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Voto distrital cristão

O voto distrital é aquele que exige a candidatura de alguém ligado à comunidade.


Voto distrital cristão

O voto distrital se encaixa nas características naturais das relações sociais, comerciais, religiosas, familiares e demais situações gregárias em que se relaciona o ser humano. Em todas as relações de nossas vidas, tentamos chegar mais próximos de nossos amigos, familiares, clientes, fiéis, nos agregar o máximo possível para, juntos, conseguirmos chegar ao bem comum.

A religião cristã, das várias denominações, tem igrejas situadas em várias cidades e bairros, com limites geográficos definidos e um responsável, pastor, ancião, padre, rabino ou outro nome, geralmente residente no local, para estar sempre presente na vida dos fiéis. A delegacia de polícia tem uma região geográfica definida para a sua atuação.

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Os alunos devem estudar nas escolas mais próximas de suas residências. Gostamos de morar perto de nossos parentes, para termos contatos pessoais mais frequentes e podermos nos ajudar mutuamente. O comércio tenta se posicionar o mais próximo possível de seus clientes. As lojas, mercadinhos e outros comércios de bairro têm sua força no relacionamento com seus fregueses.

Na política, deve acontecer o mesmo. O vereador e o deputado precisam ser pessoas integradas na comunidade. Deve ser conhecido no bairro, na cidade ou na região. Devem pertencer ao meio em que vivemos. Os eleitores terão mais facilidade de analisar e votar nos candidatos de seu conhecimento.

Em 2010, um bispo católico iniciou a discussão sobre o aborto nas eleições presidenciais.  A gritaria dos comunistas ou socialistas foi enorme. A ex-presidente e sua Coligação Partidária (PT / PMDB / PSD / PP / PR / PROS / PDT / PC do B / PRB) ajuizou uma ação para apreender um documento episcopal que estava sendo distribuído que orientava para não votar em partidos e pessoas favoráveis ao aborto, com o objetivo de impedir que as igrejas falassem sobre assuntos morais.

Os dirigentes das igrejas não poderiam mais falar em homossexualismo, aborto, honestidade, enfim, todos os assuntos que não versassem sobre a construção de estradas, prédios, casas, escolas, praças e outros equipamentos públicos. A ação foi vencida pelo bispo e todos puderam e podem falar sobre a moral cristã a qualquer tempo.

Outra atitude dessa gente era impedir os cristãos de eleger seus irmãos, porque pregam a laicidade do povo. Para eles, laicidade significa que o povo está proibido de ter religião.  O significado é contrário. Estado laico é aquele que não interfere na vida religiosa das pessoas.  Aquele que não impõe uma religião. Cada um pode escolher a sua.

Agora, vejo notícias criticando a existência de deputados evangélicos, católicos e de outras denominações, o que para aquelas pessoas seria um absurdo. Não é!

Como escrevi lá encima, entendo que devemos escolher as pessoas que estão perto de nós, de nossa cidade e, principalmente, de nossa religião.

A maioria do povo brasileiro é cristã. No preâmbulo da Constituição Federal os deputados e senadores constituintes escreveram: “promulgamos, sob a proteção de Deus, a seguinte CONSTITUIÇÃO DA REPÚBLICA FEDERATIVA DO BRASIL”.

O voto distrital é aquele que exige a candidatura de alguém ligado à comunidade. Uma cidade que tem nove cadeiras de vereadores seria dividida em nove bairros ou distritos e teria um representante eleito de cada um deles. Todos os eleitores estariam em contato direto com o candidato de seu bairro. Projetos sobre o voto distrital foram debatidos no Congresso Nacional, mas não interessa para os políticos dirigentes dos partidos.

No caso de deputados estaduais e federais, o número de votos para elegê-los é maior. Uma cidade pequena não consegue eleger um deputado. Um conjunto de cidades pequenas, uma região, consegue eleger seu deputado estadual e federal.

O mesmo acontece com as igrejas.  Sozinha, uma igreja de bairro ou de cidade não consegue eleger um deputado. Juntando-se várias igrejas de uma região, elas conseguem eleger um deputado estadual e um federal.

Esses grupos comunistas e ou socialistas nos xingam de fascistas e outros adjetivos pejorativos. Sempre falaram nas 6 milhões de pessoas assassinadas na ditadura de Hitler.  E sempre esconderam que as ditaduras comunistas de Joseph Stalin, Mao Tsé Tung, Pol Pot, Fidel Castro e tantas outras assassinaram 100 milhões de pessoas.

Por tudo isso, na próxima eleição de 7 de outubro, nós cristãos precisamos votar em nossos irmãos de fé. Mesmo sem a existência de lei, podemos escolher candidatos distritais, de nossas regiões e religiões. Votemos nos candidatos “distritais” indicados pelas igrejas de cada região, para eleger o maior número de parlamentares cristãos.

Sigamos o ensinamento de Jesus Cristo, que disse: Eu sou o caminho, e a verdade e a vida.” (João 14:6). Depende de cada um de nós fazer o nosso querido e amado Brasil retornar para o caminho cristão da Verdade e da Vida.



João Carlos Biagini, advogado sênior na Advocacia Biagini, bacharel em Letras e em Direito. Coautor no livro Imunidades das Instituições Religiosas, coordenado pelos profs. Drs. Ives Gandra da Silva Martins e Paulo de Barros Carvalho (Noeses, 2015) e autor do livro “Aborto, cristãos e o ativismo do STF” (AllPrint, 2017).

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