Lição 2 – A salvação na Páscoa judaica

Subsídio para Escola Bíblica Dominical da Lição 2 do trimestre sobre "A obra da salvação".


A salvação na páscoa judaica

Neste domingo, dia 8 de outubro, em todas as igrejas evangélicas do país que utilizam o currículo de Escola Dominical da editora CPAD, estará sendo estudada a Lição 2, do último trimestre de 2017. O tema geral do trimestre, com comentários do Pr. Claiton Pommerening, discute A obra da salvação, sendo, portanto, uma série de estudos dentro da Soteriologia – a doutrina da salvação. Tema muito pertinente, já que objetiva expor e explicar algumas das convicções mais cruciais à fé cristã: pecado, juízo, graça, fé, arrependimento, redenção, etc.

O tema específico para o próximo estudo dominical, Lição 2, é A Salvação na Páscoa Judaica, cujos objetivos elementares são: I. Mostrar como se deu a instituição da Páscoa; II. Explicar a importância e o significado do cordeiro da Páscoa; III. Tratar a respeito da relevância e do significado do sangue do cordeiro na Páscoa. E acrescento ainda algo fundamental: perceber a instituição da Páscoa judaica como uma representação tipológica do maravilhoso sacrifício expiatório realizado pelo Salvador Jesus, que veio livrar da morte e consagrar para Deus aqueles que nele crerem. Os textos bíblicos que estão entre os mais importantes para este estudo são Êxodo 12; Isaías 53; Lucas 22-23; João 6; 1 Coríntio 11; Hebreus 9; 1Pedro 1 e 1João 1-2. Claro, há uma infinidade de textos que dialogam com este assunto, pois as Escrituras por inteiro apontam para Cristo (Lc 24.27; Jo 5.39), mas a leitura e compreensão destes capítulos em destaque será de grande importância para um trato adequado da Páscoa dos judeus e da sua relação com a Páscoa na perspectiva cristã.



Uma primeira observação a se fazer é que, como bem colocado pelo comentarista ainda na primeira Lição, o significado bíblico de salvação é muito abrangente, e especialmente no Antigo Testamento, “a salvação está relacionada ao escape das mãos dos inimigos, à libertação da escravidão e ao estabelecimento de qualidades morais e espirituais para a vida de quem tem Deus como seu senhor” (Lição 1, tópico I, ponto 2). É neste sentido que a palavra salvação está posta no título da presente lição, a experiência de libertação vivida pelo povo hebreu quando Deus visitou o Egito com juízo para puni-lo pela impiedosa escravidão a que submeteu os descendentes de Jacó durante longos quatro séculos, e quando mostrou misericórdia para com seu povo, “passando por cima” das casas marcadas com o sangue do cordeiro sacrificado. Entretanto, como a Páscoa é tomada no Cristianismo como um tipo do sacrifício vicário de Cristo, então é necessário que o conceito de salvação nesta lição seja ainda mais abrangente que apenas a salvação física de uma nação ou o livramento de uma escravidão social, e passe a significar o conceito mais elevado de salvação: livramento do juízo divino dirigido aos pecadores incrédulos, remissão da alma e consagração plena do ser para Deus.

Uma segunda observação é no sentido de distinguir a compreensão da Páscoa no contexto secular, no contexto judaico, no contexto cristão-católico e no contexto cristão-evangélico.

1 – PÁSCOA SECULAR

A Páscoa secular, como comemorada todos os anos, é exclusivamente comercial. Coelho e chocolate são coisas totalmente estranhas à páscoa judaica ou à páscoa cristã (seja católica ou evangélica)! Os judeus não ofereciam coelhos em sacrifício a Deus, nem está dito que comiam qualquer doce à base de cacau. Nada além de fomentação do comércio interessa à Páscoa secular. É uma data totalmente esvaziada de espiritualidade, sem nenhuma conexão com a verdadeira e histórica Páscoa judaica! A Páscoa mundana está cheia de fermento, é uma perversão do maravilhoso plano de salvação e uma grave banalização de uma festa que era sagrada nos tempos bíblicos. Trocar o cordeiro pelo coelho e o sangue pelo chocolate é um insulto à sabedoria e à graça de Deus!



