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O que significa Pentecostes na Bíblia?

Entenda a conexão dessa festa com o Judaísmo, o Cristianismo e, especialmente, o Pentecostalismo.


O que significa Pentecostes na Bíblia?

No antigo calendário israelita estão relacionadas três importantes festas (Ex 23.14-17; 34.18-23): a primeira é a Páscoa, celebrada junto à dos Pães Asmos; a segunda é a Festa das Colheitas ou Semanas que, a partir do domínio grego, recebeu o nome de Pentecostes; finalmente, a festa dos Tabernáculos ou Cabanas. O povo de Deus é de fato um povo festivo!

Neste artigo, de forma objetiva falaremos da segunda festa, a de Pentecostes, objetivando explicar a conexão dessa festa com o Judaísmo, o Cristianismo e, especialmente, o Pentecostalismo.

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No contexto judaico

A palavra Pentecostes é de origem grega (pentekoste), e significa “quinquagésimo”, referindo-se ao quinquagésimo dia depois da Páscoa, e marcava o final da colheita de cevada.

Também conhecida como a Festa das Semanas, Festa das Primícias ou Festa da Colheita, Pentecostes era a festa judaica na qual os judeus estavam obrigados a se dirigirem ao tabernáculo ou templo (Ex 34.22) para:

  1. Oferecer a Deus, através da mediação do sacerdote, os primeiros frutos da colheita e também sacrifícios de animais, reconhecendo assim o absoluto domínio do Senhor sobre todas as coisas e sua terna provisão;
  2. Trazer à memória e celebrar a doação da Lei no monte Sinai, que ocorreu no 50° dia depois da saída do povo hebreu do Egito.

As principais referências e detalhes da festa de Pentecostes na Bíblia são encontradas em Êxodo 23.16; 34.22; Levítico 23.15-21; Números 28.26-31; Deuteronômio 16.9-12 e 2Crônicas 8.13.

No contexto cristão

O dia de Pentecostes tem um valor histórico muito importante para os cristãos, pois foi o dia escolhido por Deus para derramar de modo inaugural o seu Espírito sobre os cristãos (At 2), dando início assim à Igreja do Senhor Jesus, como ele prometera (Mt 16.18; Conf. Joel 2.28,29 e Atos 1.8).

Se o Pentecostes para os judeus representava a festa da entrega da Lei no Sinai e a gratidão pela colheita dos primeiros frutos da terra, para os cristãos esta festa se tornou simbólica por ser a doação do Espírito de Deus com seus maravilhosos dons em Jerusalém e também por ser a colheita dos primeiros frutos da igreja, onde cerca de três mil almas foram convertidas na pregação do apóstolo Pedro. (At 2.41)

Entretanto, a celebração da festa de Pentecostes propriamente, conforme regulamentação da Lei de Moisés, foi ordenada aos judeus, não aos cristãos, apesar que muitos cristãos (especialmente católicos) celebram esta festa, de modo adaptado.

No contexto pentecostal

Em nenhum lugar do Novo Testamento se intitula algum cristão como “pentecostal”. Entretanto, a partir do início do século 20, após a explosão do avivamento espiritual na Rua Azusa (1906-1909), em Los Angeles, Estados Unidos, sob e liderança de William Joseph Seymour, este título tornou-se muito comum entre os cristãos evangélicos.

Historiadores pentecostais contam que este título “pentecostal” foi, na verdade, atribuído inicialmente por irmãos de outras denominações que não concordavam com o “movimento das línguas” e que queriam zombar dele. Os irmãos seguidores do avivamento Azusa, porém, diziam estarem vivendo legitimamente a mesma experiência que a igreja viveu no dia de Pentecostes, onde o Espírito foi derramado e 120 crentes falaram em outras línguas. Os adversários, não acreditando na “restauração” dos dons espirituais, passaram a taxa-los ofensivamente como “pentecostais”.

Todavia, o adjetivo foi recebido sem ressentimentos, e pegou! Daí passou-se a chamar “avivamento pentecostal” ou “movimento pentecostal” e “igrejas pentecostais” ou “cristãos pentecostais” – por acreditarem que a mesma experiência do Pentecostes, no que concerne ao derramamento do Espírito Santo com dons, é uma experiência repetível. Portanto, o título de “pentecostal” está mais ligado ao evento cristão registrado em Atos 2 do que aos festejos judaicos regulamentados na Lei mosaica.

Hoje, pentecostais já somam mais de 800 milhões no mundo todo em pouco mais de cem anos da ocorrência do avivamento pentecostal.



Presbítero da Assembleia de Deus em Campina Grande-PB. Coordenador de Escola Bíblica Dominical. Autor do livro A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira.

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