Que a mídia não vos engane facilmente

Que Deus nos dê a devida sabedoria para sabermos lidar com estas inverdades que são todos os dias empurradas goela abaixo pela agenda globalista de hoje em dia.


Que a mídia não vos engane facilmente

Esta semana, o bafafá se deu, em face de uma decisão da justiça federal aqui de Brasília que teria liberado a “cura gay”, por entender que a homossexualidade é uma doença. Isso foi noticiado à exaustão e replicado aos montes nas redes sociais. E para piorar a coisa, para variar, atribuíram a coisa aos “fundamentalistas evangélicos”, que teriam movido a ação.

Ora, nada mais mentirosa e falaciosa do que a mídia neste caso e creio que os irmãos devem tomar conhecimento do que, de fato, ocorreu.



O Conselho Federal de Psicologia baixou uma Resolução no. 001/99, que trata da forma como os psicólogos devem abordar a questão da orientação sexual. O seu artigo 3o diz que os psicólogos não exercerão qualquer ação que favoreça a patologização de comportamentos ou práticas homoeróticas, nem adotarão ação coercitiva tendente a orientar homossexuais para tratamentos não solicitados.

Além disso, os psicólogos não colaborarão com eventos e serviços que proponham tratamento e cura das homossexualidades. Ela continua VÁLIDA.

A decisão do magistrado permitiu apenas que os indivíduos egodistônicos possam procurar psicólogos a fim de receberem apoio psicológico na questão. Egodistônico, em psicologia, é o oposto de egossintônico e refere-sea pensamentos e comportamentos (por exemplo, sonhos, impulsos, compulsões, desejos, etc.) que estão em conflito, ou dissonantes, com as necessidades e objetivos do ego, ou, ainda, em conflito com a autoimagem ideal de uma pessoa.



Daí, dizer que o juiz considerou a homossexualidade uma DOENÇA, PATOLOGIA, como vi se falando na mídia é uma TOTAL MENTIRA.

Por outro lado, o termo “CURA GAY” é totalmente inapropriado, como popularizou-se na internet e na mídia, penso que até para ridicularizar o projeto. Cura pressupõe necessariamente uma doença e desde o início da década de 70, a homossexualidade não é mais colocada como tal na CID. Por outro lado, independente disso, mantem-se uma questão: Um psicólogo deve tratar um homossexual que manifeste a sua vontade de não ter tal condição? Tal orientação é, de fato, imutável?

Bem, no meu ponto de vista, a homossexualidade pode ter um componente genético (predisposição), porém, depende de sua interação com o meio, a educação familiar, a história de vida da pessoa. Pessoas do naipe de um Michel Foucault e André Gide (ambos homossexuais assumidos), Freud, Lacan, Jung e tantos outros não viam como algo imutável, determinístico. Basta ler seus grandes estudos sobre o tema.

Desta forma, cabe ao psicólogo analisar caso a caso e ver o melhor caminho, diante das demandas do cliente. Se ele ou ela é homossexual e se sente bem assim, isso é uma coisa. Seria o caso de criar mais estrutura psicológica para essas pessoas enfrentarem a rejeição e preconceitos.

Por outro lado, se a pessoa não aceita isso, penso que seria a questão de ver se aquela orientação sexual está mesmo consolidada ou a pessoa está apenas com confusão acerca do seu papel. Isto porque, sexualidade, ainda mais em jovens, não é muitas vezes algo exato, inquestionável, havendo inúmeras pessoas que atravessam conflitos grandes nesta área e precisam de uma ajuda do profissional, que pode dar uma grande colaboração.

Ocorre que, da forma como está a resolução do CFP, praticamente o psicólogo só daria o atestado “Gabriela” para seu cliente: Você nasceu assim, vai morrer assim. Que Deus nos dê a devida sabedoria para sabermos lidar com estas inverdades que são todos os dias empurradas goela abaixo pela agenda globalista de hoje em dia.



Leandro Bueno

Leandro Bueno

Procurador da Fazenda/Professor. Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil


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