2 – PÁSCOA JUDAICA

A Páscoa dos judeus, esta sim original, compreendia a recordação e celebração daquele glorioso dia do livramento do povo escolhido do Senhor, o dia em que Israel deixou de ser povo escravo para ter sua própria identidade nacional; deixou o jugo do Egito para marchar rumo à terra que Deus havia prometido ao patriarca Abraão dar por herança aos seus descendentes (Gn 13.15). A Páscoa judaica é religiosa, não comercial, e está firmada nas promessas de Deus e celebra a sua bondade e misericórdia, bem como exalta seu braço forte estendido para abençoar o seu povo com uma nova vida. Todavia, as celebrações desta Páscoa, nos moldes veterotestamentários, se tornaram obsoletas após o sacrifício de Cristo, já que nele, no Cordeiro de Deus, as sombras e figuras do Antigo Pacto são total e finalmente cumpridas, vindo, portanto, a tornarem-se desnecessárias (vale ressaltar que não é ordenado aos cristãos celebrarem a Páscoa, mas a Ceia cristã, que é, junto ao batismo nas águas, as duas únicas ordenanças para a Igreja. Aliás, deve-se observar que Jesus comeu primeiro a Páscoa judaica, e depois, em um novo e distinto momento, instituiu a Ceia com seus discípulos. A Páscoa era realizada anualmente, mas a Ceia do Senhor era celebrada semanalmente – At 20.7).

3 – PÁSCOA CATÓLICA

No contexto católico, a Páscoa remete à Cristo, em sua morte e ressureição. A Quaresma, praticada desde o século IV, é o período de quarenta dias em que os católicos (e também anglicanos e luteranos) se preparam com orações, jejuns e certas abstinências para a celebração da Páscoa, que ocorre num domingo, em memória à ressurreição de Cristo (1). “Semana Santa” é o último período da Quaresma, na qual não deixa de haver uma conotação comercial, especialmente pela fomentação do comércio de peixe, já que o consumo de carne é proibido, ou, no mínimo, não recomendado pelos sacerdotes católicos. Onde está dito que os judeus comiam peixe na Páscoa? Era justamente carne que eles comiam!

4 – PÁSCOA EVANGÉLICA

Para os evangélicos em geral, não há período específico de preparação ou celebração da Páscoa, sendo esta festa substituída pela Ceia do Senhor, onde os evangélicos se reúnem em culto solene (a periodicidade varia entre as igrejas) (2), para comerem o pão e o vinho que representam o corpo e o sangue de Cristo, tipificado na Páscoa judaica pelo cordeiro que foi assado e comido pelos judeus, e cujo sangue foi aspergido nas ombreiras das portas (a Páscoa judaica podia ser comida por todos os membros da casa, com exceção dos estrangeiros e escravos não circuncidados; a Ceia nas igrejas evangélicas geralmente é servida apenas aos que cumpriram a primeira ordenança, o batismo nas águas). A “Páscoa evangélica” está dissociada de valores comerciais, é intrinsecamente espiritual, e não enfatiza tanto a ressurreição de Cristo, como no catolicismo, mas a própria morte vicária do inocente Cordeiro de Deus, bem como a comunhão entre os santos.

Enquanto nas celebrações anuais da Páscoa dos judeus as famílias voltam-se para Êxodo 12, para rememorar a noite da vingança de Deus contra o Egito e o resplandecer de um novo dia para Israel, os cristãos evangélicos tradicionalmente voltam-se, na celebração da Ceia, para 1Coríntios 11, onde o apóstolo Paulo resume o propósito espiritual e sintetiza a liturgia da celebração da Ceia cristã: “todas as vezes que comerdes este pão e beberdes este cálice anunciais a morte do Senhor, até que venha” (1Co 11.26). Comunhão com Cristo e com os irmãos na fé estão representados no partir e no ingerir o pão; convicção de perdão e salvação pela morte de Cristo estão representados nos próprios elementos da Ceia; e certeza de vida eterna junto a Cristo também é a ênfase cristã-evangélica na Ceia, já que Cristo prometeu: “vos digo que não a comerei mais até que ela se cumpra no reino de Deus” (Lc 22.16). Naquele glorioso dia, o mesmo Senhor hoje exaltado à destra do Pai, “se cingirá, e os fará assentar à mesa e, chegando-se, os servirá” (Lc 12.37).

