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Vale a pena guardar suas economias na poupança?

"Melhor é o pouco do justo do que a riqueza de muitos ímpios" - Salmos 37:16


Vale a pena guardar suas economias na poupança?

Queridos irmãos,

Nos últimos dias muito se falou da poupança, pois ela passou a render menos. Por isso, foi “rebaixada” por muitos como um investimento ruim. Será que isso é verdade? Vale a pena continuar ou começar a investir na poupança?

Salomão já advertiu que “não é bom proceder sem refletir, e peca quem é precipitado” (19:2). Então, antes de definir o rumo de suas finanças, vamos entender melhor o que aconteceu, pois o conhecimento é a luz que facilita as decisões.

O cálculo de rentabilidade da poupança depende de uma taxa, a Selic. Quando Selic está menos de 8,5% ao ano, a poupança passa a render 70% da Selic mais a Taxa Referencial. A Selic hoje está em 8,25%, então, na prática, a poupança está rendendo menos do que rendia antes.

Se você tem dinheiro lá ou pretende investir, não se deixe levar pela primeira impressão. Muitos fatores definem se um investimento é bom ou não, além da rentabilidade, como o comportamento do mercado, por exemplo, que pode mudar com o tempo. Talvez o principal deles seja o prazo em que deseja usar o dinheiro.

Curto prazo

A poupança tem importantes vantagens frente aos demais investimentos. Ela é isenta de taxas de administração e de Imposto de renda. Além disso, tem boa liquidez, ou seja: o valor pode ser retirado de lá a qualquer momento, sem que seja preciso pagar taxas.

Por isso, a poupança é um dos investimentos indicados para manter uma reserva financeira para imprevistos – que será retirada em data não planejada – e para realizar sonhos de curto ou curtíssimo prazo, em até um ano.

Afinal, de pouco adianta guardar as economias para objetivos como estes em investimentos que tenham excelente rendimento, porém apenas no médio ou longo prazo, além da cobrança de taxas de administração e até mesmo de retirada.

Médio e longo prazos

Agora, se você poupa dinheiro para conquistar um sonho no médio prazo (entre um e dez anos) e no longo prazo (a partir de dez anos), outros investimentos são mais indicados: Tesouro Direto, CDB, Fundo de Investimentos, previdência privada e até mesmo ações.

Está em Provérbios 14:15, “o inexperiente acredita em qualquer coisa, mas o homem prudente vê bem onde pisa”. Portanto, procure sempre entender de forma ampla antes de tomar qualquer atitude, pois com educação financeira e foco na conquista de seus sonhos, tudo tende a ser mais simples.



Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista e é autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.

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