MENU

Você está conseguindo pagar seus credores?

“Não seja como aqueles que, com um aperto de mãos, empenham-se com outros e se tornam fiadores de dívidas” (Provérbios 22:26)


Você está conseguindo pagar seus credores?
Você está conseguindo pagar seus credores?

Caros irmãos,

Recentemente li uma notícia que me deixou preocupado. Ela dizia que as pessoas inadimplentes no Brasil – ou seja, aquelas que estão com contas em atraso e não conseguem pagar – têm uma dívida média que corresponde a três vezes o seu salário.

Veja bem, isto significa que grande parte das pessoas que fizeram compras e assumiu compromissos e hoje não podem pagar, devem um valor três vezes maiores que sua renda mensal. Isto é um grande problema em nossa sociedade, não é mesmo?

Caso queiram procurar e ler com seus próprios olhos, essa pesquisa é muito completa e trás outros dados, foi noticiada em muitos jornais e sites. É da empresa de recuperação de crédito Recovery e foi feita pelo Data Popular.

Por isso hoje trago algumas orientações para você, querido irmão, caso esteja em situação como essa. Se conhecer alguém que esteja com problemas financeiros, indique esta página, com certeza lhe será útil.

Como mentor da metodologia DSOP de educação financeira, não poderia deixar de compartilhar com os que precisam os conhecimentos que adquiri ao longo da minha vida. Afinal, devemos sempre nos ajudar e amar uns aos outros.

1- Tenha tranquilidade

Saiba que esta é uma situação passageira, que pode e será resolvida. Vejo que muitas pessoas têm até mesmo medo de encarar a realidade, por isso não conseguem lidar com o problema com educação financeira.

2- Conheça a sua situação

Com coragem e fé na mudança, levante todas as suas dívidas. Separe as que correspondem a serviços e produtos de necessidade básica, que não podem ser cortados (como água, energia elétrica, gás e aluguel) e as que têm juros mais altos (como cartão de crédito e cheque especial). Essas devem ser suas prioridades para pagamento.

3- Faça um diagnóstico financeiro

Anote durante 30 dias todos os gastos que tiver, separando por tipo de despesa. Isso inclui gastos “pequenos”, que podem até ser considerado menos importantes, como gorjetas e guloseimas. Assim saberá a verdade sobre como seu dinheiro está sendo gasto e poderá diminuir as despesas mensais, fazendo sobrar dinheiro para pagar as dívidas em atraso.

4- Reflita sobre seu comportamento

Aproveite o período em que está fazendo o diagnóstico financeiro para refletir, de forma profunda e honesta, sobre seus hábitos e comportamentos em relação às finanças. Lembre o que levou você a chegar nessa situação, este é o principal passo para sair disto e nunca mais voltar.

5- Trace um planejamento

Tenha em mente que só se deve negociar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar. Lembre, um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar;

6- Sonhe com o futuro

Em momentos de crise financeira, que são passageiros, é importante resgatar sonhos, objetivos que realmente importam e que farão ter ainda mais motivos para “dar a volta por cima”. Tenha pelo menos três: um sonho de curto prazo (a ser realizado em até um ano), outro de médio prazo (entre um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos), sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas;

7- Poupe dinheiro

Poupe dinheiro todos os meses para cada um de seus sonhos, inclusive o de sair das dívidas. Mesmo endividado, é necessário reduzir custos e poupar, assim terá fôlego para negociar e quitar as dívidas. Poupe especialmente as rendas extras, como 13º salários, bônus, etc.



Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos

Reinaldo Domingos é doutor em educação financeira, presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros (Abefin) e da DSOP Educação Financeira. Está a frente do canal Dinheiro à Vista e é autor do best-seller Terapia Financeira, do lançamento Diário dos Sonhos e da primeira Coleção Didática de Educação Financeira do Brasil.


Deixe seu comentário!