Após longos 430 anos de escravidão no Egito, chegara a hora de Deus por fim ao sofrimento dos filhos de Israel. “O seu clamor chegou até mim, por isso desci para livrá-lo das mãos dos egípcios”, disse Deus a Moisés (Ex 3.7,8). Após repetidos encontros com o faraó, e depois de uma sucessão de nove pragas que impôs grandes devastações ao Egito, Moisés ainda assim não conseguira convencer o rei do Egito a deixar o povo de Deus sair para adorá-lo. Faraó estava endurecido, e Deus estava disposto a usar esta dureza a fim de exaltar o seu nome nas terras do Egito e mostrar quão inúteis eram os seus deuses. Nem Ra, nem Osíris, Ísis, Hórus, Anúbis ou quaisquer outros deuses puderam livrar os egípcios quando o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, o grande “Eu Sou” (Ex 3.6,14), resolveu mover o seu braço para devastar, na décima praga, os primogênitos dos egípcios, quer fossem homens, quer fossem animais! Se os magos do faraó em dado momento não puderam mais imitar os milagres de Moisés, e reconheceram que ali estava o “dedo de Deus” (Ex 8.19), agora experimentariam naquela noite terrível a força do braço inteiro de Yavé!

Quatro elementos principais estariam na mesa dos judeus naquele fim de dia, em que um novo calendário judaico seria inaugurado, o calendário religioso, no décimo quarto dia do mês de Abibe (por volta de março-abril, em nosso calendário atual). Ali estariam: o cordeiro (ou cabrito, conforme Ex 12.5), o sangue (a ser aspergido nas vigas das portas), os pães asmos (sem fermento), e as ervas amargas (não se pode ter certeza de que ervas eram, mas tradicionalmente eram endívia, agrião, pepino, rábano, alface e salsa) (3).

1° Elemento: o cordeiro

Cordeiro é o carneiro até um ano de idade, ou seja, um carneiro novo (ovelha é a fêmea do carneiro). Cabrito é o bode também novo (cabra é a fêmea do bode). Devia ser um macho (“Jesus Cristo homem” – 1Tm 2.5), e o fato de ser ainda muito novo talvez aponte prefiguradamente para a inocência de Cristo (Mt 27.4; Hb 7.26; 1Pe 2.22), ou mesmo à sua pouca idade, já que ele cumpriu todo seu ministério antes mesmo dos 35 anos de idade. Pouco se enfatiza isso, mas Jesus era um moço quando sofreu os horrores da crucificação, um jovem que inquietou os anciãos rabinos de Israel! O cordeiro pascoal não podia ter qualquer defeito, pois representava aquele que, não tendo pecados, “foi ferido por causa das nossas transgressões, e moído por causa das nossas iniquidades” (Is 53.5). A morte viria a todos primogênitos, já que todos são merecedores da morte (Rm 3.23; 6.23), mas a sentença de morte na casa dos hebreus foi aplicada sobre os cordeiros sacrificados em cada casa. É importante atentarmos para isso: nem mesmo na casa dos hebreus deixou de haver morte, todavia, o cordeiro substituiu os hebreus, como Cristo substituiu-nos no Calvário! Isso é sacrifício vicário, é a morte em lugar de outro. Deus não removeu a culpa do pecado por um decreto, nem livrou ninguém da morte apenas removendo a sentença de morte: um jovem inocente teve que morrer a nossa morte! “O cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1.29), apontou João Batista para Jesus no rio Jordão. Nas casas dos judeus, a carne do cordeiro devia ser assada, e nenhum dos ossos podia ser quebrado. Esta é uma figura muito forte para o corpo de Cristo que foi dilacerado e “queimado” sobre o fogo da ira de Deus no gólgota, embora nenhum de seus ossos tenha sido quebrado, apesar do intento dos soldados romanos em fazê-lo (Jo 19.31-36).

