Tenho santificado ou profanado o nome do Senhor?

Tiago retrata a importância de se ter uma fé que é vista como sendo viva, pois é manifesta através das obras.


Tenho santificado ou profanado o nome do Senhor?

Somente aquele cristão que de fato reconheceu-se pecador, arrependeu-se e busca viver uma vida em santidade, tem a noção de que Deus é e do quanto é Santo. Mas Jesus, na oração do “Pai Nosso” (Mt 6.9-13), estabeleceu que o nome do Senhor seja também “santificado” neste plano da existência, ou seja, que a santidade de Deus seja manifestada, pois ele já o é um Santo manifestado para os seus (Ao 4.8; Is 6.3), tanto no céu quanto na terra.

Não que Jesus estivesse lançando sobre nós uma carga de responsabilidade por zelar do nome do Senhor – ele não precisa, pois é criador e todo poderoso e não depende do homem para nada. Jesus estava dizendo que aqueles que têm o senhor como pai, assume a responsabilidade de que o seu padrão de vida determinará a seriedade de sua crença, ou a falta dela.

Ao dizer isso, Jesus deixa bem claro, no restante da oração, qual é o modo precípuo de uma vida cristã: 1) lembrar da paternidade celeste (“pai nosso que estais no céu”, 2) ansiar pelo vinda do Reino de Deus (“venha a nós o teu Reino”), 3) viver subjugado à vontade do  pai (“seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu”), 4) depender da provisão do pai (“o pão nosso… nos daí hoje”, 4) assumir erros e se arrepender  (“perdoai as nossas ofensas”), 5) exercer o perdão (“como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”), 6) depender da direção de Deus (“não nos guie às tentações”), 7) viver consciente de que o Diabo tem poder, mas que Deus é o todo poderoso (“livrai-nos do maligno”), 8) não viver em soberba (“porque teu é o Reino, o poder e a glória para sempre”).

Se vivemos do modo como cremos, automaticamente estaremos santificando o nome do Senhor, ao contrário disso, como diz Paulo, estaremos profanando o nosso do Pai Celestial: “21. Pois então, tu que tanto ensinas a outros, por que não educas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? 22. Tu, que ensinas que não se deve cometer adultério, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, mas lhes roubas os templos? 23. Tu, que te orgulhas da Lei, desonra a Deus, desobedecendo à própria Lei? 24. Pois, como está escrito: “Por vossa causa, o nome de Deus é blasfemado entre todos os povos!” (Romanos, 2).

Tiago também retrata a importância de se ter uma fé que é vista como sendo viva, pois é manifesta através das obras. Do contrário, se se tem uma fé que é morta, que não se traduz em obras, como se há de provar a existência do Deus no qual se crê, e como havemos de mostrar sua santidade? (Tg 1. 25-27; Tg 2.14-24).

Jesus, em sua oração, descrita em João 17, deixou claro que o nosso modo de vida é uma forma de pregação do evangelho: “…para que todos sejam um, Pai, como Tu estás em mim e Eu em Ti. Que eles também estejam em nós, para que o mundo creia que Tu me enviaste” (João, 17.21).



Fernando Pereira

Fernando Pereira

Jornalista e acadêmico dos cursos de História e de Teologia.


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