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Uma sociedade que foge da verdade

Inversão de valores


Uma sociedade que foge da verdade
Uma sociedade que foge da verdade

“Ai dos que chamam ao mal bem e ao bem, mal, que fazem das trevas luz e da luz, trevas, do amargo, doce e do doce, amargo. Ai dos que são sábios aos seus próprios olhos e inteligentes em sua própria opinião”. Isaías 5:20,21

Saiu recentemente o artigo em um site de entretenimento: “Pessoas que falam palavrão são mais felizes, íntegras e têm QI mais alto, sugerem estudos”.

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Eu sinceramente não vejo integridade em quem ofende alguém com um palavrão. E nem muito menos felicidade em viver esbravejando por tudo. E sobre QI mais alto, fala sério, palavrão é o sinal de total falta de argumentação inteligente. Se a pessoa quer falar palavrão fale, mas não vem com um “estudo” desses para justificar sua falta de bom senso, moderação e educação.

Inversão de valores. Essa é uma das formas pelas quais costumamos justificar nossos erros. E essa tem sido a forma pela qual nossa sociedade tem vivido.

O texto bíblico citado no início deste artigo fala dos líderes na época de Isaías, mas é claro que cai muito bem à qualquer um de nós que queira dormir à noite sem peso na consciência, mesmo sabendo que os atos cometidos durante o dia são condenatórios.

Uma forma de nos protegermos da culpa é atribuindo à ela um valor positivo, benéfico.

Mas Deus diz “Ai”, e quando Deus proclama uma possível penalidade, é bom que estejamos atentos, pois ela será inevitável.

Os que invertem os valores querem fugir da verdade

Nada melhor para fugir da verdade do que torná-la obsoleta, sem sentido. Os religiosos tentaram fazer isso quando confrontavam aquilo que Jesus dizia. Quando você inverte um valor, você transforma a verdade em relativa, mesmo que ela possa ser absoluta.

Mas como saber se uma verdade é absoluta? Quando para desfazê-la preciso recorrer ao absurdo.

Cinco pessoas provam um doce, quatro delas dizem que o sabor é doce, uma diz que é amargo. Ou há algo de errado no paladar da última, ou ela está tentando desconstruir de maneira absurda a verdade das outras.

Quando pomos à prova os ensinamentos da Palavra de Deus vemos que fica claro que são verdades inequívocas para quem deseja experimentar uma vida plena.

Os mandamentos do Senhor não são desejos arbitrários de um Deus déspota, é antes, sua forma de nos amar e garantir que experimentemos o melhor de nossa existência terrena.

Ao fugirmos dessa verdade absoluta que é a vontade de Deus retratada em seus mandamentos, assumimos o perigoso caminho de direcionar nossas vidas a partir de princípios determinados por nós mesmos, seres pecadores por natureza, egoístas em essência.

Não podemos fazer o bem nem a nós mesmos por princípios diferentes dos estabelecidos por nosso Deus. Sem os princípios de Deus aquilo que chamamos de bem pode estar nos matando.

Billy Graham dizia que até o mais convicto ateu em dado momento deseja que haja uma verdade absoluta. Quanto mais a nossa sociedade foge da verdade, mais se embaraça nas mentiras, porque para cada princípio bíblico negado é necessário criar uma nova mentira que o encubra.

As pessoas estão fugindo para as cavernas, como diz o texto de Isaías 3, para não verem a glória de Deus manifestada em sua Palavra.

E como é triste ver aqueles aos quais a Verdade é revelada semanalmente, sendo negligentes com ela não a praticando, e assim, deixando de dar testemunho para os que se perdem.

Quem não ama a verdade naturalmente ama o pecado

Jesus disse: “… a luz veio ao mundo, mas os homens amaram as trevas, e não a luz, porque as suas obras eram más.

Quem pratica o mal odeia a luz e não se aproxima da luz, temendo que as suas obras sejam manifestas”. João 3:17-20

O amor ao pecado é demonstrado também quando justificamos o pecado. E essa justificativa se dá por aqueles que vivem somente pelo prazer, não importando quanto custa para obtê-lo (nem que seja a própria vida). “De que vale o homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma…”(Mt 16.26).

Paulo disse acerca destes: “…o seu destino é a perdição, o seu deus é o estômago e têm orgulho do que é vergonhoso; eles só pensam nas coisas terrenas.”. Filipenses 3:19 

É certo que há muitos que amam ao pecado apenas por desconhecerem a Verdade. São prisioneiros que necessitam ser libertos. Para estes há a esperança de que sejam alcançados pela mensagem do Evangelho. Mas para aqueles que tem negado a Verdade o que resta?

Que não estejamos contados entre estes, que amemos a Verdade e vivamos por ela.

Pois há os que preferem acreditar em suas próprias conclusões, do que na revelação divina, são “Sábios aos seus próprios olhos”.

Isso não os isentará de prestar contas com Deus.

Deus nos deu a vida e princípios para que pudéssemos assumir responsabilidades sobre ela, é a negação destes princípios que priva a nós e aos outros de uma vida plena. A miséria maior do mundo é a negligencia à vontade de Deus.

O que Deus diz não deve ser condicionado ao que consideramos aceitável, pois nossa mente pequena e pecaminosa sempre tenderá à interpretar tudo dentro da perspectiva mais baixa e não elevada como a divina.

A moral divina excede em muito à dos homens. Nosso conceito de bom e mau, de certo e errado, tornam-se uma falácia diante da revelação do que seja isso pela Palavra de Deus.

Por isso só podemos receber a Verdade pela fé. Crendo que Deus é a Palavra final daquilo que tentamos definir em tudo.

Deus nos revelou sua Verdade para nos dar vida, não para nos condenar. Seu plano era que ao aceitarmos e praticarmos essa Verdade, pudéssemos ser libertos das correntes do pecado e da morte.

É possível aceitarmos a Verdade de Deus, para tanto precisamos ser humildes e reconhecermos que nenhuma verdade afora a dele pode ser considerada por nós como aceitável para ser vivida.

Foi pela fé que homens e mulheres em todos os séculos, confiaram na Palavra de Deus e viveram a partir dela. Você também pode fazer o mesmo. A cura para todos os seus males, o refrigério para sua alma aflita, a paz e a alegria que você precisa para viver, tudo isso se encontra na Palavra de Deus a Verdade que salva, cura e liberta.



João Eduardo Cruz

João Eduardo Cruz

Pastor da Primeira Igreja Batista em Planalto Caucaia - Ceará. Professor. Teólogo; Autor dos livros "Como o nascer do sol"(Editora Premius), "Onde está Deus? - Crendo em Deus em um mundo descrente"(Abba Press), "Sentindo a Vida" (Editora Reflexão), "O que as crianças nos ensinam sobre Deus (Garimpo) e "Jesus e os descaminhos da Igreja" (Garimpo).


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