2° elemento: o sangue

O sangue do cordeiro não devia ser bebido, nem jogado fora ou queimado, mas usado para marcar as portas das casas dos hebreus, a fim de que a morte não os alcançasse naquela noite de juízo no Egito! Representava o sangue de Cristo, muito superior à prata e ao ouro de todo planeta, sangue que foi o preço pago pelo Filho ao Pai para nos comprar de volta de nossa velha maneira de viver, do mercado de escravos em que outrora vivíamos! (1Pe 1.18,19). Aliás, atentemos para algo interessante aqui: não bastava aos judeus sacrificarem o cordeiro, era necessário e imprescindível que eles aspergissem nos umbrais das portas usando um feixe de hissopo (não isopor – não confundir a antiga planta, espécie de manjerona da família da hortelã (4), com a resina bastante usada em obras artesanais ou em construções modernas!). Atentando para isto, entendemos que o sacrifício de Cristo no Calvário por si só não livra-nos da morte, sendo necessário ainda a aplicação desse sacrifício. Como dizia o teólogo holandês Jacó Armínio, “é preciso fazer uma distinção entre redenção obtida e redenção aplicada” (5). Na cruz, Cristo sacrificado obtém para nós a redenção; pela fé individual em Cristo, recebemos em nós a aplicação desta redenção. Ou, como está dito no “coração da Bíblia”: “…para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16). A provisão do sangue é para todos, de modo que ninguém está excluído da possibilidade real de salvação. Até mesmo João Calvino, teólogo francês, admitiu isso: “É a vontade de Deus que busquemos a salvação de todos os homens, sem exceção, porque Cristo sofreu pelos pecados do mundo inteiro” (6). Como bem pontuou o teólogo R. T. Kendall, “Armínio e Calvino têm em comum a crença de que Cristo morreu por todos” (7). Sim, nas palavras do apóstolo João, Cristo é a propiciação não só pelos nossos pecados (“nossos, cristãos”; e não “nossos, judeus”, como interpretam alguns), mas pelos pecados do mundo inteiro (1Jo 2.1,2). Ou, nas palavras do próprio Senhor Jesus, “…o pão que eu der é a minha carne, que eu darei pela vida do mundo” (Jo 6.51). Foi por ti, foi por mim, foi por todos que o Cordeiro pascal foi imolado naquela rude cruz!

3° elemento: os pães asmos

Os pães asmos, ou sem fermento, podem ter dois significados: a pressa com que os judeus comeriam o pão, não dando tempo de ele ser fermentando, ou ainda o abandono da velha “fermentação” egípcia, com sua cultura pagã e opressora. Fermento na Bíblia, não sempre, mas geralmente está ligado a comportamentos reprováveis (Mt 16.6; Lc 12.1). Paulo, apóstolo do Senhor, assim interpretou: “Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós” (1 Co 5.7), e em seguida ele faz a aplicação: “Por isso façamos a festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os ázimos da sinceridade e da verdade” (1Co 5.8).

4° elemento: As ervas amargas

Nestas ervas estaria resumida a vida amarga que os judeus sofreram por quatro séculos sob o jugo dos faraós. Após a morte de José e também do faraó que por ele teve respeito e admiração, está dito que o novo faraó e os egípcios “puseram sobre eles maiorais de tributos, para os afligirem com suas cargas… Assim que lhes fizeram amargar a vida com dura servidão, em barro e em tijolos, e com todo o trabalho no campo; com todo o seu serviço, em que os obrigavam com dureza” (Ex 1.11,14). As ervas amargas simbolizavam a vida de escravidão que vivíamos outrora sob o jugo do pecado, embora nele tivéssemos prazer momentâneo, como os hebreus que pareciam se satisfazer nos peixes, pepinos e cebolas do Egito (Nm 11.5). Mas era um prazer ilusório, que nos mantinha cativos do faraó de nossas almas, o diabo, e do Egito de nossas vidas, ou seja, o pecado e o mundo. Na cruz, porém, Cristo está, mediante seu sacrifício expiatório, removendo de nós o pesado e amargo fardo do pecado, e dando-nos o seu jugo, que é suave, e o seu fardo, que é leve. Mais que isso: na cruz, Cristo está dividindo conosco o jugo, fazendo-se nosso companheiro de labor para garantir-nos a vitória em nossa peregrinação aqui (Mt 11.28,29).

