Que conselho você daria ao seu substituto?

Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. (Josué 1:1,6)


Que conselho você daria ao seu substituto?

Josué foi substituto de Moisés. Andou muito tempo com ele, e na hora H – assumir a liderança – não podemos afirmar, mas deduzimos que ele estava temeroso, pois a mensagem ele recebe é de encorajamento; talvez por estar inseguro com o peso da missão. Moisés, aquele que tinha intimidade com o Eterno, surpreendentemente não deixou conselho a ele, tão somente “(…) tinha posto sobre ele as suas mãos; assim os filhos de Israel lhe deram ouvidos, e fizeram como o Senhor ordenara a Moisés”. (Deuteronômio 34:9).

O próprio Deus fala com Josué aconselhando-o – num entendimento de que a liderança de Josué seria diferente a partir dali – vai ressaltar uma virtude de Josué, a coragem (basta lembrar do episódio do relato dos espias que voltaram de Canaã, todos se acovardaram diante do que viram, no entanto Josué e Calebe demonstraram uma visão de homens corajosos e prontos para a batalha).

E sucedeu depois da morte de Moisés, servo do SENHOR, que o SENHOR falou a Josué (…)
Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria. (Josué 1:1,6)


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Deus não coloca nas costas de Josué o peso do legado de Moisés, nem tenta influenciá-lo ou pressioná-lo. O povo, por sua vez reconhece sua liderança e submete-se.

Então responderam a Josué, dizendo: Tudo quanto nos ordenaste faremos, e onde quer que nos enviares iremos.
Como em tudo ouvimos a Moisés, assim te ouviremos a ti, tão-somente que o Senhor teu Deus seja contigo, como foi com Moisés. (Josué 1:16,17)

No caso do rei Davi, se dá uma atualização do conselho dado por Deus a Josué; há um deslocamento do eixo da submissão ao Eterno para a continuidade do seu reinado. Davi chega a aconselhar seu herdeiro, Salomão, sobre temer a Deus e guardar seus estatutos (1Reis 2:3) mas vai acrescentar, sabendo que após sua partida o cenário político não iria se alterar e o novo rei teria que conviver com as mesmas “raposas de gabinete”, aconselhando o filho a tomar cuidado com cada um dos que impediram ou de alguma forma prejudicaram que seu reinado fosse melhor, direcionando no que fazer, já que ele próprio não tinha conseguido.

Comparados tais conselhos com os do Senhor Deus eles não se restringem à dependência do Eterno e tornam-se afetados por adendos, já que a história de Salomão se inicia atrelada e com o peso do legado do pai e com a missão de concluir algumas de suas tarefas (vide, dar cabo aos nomes que ele aponta).

E você, que conselho daria ao seu substituto? Ou nem preparou um ainda? Não custa lembrar que nada dura para sempre. A humildade manda dizer que há pessoas muito mais capacitadas à disposição; seu cargo é por graça e misericórdia do Altíssimo. Ou não? Ser escolhido demonstra a superioridade de quem pode escolher.

Tão importante quanto preparar um sucessor, é proceder a transição correta da liderança. Se é de Deus, que permaneça sendo dele.



Moisés C. Oliveira

Moisés C. Oliveira

Formado em Letras (Literatura Inglesa e Portuguesa), pastor assembleiano, professor da EBD e de teologia, residindo em São José, SC.


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