração de carne. Sejam um no amor DELE.



Maycson Rodrigues

Maycson Rodrigues

30 anos, é casado com Ana Talita, estudante de Teologia Reformada e estuda Filosofia na UFRJ. É compositor, escritor e músico e trabalha no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Recentemente publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.


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