Queremos, não temos… mas pagamos por

Está mais que na hora de acordarmos para retirar o país das mãos dessa gente malfadada.


Queremos, não temos... mas pagamos por

A realidade dos brasileiros das classes “B”, “C” e “D” no Brasil, que no seu conjunto compõem a parcela da população que mais sofre em decorrência da vasta e pesadíssima carga tributária, têm negado, quase que diariamente, o direito de receber em serviços de qualidade o retorno do dinheiro que lhes são tirado a força quando compram desde uma bala a um pacote de arroz no supermercado.

Constantemente se vê nos jornais as notícias de pessoas que acabaram mortas vítimas de algum assaltante. E isto se dá com pessoas de todas classes sociais, que pagam por um serviço de segurança pública, mas não o tem, pois o dinheiro “suado” que sai de seus bolsos, é mal aplicado, é roubado, ou então é usado para conferir altíssimos salários à poucos.



Os brasileiros, que lutam dia e noite para pagar aluguel, pagar luz, energia e fazer a compra do mês, acaba ficando sem condições se quer, em sua maioria, de fazer uma reforma em sua casa, construir uma melhor, se mudar para uma zona mais nobre, pois se for fazer economia com o Paulo que ganha, será preciso deixar de comprar remédios, o leite dos filhos, o pão para o café da manhã, a “mistura” para o almoço e janta.

Mas esse mesmo cidadão contribuinte vê, nas zonas nobres da cidade, construções suntuosas que foram feitas para abrigar aqueles que, em definitivo ou de forma temporária (os eleitos), vivem às custas dos impostos.

O cidadão de classe baixa quando rouba é levado para a cadeia de pronto, seu rosto é exposto nos noticiários, e a pecha de ladrão lhe tira o direito de voltar a ter dignidade novamente. O político quando rouba e é descoberto, dá uma declaração desavergonhada, se diz vítima de perseguição e, quando vai preso, sai assim “poeira baixa”.



O brasileiro paga (obrigado/forçado) por uma realidade melhor, a quer, mas não a tem. Até quando? Até o dia em que deixarmos de permitir o afloramento da vontade de obter vantagens estritamente pessoais na hora de escolher um candidato para podermos escolher aquele que, ainda que não seja do partido que nos agrade, tenha bons projetos para a cidade, para o estado e para o País;Até o dia em que pararmos de escolher candidatos que se mostraram perniciosos em outros mandatos; Até o dia em noa desliguemos das programações de mero entretenimento (que produtos banais que nos “embabacam”) e nos enveredemos pelo caminho da busca do saber, para que deixemos de lado o “trouxismo” e abracemos a sensatez.

Toda nossa revolta, que poderia ser usada como combustível para nos fazer ir em busca de dias melhores, é esquecida em nosso momento de ócio diante de uma televisão vendo algum programa mostrar bizarrices. Tudo que nossos políticos querem, assim como aqueles que tem negociatas com a política, é que continuemos a ser esse “gigante deitado em berço esplêndido”. Está mais que na hora de acordarmos para retirar o País das mãos dessa gente malfadada.



Fernando Pereira

Fernando Pereira

Jornalista e acadêmico dos cursos de História e de Teologia.


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