Por que a esquerda é contra a PEC?

A esquerda não quer criar cidadãos, mas, como diria meu saudoso avô, “vagabundos!”.


Por que a esquerda é contra a PEC?

O grande projeto da Esquerda, como todos já sabem, é tornar o Estado enorme, de modo que sufoque o setor privado e a população com sua extenuante carga tributária para que ele possa manter a corja que está, de forma direta, atrelada ao projeto político de poder. A PEC (Projeto de Emenda Constitucional), se aprovada, e promulgada, paralisa esse projeto absurdo pelos próximos 20 anos.

Com a aprovação da PEC, o que se vai ter é o estabelecimento de um teto “universal” para os gastos públicos, o que leva o executivo a ter de aprender a gastar de modo mais eficiente o que o país arrecada hoje. Com essa medida responsável, o país vai dar um recado ao setor privado, tanto interno quanto externo, de que os investimentos podem ser feitos no Brasil, pois o governo agirá responsavelmente na hora de gastar os impostos.

O que esse recado carrega ainda é a informação sublinhada de que o Governo, nesse período de vigência da PEC, não irá aumentar impostos, o que deixa os investidores tranquilos, pois qual é o investidor que quer montar um negócio hoje e, amanhã ou depois, ver o Governo aumentar ainda mais os impostos, tornando inviável a continuidade do seu empreendimento?


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O presidente Michael Temer já deixou bem claro que seu objetivo, nesses dois anos e pouco que lhe resta de governo, é colocar o Brasil nos “trilhos econômicos” para que o País volte a crescer – pois haverá investimentos privados – e que novos postos de empregos voltem a ser abertos (pelo menos 12 milhões de novos postos).

Segundo a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), cerca de 14,3 mil estabelecimentos do setor de supermercados, alimentos e bebidas fecharam as portas de janeiro a abril deste ano. O número é quase seis vezes maior do que o registrado no mesmo período do ano passado, quando 2,4 mil estabelecimentos encerraram suas atividades.

Um empregador que contrata um empregado hoje no Brasil, além de gastar com o pagamento do salário desse colaborador, terá um gasto adicional de cerca de 102% sobre o valor do salário pago ao contratado. Que estimulo o setor privado tem desse jeito, para fazer investimentos e criar postos de empregos? O que se precisa ainda fazer, além de estabelecer um teto para os gastos públicos, evitando que eles sejam tão altos, obrigando o governo a aumentar impostar e fazer crescer o Estado, é promover uma reforma tributária que seja favorável à criação de emprego.

A Esquerda não quer que isso aconteça, pois chegará ao fim da adulação, do “estado babá”. Acredito que os idosos que trabalham nesse modelo de Previdência Social vigente, precisam ter seus direitos garantidos. Mas é preciso que se faça uma reformulação. Muita gente, pensando pelo paradigma criado por esse modelo, pensa que quando a pessoa envelhece, só lhe resta o cemitério ou que ela fique presa em sua casa ou em um asilo. Conheço idosos que, mesmo aposentados, querem trabalhar, mas não encontram oportunidade de emprego e precisam viver com uma miséria de aposentadoria que mal dá para comprar os remédios.

A Esquerda gosta de padronizar, igualar as pessoas, mas só que é por baixo. A Esquerda esqueceu-se de onde saem os impostos para se pagar aqueles que verdadeiramente dependem do Estado – do setor privado, que não recebe incentivos.

E tem mais uma, para encerrar: os servidores públicos têm tantos privilégios, que 99% das pessoas, hoje em dia, não querem mais saber do setor privado, que é obrigado a pagar um salário baixo para não diminuir seu capital de giro, fazer investimento, para que possa manter o negócio funcionando.

A esquerda não quer criar cidadãos, mas, como diria meu saudoso avô, “vagabundos!”.



Fernando Pereira

Fernando Pereira

Jornalista e acadêmico dos cursos de História e de Teologia.


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