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Tem coragem de quebrar seu orgulho e raiva?

Deus Não Está Morto 3 e o nosso mundo conturbado


Tem coragem de quebrar seu orgulho e raiva?

Recentemente, fui assistir ao filme Deus Não Está Morto 3 e gostei muito das mensagens que ele nos traz e nos faz refletir.

Em meio a um intenso debate sobre se uma universidade estadual deve ter uma igreja em seu campus, o pastor Dave é surpreendido com um incêndio na sua igreja Saint James, no qual morre seu grande amigo, o reverendo Jude.

O incidente foi provocado por um aluno da universidade, Adam, que atirou um tijolo em uma janela da igreja após brigar com a namorada.  Esse aluno já possuía uma mágoa com tudo aquilo que diz respeito a igrejas em geral, uma vez que, no passado, sua mãe tinha sido vítima de violência doméstica e quando ela quis se separar do pai dele, o agressor, ela foi vista pela igreja como uma adúltera.

Com isso, a situação no campus universitário se acirra, ainda mais devido à proposta da universidade em retirar a igreja do local e ali construir um centro educacional. Decidido a lutar até o fim, Dave busca ajuda com seu irmão Pearce, que é advogado.

Neste sentido, a primeira coisa que pensei depois que saí do cinema foi como atualmente vivemos em um mundo conturbado e com problemas dos mais variados. Discórdia e desamor entre pessoas que pensam diferentes na política, nas religiões, nas famílias, etc. E a nossa tendência muitas vezes é entrar neste jogo insano e querermos “dar o troco”.

E foi exatamente nisso que o pastor Dave se via em um primeiro momento no filme. No meio do luto pela perda do amigo e de uma constelação de sentimentos conflitantes, encontrava-se também revoltado com o aluno que causou o incêndio e com a vontade de litigar judicialmente até o fim contra o reitor da universidade, o qual o pastor via como um amigo e em virtude da vontade deste em retirar a igreja dali, o pastor estava em crise.

Ocorre que foi só no momento em que o pastor orou, neste momento de angústia e de revolta, sem entender o que Deus queria na sua vida naquele momento, é que ele se deu conta que aquele ar beligerante estava sendo contraproducente e não o levaria a lugar nenhum.

O “oferecer a outra face” que Jesus nos ensina (Mateus 5:39), diferentemente do que muitos pensam, era mostrar fortaleza. E neste sentido, as coisas foram se ajeitando naquele caos em que o pastor se encontrava, mesmo sendo diferente do que ele imaginara anteriormente. Muitas vezes, o nosso Deus muda tudo em nossas vidas para fazer do jeito que Ele quer.

Ademais, o pastor tinha um verdadeiro apego pelo prédio da igreja, que estava no local há décadas, tendo sido construído por seu pai e dali não queria sair de jeito nenhum, a ponto de fazer daquilo uma espécie de idolatria, esquecendo que a igreja, na realidade, somos nós, e não um punhado de pedras e cimento. E até isso ele teve que superar.

É como nos ensina o conhecido pastor Ravi Zacharias, que diz que a idolatria não é uma imagem desenhada e esculpida pela mão do homem, mas é a NOSSA VONTADE esculpida pelas intenções nocivas de nosso coração.

Por fim, ainda haveria que falar sobre o perdão, algo realmente divino, que Jesus nos conclama a fazer em Mateus 18:22, não apenas sete vezes, mas setenta vezes sete com aqueles que nos ofenderam.

E isso o pastor exercitou quando perdoou o rapaz que causara o acidente, presenteando com a Bíblia do reverendo que falecera e também, até mesmo com seu irmão, que quando os pais ficaram idosos e doentes, deixou o pastor cuidando deles, e foi ganhar a vida como advogado na cidade grande e hoje até caçoava da sua fé.



Procurador da Fazenda/Professor. Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil

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