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A verdadeira identidade cristã. Ou: a êmese de Deus e um cristianismo morno.

A igreja vive uma fase de busca de identidade. Os evangélicos brasileiros não sabem bem qual é a sua identidade...


A igreja vive uma fase de busca de identidade. Os evangélicos brasileiros não sabem bem qual é a sua identidade cristã. Alguns acreditam que uma ou outra denominação espiritualizam demais. Outros, porém, acreditam que aquele ou aquele outro ministério são carnais demais. O fato é que o amor de muitos está se esfriando. Jesus estava certo ao afirmar que “por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará” (Mateus 24.12). Escolha qualquer sala de aconselhamento pastoral e eu praticamente garanto qual é o principal problema encontrado por ele: o amor se esfriando.

Se do ponto de vista escatológico escolhermos das sete cartas de João as igrejas da Ásia (Éfeso, Esmirna, Pérgamo, Tiatira, Sardes, Filadélfia e Laodicéia), uma para representar nosso tempo, nossas igrejas, haverá unanimidade em apontar para Laodicéia, uma igreja rica do ponto de vista humano, mas pobre, desgraçada, e miserável, e cega, e nua, do ponto de vista espiritual e, ao pé de provocar a êmese de Deus por ser morna. Nem frio nem quente, mas morna.

O que Laodicéia perdeu? A espiritualidade. O amor pelas coisas eternas. Laodicéia sabia tudo sobre a cultura temporal, sobre os mecanismos de enriquecimento daquela época. Mas não tinha nada de espiritual. As lições deixadas por Cristo não entraram naquela igreja, pior, Cristo estava do lado de fora: “Estou à porta e bato” (Apocalipse 3.20). E esta é uma questão crucial para se viver uma vida de fervor e devoção: ter Cristo do lado de dentro e não do lado de fora.

O que temos hoje são excelentes palestrantes, conferencista, analistas, políticos, doutores, teólogos, filósofos, mas péssimos em devoção espiritual e em mordomia cristã. As lições básicas de Jesus são: Ter vontade de segui-lo (Lucas 9.23a), ter coragem para renunciar a si mesmo (Lucas 9.23b), ter uma devoção espiritual e não terreal (Marcos 10.29 e 30), perder para ganhar (Lucas 9.24) e ter humildade (Mateus 11.29). Mas se isso é demais pra você resumimos em dois: Amar a Deus (Mateus 22.37) e ao próximo (Mateus 22.39).

De certa forma os culpados por esta mornidão somos nós.  Por não tratarmos deste assunto antes que ele chegasse a se cumprir, por aceitarmos que nossos pregadores viessem a se tornar profissionais do entretenimento ao invés de homens santos e dedicados à busca daquilo que é espiritual, temos homens cultos, mas com nenhuma santidade. Com muitas piadas para contar e nenhuma revelação espiritual. Com muitas ideias sobre doutrinas e costumes, verdadeiros revolucionários do século, que tem uma critica plausível para tudo, mas nenhum respeito pelos antigos ensinamentos. Conformados em ter uma vida fútil para o Reino de Deus, desde que tenham uma vida de destaque para a sociedade atual.

Somos uma Laodicéia moderna, ao pé de provocarmos o vômito de Deus. Cheios de teatros, culturas, ortodoxia religiosa, mas nenhuma emoção pela santa revelação.

“Vim do Pai e entrei no mundo; todavia, deixo o mundo e vou para o Pai” (João 16.28). Jesus disse a seus discípulos: “Para onde vou, não me podes seguir agora; mais tarde, porém, me seguirás” (João 13.36). “Pois vou preparar-vos lugar… voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também. E vós sabeis o caminho para onde eu vou” (João 14.2-4).

Você conhece o caminho? Jesus nos contou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim” (João 14.6). Ninguém que deixe Cristo do lado de fora de sua vida, mesmo que se diga cristão, poderá chegar no final dela com a certeza de se assentará ao lado dele Cristo (Apocalipse 3.21).

“Assim, fixamos os olhos, não naquilo que se vê, mas no que não se vê, pois o que se vê é transitório, mas o que não se vê é eterno.” (2 Coríntios 4:18).



Joel Engel

Joel Engel

Joel Engel é escritor, conferencista internacional, presidente do ministério Engel e ministra na área de avivamento há 30 anos no Brasil e Exterior.


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