Vale ressaltar ainda que a refeição da Páscoa devia ser comida apressadamente, com os judeus de pé e já em traje de fuga, sem muita bagagem nas mãos (Ex 12.11). Sempre enfatizamos a pressa desta refeição e a prontidão para fuga, mas deixamos escapar algo importante implícito aqui: a necessidade de fé! Afinal, era necessário crer que Deus finalmente interviria em favor dos judeus, para livrá-los depressa da escravidão do Egito. Era preciso crer que ainda aquela noite ocorreria um grande milagre, ímpar em toda história (já que mais de seiscentas mil pessoas seriam tiradas do Egito de uma só vez!), e crer também na provisão de Deus para a peregrinação no deserto. “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hb 11-6). A fé era a condição para salvação dos judeus! Aquela não foi uma salvação incondicional, mas condicional! E mais: nem sequer sair de casa naquela noite os judeus podiam até que o dia nascesse (Ex 12.22). Deviam crer na promessa de Deus, sacrificar o cordeiro, aspergir o sangue nos umbrais das portas, comer o cordeiro assado com pão asmo e ervas amargas, e ainda precisavam perseverar em suas casas enquanto o juízo de Deus caia sobre os primogênitos dos egípcios, matando todos sem distinção de ricos e pobres, homens ou animais (Ex 12.29). Não temos aqui um sério prenúncio da necessidade de perseverarmos na fé até que Deus consuma total e finalmente a nossa salvação, após o julgamento dos ímpios deste mundo? “Mas aquele que perseverar até ao fim, esse será salvo” (Mt 24.13).

Concluo com a boa observação do teólogo T. D. Alexander, ao lembrar-nos da tríplice função da Páscoa: 1. Propiciação; 2. Purificação; 3. Consagração. Alexander diz:

“Mediante a participação na Páscoa, os israelitas se colocam à parte como santos. O sacrifício do animal fez propiciação pelo povo, o sangue aspergido nas esquadrias das portas purificou os que estavam dentro, e o ato de comer a carne sacrificial consagrou os que a consumiram. Mediante a participação no ritual da Páscoa, o povo santificou como nação santa a Deus” (8).

O termo hebraico para Páscoa é pesah, “passar por cima” (pular) ou “passar de largo” (ignorar). Mas aqui está também um sublime conceito para a Páscoa: consagração! Afinal, a Páscoa ingerida e a marca do sangue nos umbrais das portas anunciavam que ali no Egito estava uma família consagrada a Deus para viver, uma família santificada ao Senhor, sobre a qual a morte não tinha direito. Cristo é a nossa Páscoa! Seu sangue nos livrou da morte, nos fez propícios diante de Deus, nos purificou do pecado, e nos consagrou para sermos, em meio ao mundo em que peregrinamos, uma “geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz” (1Pe 2.9).

Boa aula. Bom domingo!

REFERÊNCIAS:

  • Disponível em: https://pt.wikipedia.org/wiki/Quaresma. Acessado em 07/10/2017
  • Declaração de Fé das Assembleias de Deus, CPAD, 2017, p. 132. Sobre a periodicidade da Ceia na Assembleia de Deus brasileira, está dito que “Nós a celebramos numa frequência suficiente para evitar intervalos longos entre os períodos de reflexão, comunhão e ação de graças”. Na AD a Ceia é mensal.
  • Comentário Bíblico Beacon, vol. 1, CPAD, p. 165
  • Dicionário Bíblico Ilustrado, Vida Nova, p. 1137. Conferir ainda Dicionário Bíblico Wycliffe, CPAD, p. 1554
  • Jacó Armínio. As Obras de Armínio, vol. 3, CPAD, p. 428
  • João Calvino. Gálatas, FIEL, p. 145
  • R.T. Kendall. The Nature of Saving Faith from William Perkins (d. 1602) to the Westminster Assembly (1643-9). Apud HELM, Paul. Calvin and the Calvinists, p. 32)
  • Comentário Bíblico Vida Nova, Vida Nova, pp. 164,5.

OUTRAS CONSULTAS:
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal, CPAD. Notas de rodapé de Êxodo 12.
Claiton Pommerening. Lições Bíblicas (CPAD). 4° Trimestre 2017, Lição 2.
__________________. A Obra da salvação, CPAD, capítulo 2.



Tiago Rosas

Tiago Rosas

Presbítero da Assembleia de Deus em Campina Grande-PB. Coordenador de Escola Bíblica Dominical. Autor do livro A Mensagem da cruz: o amor que nos redimiu da ira.


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